Mercados num minuto Abertura dos mercados: Impasse na Alemanha deixa bolsas no vermelho

Abertura dos mercados: Impasse na Alemanha deixa bolsas no vermelho

A perspectiva de novas eleições na Alemanha está a penalizar as acções, mas o euro já recuperou da tendência negativa e os juros de Portugal persistem abaixo de 2%, sinal que os investidores não estão a percepcionar um aumento substancial do risco político.
Abertura dos mercados: Impasse na Alemanha deixa bolsas no vermelho
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,06% para 5.261,96 pontos

Stoxx 600 cede 0,08% para 383,50 pontos

Nikkei desvalorizou 0,60% para 22.261,76 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 1,1 pontos base para 1,972%

Euro sobe 0,14% para 1,1806 dólares

Petróleo em Londres cede 0,26% para 62,56 dólares

  

Bolsas europeias em queda ligeira com DAX a liderar perdas

Está a ser um início de sessão indefinido para a maior parte das principais praças europeias. Tanto o índice de referência europeu Stoxx 600 como o principal índice nacional (PSI-20) têm alternado entre ganhos e perdas nesta primeira hora e meia de transacção bolsista no Velho Continente.

 

Ainda assim, nesta altura tanto o Stoxx 600 como o PSI-20 seguem em queda ligeira, com o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias a ceder 0,08% para 383,50 pontos e a praça lisboeta a recuar ténues 0,01% para 5.258,20 pontos. Na Europa, é o índice germânico DAX que liderada as quedas ao perder 0,33% para 12.950,21 pontos.

 

A penalizar o sentimento na Europa está sobretudo o adensar da instabilidade política na Alemanha, depois de na última madrugada a chanceler germânica ter comunicado o fracasso nas conversações com liberais (FDP) e Verdes tendo em vista a formação de uma coligação de governo.

 

Angela Merkel irá ainda esta segunda-feira comunicar ao presidente alemão o insucesso negocial, ficando nas mãos de Frank-Walter Steinmeier a eventual marcação de novas eleições ou convidar a chanceler a formar um governo minoritário.

 

Apesar da tendência de quedas na Europa, algumas das maiores cotadas do velho Continente seguem em forte alta esta manhã, com especial destaque para a Altice que sobe 8,02% para 8,75 euros na praça holandesa, estando assim a recuperar dos mínimos de Abril de 2014 registados na última sessão. A dona do Meo está a ser impulsionada pela garantia de que não pretende realizar nenhum aumento de capital.

 

Em Lisboa, a Jerónimo Martins (cai 0,19% para 15,755 euros) e os CTT (recuam 0,89% para 3,13 euros) são as cotadas que mais estão a pressionar.

 

Moeda única sobe com convicção em robustez do bloco do euro 

Depois de um início de manhã marcado pela quebra do euro devido ao intensificar da incerteza política na Alemanha e reforço de um potencial cenário de eleições antecipadas na maior economia do euro, a moeda única segue agora em alta, estando a valorizar pelo segundo dia seguido contra o dólar.

 

O euro sobe 0,14% para 1,1806 dólares, com os investidores optimistas em relação à capacidade das economias do euro para suportarem uma eventual antecipação de eleições na Alemanha. Os investidores acreditam que a robustez da recuperação económica no bloco do euro permitirá aguentar as consequências negativas decorrentes de novas eleições alemãs.

Juros de Portugal abaixo de 2% com bunds estáveis 

O impasse na formação de um governo na Alemanha não está para já a ter impacto no mercado de dívida soberana, com a "yield" das bunds a 10 anos estável nos 0,364%. Na dívida portuguesa os juros estão em queda ligeira, com uma descida de 1,1 pontos base para 1,972%, pelo que o "spread" está a estreitar-se para 160,8 pontos base, o que se situa perto de mínimos de 2015.

 

Petróleo acima dos 56 dólares em Nova Iorque

O petróleo em Nova Iorque mantém a tendência de recuperação encetada na sexta-feira, quando reagiu em alta à perspectiva deixada pela Arábia Saudita que o cartel de produtores da OPEP venha a prolongar os cortes em vigor na reunião prevista para o próximo dia 30. O WTI soma 0,12% para 56,62 dólares, enquanto em Londres o Brent está em queda ligeira (-0,26% para 62,56 dólares).

 

Ouro baixa de máximo de um mês

O metal precioso está descer ligeiramente, a corrigir do máximo de um mês que atingiu na sexta-feira, sendo que esta tendência de alta do ouro está ligada à fraqueza do dólar na sequência das dúvidas com a implementação do plano fiscal. O ouro está esta manhã a descer 0,3% para 1.290,81 dólares a onça.




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