Mercados num minuto Abertura dos mercados: Acções europeias em forte queda descem para mínimos de dois meses

Abertura dos mercados: Acções europeias em forte queda descem para mínimos de dois meses

O forte movimento de vendas nas acções europeias atirou o Stoxx 600 para o valor mais baixo desde 6 de Dezembro. Tal como no Japão e nos EUA, a subida das “yields” das obrigações soberanas norte-americanas está a penalizar os títulos do Velho Continente.
Abertura dos mercados: Acções europeias em forte queda descem para mínimos de dois meses
Reuters
Ana Laranjeiro 05 de fevereiro de 2018 às 09:29

Os mercados em números

PSI-20 recua 1,54% para 5.431,67 pontos

Stoxx 600 desce 1,05% para 384,01 pontos

Nikkei caiu 2,55% para 22.682,08 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cedem 1,3 pontos base para 2,004%

Euro soma 0,04% para 1,2468 dólares

Petróleo em Londres perde 0,83% para 68,01 dólares

Stoxx 600 em mínimos de dois meses

Nova semana, o mesmo comportamento. Depois de na semana passada, as bolsas norte-americanas terem vivido a sua pior semana da presidência de Trump e os índices japoneses terem registado quedas superiores a 2%, as acções europeias amanheceram esta segunda-feira, 5 de Fevereiro, também com fortes perdas.

Os títulos do Velho Continente continuam a ser pressionadas pela subida dos juros das obrigações soberanas dos EUA, algo que está relacionado com os receios dos investidores quanto a uma subida da inflação e das taxas de juro da Reserva Federal dos EUA.

"A continuação da subida das ‘yields’ das obrigações parece ter colocado um travão nos ganhos das acções. O nosso Comité de Investimento global, tomando em consideração o crescimento económico sólido e o crescimento dos resultados, vê os últimos desenvolvimentos como uma correcção saudável que dá boas oportunidades de compra nas acções", refere o Credit Suisse, no seu "investment daily", citado pela Reuters.

O Stoxx 600, índice de referência, desce 1,05% para 384,01 pontos, tendo já negociado nos 383,74 pontos, o que corresponde ao valor mais baixo desde 6 de Dezembro. O sector tecnológico, financeiro e do petróleo e do gás são os que mais perdem.

Entre as principais congéneres, o índice grego lidera as quedas, recuando 2,012%, seguido pelo PSI-20, que recua 1,54% para os 5.431,67 pontos, tendo estado já nos 5.426,08 pontos, o valor mais baixo desde 2 de Janeiro.

Com todas as cotadas em queda, destaque para o BCP (que perde 2,89% para 29,54 cêntimos), Galp Energia (recua 0,92% para 15,125 euros), Mota-Engil (desce 3,03% para 3,835 euros) e Semapa (desvaloriza 2,09% para 17,76 euros).

Juros acima dos 2%

Os juros da dívida pública portuguesa, assim como de outros países considerados periféricos, estão a descer no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, as "yields" nacionais cedem 1,3 pontos base para 2,004%.

Os juros da Espanha a dez anos recuam 2,5 pontos base para 1,447% e os de Itália perdem 1,2 pontos base para os 2,038%. Os juros exigidos pelos investidores para trocarem divida alemã entre si, por outro lado, descem 2,6 pontos base para 0,741%.

Euro com subida ligeira

A moeda da Zona Euro está a subir ligeiramente face ao dólar norte-americano depois dos dados mais recentes do emprego, publicados na última sexta-feira – e que indicam que foram criados 200 mil empregos em Janeiro e que os salários cresceram ao ritmo mais elevado desde 2009 –, terem levado uma subida das expectativas dos investidores quanto a uma subida dos juros por parte da Fed no final deste trimestre.

O euro ganha 0,04% para 1,2468 dólares.

Petróleo no vermelho

Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais, com a cotação da matéria-prima a ser pressionada pelos receios dos investidores em relação à subida da produção petrolífera norte-americana, de acordo com a Bloomberg.

Os dados da Baker Hughes, citados pela agência, apontam que os produtores americanos aumentaram o número de plataformas de perfuração de crude na semana passada, para o nível mais elevado em quase seis meses.

O West Texas Intermediate recua 0,86% para 64,89 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, desvaloriza 0,83% para 68,01 dólares por barril.

Ouro pouco alterado

Depois de na sexta-feira, o metal amarelo ter registado a maior queda diária em quase dois meses com os investidores a avaliarem as perspectivas para as taxas de juro dos EUA, nesta segunda-feira o ouro recupera muito ligeiramente dessa desvalorização.

Para entrega imediata, o ouro cresce 0,07 % para 1.334,37 dólares por onça.




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