Mercados num minuto Abertura dos mercados: Forte correcção na Ásia contagia bolsas europeias  

Abertura dos mercados: Forte correcção na Ásia contagia bolsas europeias  

O dia foi de fortes quedas nas bolsas asiáticas, com os investidores a aproveitarem este final de ano para realizarem mais-valias. Os juros de Portugal estão perto de mínimos de 2015.
Abertura dos mercados: Forte correcção na Ásia contagia bolsas europeias  
Bloomberg
Nuno Carregueiro 06 de dezembro de 2017 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,64% para 5.360,99 pontos

Stoxx 600 cede 0,78% para 383,72 pontos
Nikkei caiu 1,97% para 22.177,04 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal desce 1,1 pontos base para 1,874%
Euro desce 0,03% para 1,1822 dólares
Petróleo cede 0,17% para 62,75 dólares

 

Acções asiáticas com maior ciclo de quedas desde 2015 

As bolsas europeias estão em queda, seguindo o desempenho negativo das praças asiáticas e de ontem em Wall Street, com os índices a serem penalizados pelas desvalorizações das cotadas com melhor desempenho em 2017.

 

Na sessão asiática o dia foi de quedas acentuadas, com os investidores a aproveitarem este final de ano para realizarem mais-valias depois dos índices terem tocado em recordes no mês passado. O MSCI Asia Pacific está a desvalorizar pela oitava sessão, o que corresponde ao ciclo de quedas mais prolongado desde 2015, tendo tocado em mínimos de dois meses. Em Tóquio o Nikkei caiu 1,97% para 22.177,04 pontos e em Hong Kong o Hang Seng desceu 2,14%, o que corresponde à maior queda diária do ano.

 

Os investidores estão a "concretizar lucros mais cedo do que é habitual no final do ano e não estão a abrir novas posições", afirmou à Bloomberg Andrew Clarke, director de trading da Mirabaud Asia.

 

Os investidores estão a realizar mais-valias sobretudo nas cotadas com o melhor desempenho este ano, como é o caso das tecnológicas. A Tecent, que controla a gigante Alibaba, fechou a cair mais de 3% e atingiu mínimos no último mês.

 

Na Europa também é o sector tecnológico que conduz o Stox600 a uma queda de 0,78% para 383,72 pontos. Em Lisboa o PSI-20 desce 0,64% para 5.360,99 pontos, penalizado pelo BCP e pela Sonae, que ontem tocaram em máximos de mais de um ano.

 

Juros perto de mínimos

No mercado de obrigações soberanas da Zona Euro mantém-se a tendência positiva, com os juros da dívida portuguesa a 10 anos em queda ligeira, aproximando-se dos mínimos de dois anos que foram fixados na semana passada. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos cede 1,1 pontos base para 1,874%, muito perto do mínimo de 2015 fixado na sexta-feira nos 1,859%. O "spread" face às bunds alemãs desce para 156 pontos base.

 

Libra continua pressionada

No mercado cambial a libra permanece pressionada pela falta de acordo entre Londres e Bruxelas no Brexit, sendo que Theresa May deverá regressar à capital belga ainda esta semana. A libra cede 0,3% para 1,3398 dólares. Quanto ao euro, segue em queda ligeira face à moeda norte-americana (-0,03% para 1,1822 dólares).

 

Subida das reservas penaliza petróleo

O petróleo está a negociar em terreno negative, penalizado pelo relatório do American Petroleum Institute, que dá conta de uma subida acima do esperado nas reservas de gasolina nos Estados Unidos. O WTI em Nova Iorque desce 0,31% para 57,44 dólares e o Brent em Londres recua 0,17% para 62,75 dólares.  

 

Bitcoin acima dos 12 mil dólares 

A Bitcoin continua imparável, tendo esta quarta-feira fixado um novo recorde acima dos 12 mil dólares. A criptomoeda beneficia com o arranque em breve da negociação de futuros sobre a bitcoin e este ano já acumula um ganho acima de 1.100%.




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mais votado Anónimo Há 6 dias

Os colaboradores cujo posto de trabalho já não se justifica, quer seja na banca, na administração pública ou noutro sector qualquer, já foram remunerados acima do seu preço de mercado durante muito tempo, e por isso o Estado, a economia e a sociedade nada lhes deve. Antes pelo contrário, os colaboradores nessa situação são devedores de uma dívida colossal ao Estado, à economia e à sociedade, que se avoluma a cada dia que passa sem que sejam despedidos.

comentários mais recentes
Anónimo Há 6 dias


Senhor Comissário, isto assim não pode ser....
No mercado ibérico, a posição dominante da EDP na EDP Renováveis é brutalmente prejudicial a pequenos accionistas claramente esquecidos pelo sistema dominante....

Anónimo Há 6 dias

Os colaboradores cujo posto de trabalho já não se justifica, quer seja na banca, na administração pública ou noutro sector qualquer, já foram remunerados acima do seu preço de mercado durante muito tempo, e por isso o Estado, a economia e a sociedade nada lhes deve. Antes pelo contrário, os colaboradores nessa situação são devedores de uma dívida colossal ao Estado, à economia e à sociedade, que se avoluma a cada dia que passa sem que sejam despedidos.