Mercados num minuto Abertura dos mercados: Euro alivia de máximos. Bolsas e petróleo no vermelho

Abertura dos mercados: Euro alivia de máximos. Bolsas e petróleo no vermelho

As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo, um tendência partilhada pelo petróleo e pelo euro. Os juros da dívida portuguesa a dez anos sobem ligeiramente.
Abertura dos mercados: Euro alivia de máximos. Bolsas e petróleo no vermelho
Reuters
Ana Laranjeiro 03 de agosto de 2017 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 desce 1,05% para 5.153,59 pontos

Stoxx 600 cai 0,26% para 377,66 pontos

Nikkei desvalorizou 0,25% para 20.029,26 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,4 pontos para 2,878%

Euro desliza 0,16% para 1,1837dólares

Petróleo em Londres perde 0,80% para 51,94 dólares o barril

 

Bolsas europeias no vermelho

A sessão desta quinta-feira, 3 de Agosto, está a ser negativa nas principais praças europeias, com as acções do sector bancário e do sector energético a pressionarem.

Além da época de resultados prosseguir na Europa (esta manhã empresas como a BMW e a Siemens apresentaram os seus resultados), os investidores vão estar atentos à decisão do Banco de Inglaterra em torno da sua política monetária.


Por cá, termina hoje a OPA da EDP sobre a EDP Renováveis. A eléctrica liderada por António Mexia oferece 6,75 euros por cada acção da Renováveis. Por esta altura, na bolsa nacional a EDP desce 0,26% para 3,046 euros. E a EDP Renováveis recua 0,18% para 6,753 euros. Contudo, quem está a penalizar mais o PSI-20 (que recua 1,05%) são os títulos do BCP - que descem 2,94% para 23,15 cêntimos - e Corticeira Amorim - que desvaloriza 1,82% para 11,36 euros.

 

Juros em alta

Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos estão a subir no mercado secundário. Assim, a uma década, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si avançam 1,4 pontos base para 2,878%. Contudo, nos prazos mais curtos os juros da dívida nacional registam perdas ligeiras.

Os juros da Alemanha a dez anos crescem 0,8 pontos base para 0,494%. O prémio de risco da dívida nacional, medido através do diferencial entre a divida nacional a dez anos e a divida germânica, está nos 233,3 pontos.

Euro alivia de máximos

Depois de ontem a moeda da Zona Euro ter tocado em máximos de mais de dois anos face ao dólar, o euro está esta quinta-feira a aliviar dessa subida. Por esta altura, a moeda dos países da Zona Euro cede 0,16% para 1,1837 dólares. Ainda assim, o euro acumula, desde o início do ano, uma valorização superior a 12%.

A valorização do euro ao longo deste ano pode estar a ser impulsionada pela desconfiança em relação aos EUA. Com os investidores receosos em relação à capacidade da administração Trump implementar as medidas com que se comprometeu na campanha eleitoral, o dólar enfraquece e o euro ganha terreno.


Além disso, apesar das taxas de juro na Zona Euro estarem em mínimos históricos, a renovação do compromisso do BCE de apoiar a economia também tem contribuído para que os receios em relação à região diminuam, numa altura em que a economia está a dar sinais de recuperação.


Mercado avalia inventários nos EUA e petróleo cai

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais, depois de o Departamento de Energia ter anunciado que os inventários de crude nos Estados Unidos diminuíram em 1,53 milhões de barris. Contudo, a produção de petróleo, na semana passada, cresceu para máximos de Julho de 2015.

O West Texas Intermediate desce 0,85% para 49,17 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte perde 0,80% para 51,94 dólares por barril.


Procura por ouro em mínimos de dois anos

A procura dos investidores por ouro caiu no segundo trimestre para mínimos de dois anos. No total, avança a Bloomberg citando do World Gold Council, a procura foi de 953,4 toneladas métricas, o reflecte uma descida de 10% face ao mesmo período do ano passado. Os preços do ouro, para entrega imediata, estão por esta altura a cair 0,43% para 1.261,25 dólares por onça.

 




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