Mercados num minuto Euro supera 1,20 dólares, ouro em máximos pós-Trump

Euro supera 1,20 dólares, ouro em máximos pós-Trump

O início de sessão está a ser marcado por resposta dos investidores à tensão criada por novo disparo de míssil na Coreia do Norte. Bolsas caem, e activos de refúgio como o ouro e o iene apreciam.
Euro supera 1,20 dólares, ouro em máximos pós-Trump
Russell Boyce/Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 1,15% para 5.070,67 pontos

Stoxx 600 recua 1,11% para 368,17 pontos

Nikkei caiu 0,45% para 19.362,55 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobem 1,4 pontos base para 2,874%

Euro sobe 0,56% para 1,2046 dólares

Petróleo recua 0,04% para 51,87 dólares, em Londres

Acções europeias em mínimos de seis meses 

Os índices do Velho Continente foram contagiados pelo sentimento negativo dos pares asiáticos, onde as quedas generalizadas vinham determinadas pelo lançamento de mais um míssil por parte da Coreia do Norte, que sobrevoou o Japão e caiu no Pacífico.

A aversão ao risco deixa os índices europeus com quedas superiores a 1% em Londres, Milão, Amesterdão e Paris, levando as acções ao valor mais baixo desde 27 de Fevereiro. E a força do euro também penaliza as prestações das cotadas exportadoras europeias.

Lisboa apresenta perdas próximas de 1%, com o BCP a cair mais de 3%, enquanto Nos, Galp e Sonae recuam mais de 1%, levando o PSI-20 para a terceira queda consecutiva. Do lado das valorizações, apenas a Pharol, que atenuou as valorizações para 0,3%.

Juros a dez anos com subida ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos registam um crescimento ligeiro, subindo 1,4 pontos base para 2,874%. Este comportamento tem lugar depois de ontem as "yields" nacionais terem registado uma descida também ligeira. Esta segunda-feira foi a primeira sessão após o discurso de Mario Draghi, no simpósio de Jackson Hole. Draghi não fez referências à retirada do programa de compras de dívida e reforçou a ideia de que as políticas acomodatícias são para manter.

Os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida alemã entre si recuam 4,4 pontos base para 0,332%. O prémio de risco de Portugal, medido pela diferença entre a dívida nacional e a germânica, está nos 248,6 pontos.

Os juros da Espanha a dez anos descem 1,4 pontos base para 1,587 % e os juros da Itália no mesmo prazo sobem 1,5 pontos base para 2,097%.

Euro supera 1,20 dólares

A moeda única continua a ganhar valor face à contraparte norte-americana e superou os 1,20 dólares por unidade pela primeira vez em mais de dois anos (Janeiro de 2015), um movimento que a Bloomberg considera ser justificado pelo estatuto de refúgio que a moeda ganhou recentemente e que se acentuou hoje com o disparo do míssil norte-coreano. 

Os traders citados pela agência noticiosa acrescentam ainda que os investidores estão a posicionar-se também para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu na próxima semana, depois de nos últimos dias Mario Draghi ter defendido no encontro de Jackson Hole que a inflação na Zona Euro ainda não é sustentada e que o BCE tem continuar vigilante.

A sessão asiática foi ainda marcada por altas no iene - divisa de refúgio -, que chegou a negociar em máximos de Abril passado.

Furacão Harvey continuam a marcar negociação de petróleo

O Furacão Harvey que atinge os Estados Unidos, mas deixou para trás um rasto de destruição. O estado norte-americano do Texas é a "casa" de grande parte da indústria petrolífera norte-americana. A região regista fortes inundações e a chuva pode ainda não ter dado tréguas. Ainda assim, é já possível estimar os prejuízos, que podem ascender a 100 mil milhões de dólares.

As inundações no Texas determinaram o encerramento de refinarias, o que está também a marcar a negociação de petróleo. O West Texas Intermediate ganha 0,26% para 46,69 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, cede 0,04% para 51,87 dólares por barril.


Ouro em máximos pós-Trump

O movimento de apreciação do metal amarelo já vinha das últimas sessões e acentuou-se agora com a tensão Coreia do Norte-EUA, levando o valor do ouro a um máximo desde a eleição do presidente norte-americano Donald Trump - 11 de Novembro passado. Nos últimos dias, foi também a ausência de novidades saídas da reunião dos banqueiros centrais em Jackson Hole a beneficiar a cotação do metal precioso.




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comentários mais recentes
Anónimo 29.08.2017

BCE vai subir a taxa directora já na próxima reuniao. Ou a Europa entrará em recessao. Quem tem divida que se amanhe.

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