Mercados num minuto Abertura dos mercados: Europa indefinida em dia de Acção de Graças. Dólar em queda após actas da Fed

Abertura dos mercados: Europa indefinida em dia de Acção de Graças. Dólar em queda após actas da Fed

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas, numa sessão em que o mercado norte-americano estará encerrado, devido à comemoração do Dia de Acção de Graças.
Abertura dos mercados: Europa indefinida em dia de Acção de Graças. Dólar em queda após actas da Fed
Bloomberg
Rita Faria 23 de novembro de 2017 às 09:19

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,17% para 5.314,07 pontos

Stoxx 600 perde 0,39% para 385,56 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,6 pontos para 1,921%

Euro sobe 0,14% para 1,1839 dólares

Petróleo em Londres cai 0,30% para 63,13 dólares o barril

 

Bolsas europeias sem tendência definida

Os principais índices europeus estão divididos entre ganhos e perdas pouco acentuadas esta quinta-feira, 23 de Novembro, depois de as acções chinesas terem registado a maior descida deste ano, na sequência dos fortes ganhos recentes que levaram o governo a emitir alertas sobre o nível dos preços.

 

A sessão de hoje deverá ser de menor liquidez, já que o mercado norte-americano estará encerrado devido à comemoração do Dia de Acção de Graças.

 

Em Lisboa, o PSI-20 sobe 0,17% para 5.314,07 pontos, impulsionado pela EDP, Navigator e BCP. O banco liderado por Nuno Amado ganha 0,48% para 25,02 cêntimos, a eléctrica soma 0,72% para 2,932 euros e a Navigator valoriza 0,97% para 4,175 euros.

 

Juros sobem na Zona Euro

Os juros da dívida portuguesa estão a subir em todas as maturidades, acompanhando o agravamento ligeiro que marca a evolução das yields na generalidade dos países do euro. Os juros associados às obrigações portuguesas a dez anos sobem 1,6 pontos para 1,921%.

 

Em Espanha, no mesmo prazo, o aumento é de 1,8 pontos para 1,470% e na Alemanha de 1,2 pontos para 0,361%, numa altura em que persiste a incerteza em torno da formação do próximo governo.

 

Inflação baixa pressiona dólar

O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a desvalorizar pela terceira sessão consecutiva, depois de ontem ter registado a maior descida em cinco meses.

 

O dólar esteve a ser pressionado pelos receios em torno da baixa inflação nos Estados Unidos, expressos nas actas da última reunião da Fed. Apesar disso, os responsáveis pela política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos apontaram como provável uma subida dos juros de referência no curto prazo, tal como se antecipava – cumprindo assim o "calendário" de três aumentos este ano.

 

Petróleo em queda ligeira apesar da descida das reservas

O petróleo está a negociar em queda ligeira nos mercados internacionais, estando próximo, porém, de máximos de dois anos. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) desce 0,22% para57,89 dólares, enquanto em Londres, o Brent recua 0,30% para 63,13 dólares.

 

Isto apesar de a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos ter revelado ontem que a as reservas de crude norte-americanas caíram em 1,86 milhões de barris na semana passada, dados que geralmente contribuem para animar os preços da matéria-prima.

 

Ouro desce após actas da Fed

Apesar das preocupações demonstradas pela Fed com a baixa inflação, o banco central deverá subir os juros pela terceira vez este ano, em Dezembro. Esta possibilidade está a penalizar a negociação do metal precioso, já que a subida dos juros torna o investimento em ouro menos atractivo.

 

O metal amarelo cai 0,20% para 1.289,55 dólares, enquanto a prata desvaloriza 0,30% para 17,0990 dólares.  




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