Mercados num minuto Abertura dos mercados: Eleições na Catalunha penalizam IBEX e põem juros em máximos de um mês

Abertura dos mercados: Eleições na Catalunha penalizam IBEX e põem juros em máximos de um mês

Madrid está a liderar as perdas na Europa, depois de as eleições na Catalunha terem mantido a maioria independentista no parlamento. Também os juros da dívida de Espanha a dez anos atingiram máximos de mais de um mês.
Abertura dos mercados: Eleições na Catalunha penalizam IBEX e põem juros em máximos de um mês
Reuters
Rita Faria 22 de dezembro de 2017 às 09:15

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,06% para 5.399,76 pontos

Stoxx 600 perde 0,04% para 390,53 pontos

Nikkei valorizou 0,16% para 22.902,76 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 4,4 pontos para 1,810%

Euro recua 0,15% para 1,1857 dólares

Petróleo em Londres cai 0,18% para 64,78 dólares o barril

 

IBEX lidera perdas na Europa

A maioria das bolsas europeias está em queda esta sexta-feira, 22 de Dezembro, num movimento que está a ser liderado pelo espanhol IBEX. O principal índice do país vizinho desvaloriza 1,01% para 10.201,00 pontos, depois de ter chegado a cair um máximo de 1,61%. As acções dos bancos catalães CaixaBank e Sabadell são os mais penalizados, com uma queda acima de 3%.

 

Isto depois de as eleições na Catalunha terem mantido a maioria absoluta dos independentistas no parlamento, apesar da vitória do Cidadãos, de Ines Arrimadas. O resultado não deverá contribuir para a estabilização política da região, e poderá dar continuidade aos choques com o governo central de Madrid.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, perde 0,04% para 390,53 pontos, numa altura em que só o PSI-20 e o Footsie negoceiam com sinal verde.

 

O PSI-20 sobe, nesta altura, 0,06% para 5.399,76 pontos, animado sobretudo pela Jerónimo Martins, com uma valorização de 1,61% para 16,12 euros.

 

Juros de Espanha em máximos de mais de um mês

Os juros da dívida espanhola estão a subir em todas as maturidades, tendo já atingido máximos de mais de um mês, no prazo a dez anos, na sequência das eleições na Catalunha. A ‘yield’ sobe nesta altura 5,3 pontos para 1,520%, depois de ter tocado em 1,531%, o valor mais elevado desde 20 de Novembro.

 

Também em Portugal, os juros estão em alta, após duas sessões de alívio. A ‘yield’ a dez anos sobe 4,4 pontos para 1,810%, mantendo-se, ainda assim, abaixo da de Itália, que avança 2,5 pontos para 1,931%.

 

A Alemanha contraria a tendência da generalidade dos países do euro, com os juros a aliviarem 0,3 pontos para 0,414%.

 

Dólar sobe pela primeira vez em cinco sessões

O dólar norte-americano está a subir face às principais congéneres mundiais, após quatro sessões de quedas, impulsionado pelo alívio dos receios sobre um possível "shutdown" do governo.

 

Isto porque ontem, a Câmara dos Representantes e o Senado aprovaram um projecto de lei que permite que as agências federais dos EUA possam continuar a ser financiadas até 19 de Janeiro, evitando assim uma paralisação a partir de sábado.

 

Petróleo com primeira subida semanal em um mês

Apesar de estar em queda ligeira nos mercados internacionais, o petróleo deverá completar esta sexta-feira a primeira subida semanal em um mês, animado pela descida das reservas dos Estados Unidos para mínimos de dois anos e pelo abrandamento do crescimento da produção.

 

Segundo os dados divulgados pelo governo, na quarta-feira, as reservas desceram para 436,5 milhões de barris na semana passada – o valor mais baixo desde Outubro de 2015 – o que alivia as preocupações em torno do excedente.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), de Nova Iorque, desce 0,15% para 1,1857 dólares, enquanto o Brent, de Londres, cai 0,18% para 64,78 dólares.

 

Bitcoin afunda mais de 20%

 

A moeda digital está esta sexta-feira em queda acentuada, negociando já abaixo dos 13 mil dólares e distante do máximo histórico próximo dos 20 mil dólares. De acordo com os dados da Bloomberg, a bitcoin afunda 21% na sessão de hoje, em que atingiu um mínimo de 12.181,8 dólares.

 

A descida da bitcoin está a arrastar a cotação de outras criptomoedas. Esta correcção representa um "choque com a realidade" para muitos investidores, diz à Bloomberg Stephen Innes, operador da Oanda Copr. "No centro da questão esteve uma procura frenética pela moeda digital com uma oferta limitada, que levou a que os investidores ‘não sofisticados’ ficassem no fim da fila", acrescentou. O Governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse na quinta-feira que a bitcoin não está a funcionar como um meio normal de pagamento, mas antes a ser utilizada para especulação.  

 




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comentários mais recentes
Anónimo 22.12.2017

O povo catalão mostrou á Europa e ao mundo que a Península Ibérica é uma terra dos povos e não uma terra de Madrid.

Os Afetos podem ser um Perigo 22.12.2017

A Comunicação Social não se Engana nas Previsões, Joga com os Leitores,Engana, Razão porque devemos ser Contra qualquer Subsídio do Estado com os nossos Impostos, seja Rádio Televisão Jornais, seja Público ou Privado, não informam, jogam com os Leitores.

Os Afetos podem ser um Perigo 22.12.2017

O meu Reparo vai para a intoxicação da Opinião Pública, q justifica a Razão porque a Comunicação Social está na Falência,e cada vez tem menos Crédito na opinião pública, n se enganam n Previsões,jogam com as Pessoas, tentam manobrar as mentes mais distraídas, contesto os Subsídios dos nossos Impos

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