Mercados num minuto Abertura dos mercados: Europa volta às quedas e caminha para pior semana em dois anos

Abertura dos mercados: Europa volta às quedas e caminha para pior semana em dois anos

A desvalorização registada na actual sessão, conjugada com as quedas recentes, está a fazer com que o Stoxx 600 acumule uma perda semanal de 3,76%, o que corresponde à pior semana em dois anos. O euro, no acumulado da semana, também se arrisca a registar a pior semana em mais de um ano.
Abertura dos mercados: Europa volta às quedas e caminha para pior semana em dois anos
Reuters
Ana Laranjeiro 09 de fevereiro de 2018 às 09:31

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,79% para 5.335,30 pontos

Stoxx 600 cai 0,16% para 373,45 pontos

Nikkei desvalorizou 2,32% para 21.382,62 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,4 pontos base para 2,017%

Euro sobe 0,16% para 1,2267 dólares

Petróleo desce 0,73% para 64,34 dólares por barril em Londres

Stoxx 600 com a pior semana em dois anos

Se o início da semana foi marcado por quedas acentuadas, com os receios dos investidores em torno da subida da inflação nos Estados Unidos, e as consequências que isso poderá ter em termos de política monetária, o final da semana poderá não ser muito mais animador.

Depois dos sinais de acalmia registados na sessão de quarta-feira nas bolsas, nomeadamente do Velho Continente, esta quinta-feira o dia foi marcado já pelas quedas, com Wall Street a desvalorizar em torno de quase 4%. Esta sexta-feira, os principais índices europeus estão em queda, com o Stoxx 600 – índice de referência – a descer 0,16% para 373,45 pontos.

Esta semana, o índice de referência acumula uma perda de 3,76% - o que para já representa a pior semana desde a que terminou a 12 de Fevereiro de 2016. Na semana passada, este índice teve uma queda de 3,12%.

Em Lisboa, o PSI-20 segue a desvalorizar 0,79%, com a maioria das cotadas em queda. No acumulado da semana, para já, recua 3,27%, depois de na semana anterior ter perdido 4,36%.

Juros pouco alterados

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão pouco alterados, depois de ontem terem subido, com os investidores a ponderarem as palavras do líder da autoridade monetária do Reino Unido. Mark Carney antecipou que a inflação deverá superar os 3% no curto prazo no Reino Unido e que os juros deverão subir mais cedo do que era esperado.

As "yields" portuguesas a dez anos cedem 1,4 pontos base para 2,017%. Já os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida espanhola a dez anos entre si deslizam 1,2 pontos base para 1,438%. No caso da dívida italiana, as "yields" somam 0,3 pontos base para 1,996 % e as alemãs a uma década somam 0,7 pontos base para 0,769%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 125 pontos.

Euro próximo da pior semana em mais de um ano

A moeda da Zona Euro está a ganhar terreno face ao dólar, contudo, ao longo da semana a evolução não foi tão positiva, estando a divisa a acumular para já uma queda semanal de 1,60%, o que representa a pior semana desde 18 de Novembro de 2016.

Ainda assim, esta manhã, o euro sobe 0,16% para 1,2267 dólares, isto numa altura em que foi aprovado pelo Senado dos EUA o orçamento federal para os próximos dois anos. Contudo, falta ainda a luz verde da Câmara dos Representantes. A votação nesta câmara poderá decorrer na manhã desta sexta-feira nos Estados Unidos – por volta da hora de almoço em Lisboa. Contudo, e dado que não foi ainda aprovado nas duas câmaras o orçamento, a administração Trump enfrenta a segunda paralisação dos serviços considerados como não essenciais.

Petróleo no vermelho há seis dias

Os preços do petróleo continuam em queda, o que significa que há seis sessões consecutivas que a cotação da matéria-prima perde terreno, sendo que está próxima de registar a pior semana em quase um ano.

Nesta sessão, o ouro negro está a ser pressionado pelos receios dos investidores. O mercado manifesta as suas preocupações quanto à crescente oferta dos EUA. Concretamente, os investidores temem que uma subida da produção americana possa anular os esforços da OPEP – que estabeleceu um corte na produção – para estabilizar o mercado, segundo a Bloomberg.

O West Texas Intermediate desce 0,95% para 60,57 dólares e o Brent do Mar do Norte recua 0,73% para 64,34 dólares por barril.

Bitcoin em queda

A moeda virtual bitcoin recua 2,22% para 7.989,9268 dólares. Ontem, Yves Mersch da autoridade monetária da Zona Euro alertou para os riscos que estes activos podem ter para a economia. Esta foi mais uma voz que se juntou a um coro de alertas e críticas destes activos.

 




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
Anónimo 09.02.2018

As bolsas estarão em queda durante um período longo.Responsaveis bolsistas,BCEetc,QE,EUA os mais relevantes e outros menos relevantes o medo,a manipulação,guerras,organizaçoes internacionais visíveis e invisíveis,o lucro fácil e imediatoETC.Jogar na bolsa é quase como euromilhoes para o comum cidada

joaoferreira1 09.02.2018

É o fim do mundo em cuecas...eheheheheh

Anónimo 09.02.2018

QQ dia sessão as negociações... A caminho do Abismo. Sá Carneiro, grande Homem. Hoje já não se fazem Homens como antigamente

Ciifrão 09.02.2018

As notícias da bolsa ainda são piores do que as do futebol: grandes certezas sobre o resultado só mesmo no fim do jogo.

ver mais comentários
pub