Mercados num minuto Abertura dos mercados: Euro em máximos de mais de dois anos e meio, bolsas em queda

Abertura dos mercados: Euro em máximos de mais de dois anos e meio, bolsas em queda

O euro já tocou esta segunda-feira no valor mais elevado desde Janeiro de 2015, um comportamento que tem lugar depois de Mario Darghi não se ter pronunciado, em Jackson Hole, sobre o fim do programa de compra de activos e ter assinalado que a inflação ainda não está num nível sustentável.
Abertura dos mercados: Euro em máximos de mais de dois anos e meio, bolsas em queda
Bruno Simão
Ana Laranjeiro 28 de agosto de 2017 às 09:25

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,25% para 5.153,06 pontos

Stoxx 600 recua 0,54% para 372,05 pontos

Nikkei perdeu 0,01% para 19.449,90 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal ganha 1,8 pontos base para 2,888%

Euro sobe 0,02% para 1,1926 dólares

Petróleo cede 0,02% para 52,40 dólares, em Londres

 

Bolsas desanimadas após Jackson Hole

As principais praças europeias estão a negociar em queda, após os discursos muito esperados de Mario Draghi e de Janet Yellen, líder do Banco Central Europeu (BCE) e da Reserva Federal dos EUA, respectivamente.

Durante a semana passada, os investidores aguardavam com expectativa pelos discursos destes dois líderes para tentarem encontrar pistas sobre o rumo da política monetária nestas das economias. Contudo, na última sexta-feira nenhum dos dois responsáveis fez declarações de relevo quanto ao rumo da política monetária nos dois blocos económicos.

Mario Draghi, que não deu indicações sobre o processo de retirada do programa de compra de activos, defendeu que a inflação na Zona Euro ainda não é sustentada, não está na meta pretendida e que o BCE tinha de manter a guarda e continuar vigilante. Já Janet Yellen não falou sobre a evolução das taxas de juro nos EUA, o que foi suficiente para o dólar perder valor.

A liderar as quedas no Velho Continente está o alemão DAX, que recua 0,82%, seguido pelo índice holandês, que perde 0,45%. O Stoxx 600, índice de referência, perde 0,54%.

 

Juros em alta ligeira

Na conferência de Jackson Hole, o líder da autoridade monetária do euro não deu sinais sobre o fim do programa de compra de activos que o banco central tem em curso. Os juros da dívida nacional no mercado secundário estão a subir nos prazos mais longos. A dez anos, as "yields" nacionais ganham 1,8 pontos base para 2,888%.

A divida alemã no mesmo prazo sobe 0,9 pontos base para 0,389 %. O prémio de risco da dívida nacional está nos 243,0 pontos.

Euro em máximos de dois anos e meio

O euro está a ganhar terreno face ao dólar, subindo 0,02% para 1,1926 dólares. Contudo, durante esta sessão tocou já nos 1,1965 dólares, o valor mais elevado desde Janeiro de 2015. Draghi defendeu em Jackson Hole que a inflação na Zona Euro ainda não é sustentada e que o BCE tem continuar vigilante, o que pode estar a levar à subida do euro.

A divisa norte-americana está também em queda face a outras moedas mundiais. Os investidores mudaram o seu foco. Depois de Yellen, em Jackson Hole, não ter abordado a evolução das taxas de juros, o mercado está agora centrado no abrandamento da economia norte-americana, de acordo com Bloomberg.

Gasolina no valor mais elevado em dois anos

Os preços da gasolina subiram para o valor mais elevado em dois anos e os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais. Isto numa altura em que o Furacão Harvey, que já atravessou os EUA, deixou um rasto de destruição. As refinarias de crude no Texas estão inundadas, o que acaba por colocar em causa cerca de 10% da capacidade de produção de crude nos EUA.

"Os preços da gasolina vão continuar a subir esta semana, na medida em que esperamos outros três dias de chuva na zona de Houston", disse à Bloomberg Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates.

O West Texas Intermediate desce 0,86% para 47,46 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, perde 0,02% para 52,40 dólares.

Ouro em alta

A cotação do ouro está a subir (crescendo 0,48% para 1.297,58 dólares por onça) numa altura em que o dólar está a perder terreno face a divisas mundiais, depois de os banqueiros centrais terem dado poucas pistas sobre o rumo da política monetária em Jackson Hole.




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