Mercados num minuto Abertura dos mercados: Investidores à espera da Fed. Bolsas sem rumo e dólar em queda

Abertura dos mercados: Investidores à espera da Fed. Bolsas sem rumo e dólar em queda

Os investidores aguardam pelo fim do encontro de dois dias da Reserva Federal dos Estados Unidos para perceber o rumo da política monetária na maior economia do mundo. As bolsas seguem sem tendência e o dólar recua face ao euro.
Abertura dos mercados: Investidores à espera da Fed. Bolsas sem rumo e dólar em queda
EPA
Ana Laranjeiro 21 de março de 2018 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 perde 0,18% para 5.411,64 pontos

Stoxx 600 cede 0,12% para 375,12 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos ganham 1,2 pontos para 1,743%

Euro valoriza 0,27% para 1,2275 dólares

Petróleo aprecia 0,25% para 67,59 dólares por barril em Londres

Bolsas sem tendência definida

No dia em que termina o encontro de dois das Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), o primeiro liderado por Jerome Powell, as principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida. Os investidores estão a antecipar que o banco central deverá anunciar uma subida de 25 pontos base da taxa de juros já hoje.

Contudo, o novo presidente da Reserva Federal dos EUA deverá adoptar um discurso mais agressivo e preparar os investidores para uma subida de juros por trimestre, este ano. O que, a confirmar-se, significa um total de quatro subidas, contra as três anteriormente previstas, ao longo deste ano.

O índice britânico lidera as quedas no Velho Continente, recuando 0,32%, seguido pelo francês CAC40, que recua 0,31%. O Stoxx 600, desce 0,12%.

Em Lisboa, o PSI-20 perde 0,18%, penalizado nomeadamente pela Mota-Engil, que recua 2,30% para 3,605 euros, BCP, que cai 1,21% para 27,73 cêntimos, e Jerónimo Martins, que recua 1% para 14,79 euros.

 

No Japão, os principais índices não transaccionaram esta quarta-feira porque, no país, é feriado. Os japoneses comemoram esta quarta-feira o equinócio de primavera.

Juros em alta ligeira em dia de leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a registar uma subida ligeira no mercado secundário, aliviando assim um pouco dos mínimos, alcançados pela maturidade a dez anos, na última sessão. E num dia em que Portugal regressa ao mercado com um duplo leilão de bilhetes do Tesouro, na qual espera obter até 1.500 milhões de euros.

As "yields" a dez anos da dívida nacional sobe 1,2 pontos base para 1,743%. Já os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida italiana entre si sobem 1,4 pontos base para 1,912% e os espanhois apreciam 0,7 pontos base para 1,315%.

Os juros da Alemanha somam 0,6 pontos base para 0,590%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 115,5 pontos.

Euro em alta

A moeda da Zona Euro está a ganhar terreno face ao dólar, subindo 0,27% para 1,2275 dólares. A divisa norte-americana recua assim e alivia de máximos de quase três semanas, num dia em que há uma presença menor de investidores no mercado, por ser feriado nos Estados Unidos, e numa altura em que o mercado aguarda para conhecer a decisão da Reserva Federal dos EUA em torno da política monetária para a maior economia do mundo.

Petróleo com ganhos ligeiros

Os preços do petróleo, nos mercados internacionais, registam uma valorização ligeira numa altura em que o mercado avalia os riscos geopolíticos associados a uma eventual iniciativa dos Estados Unidos e da Arábia Saudita no sentido de travar a influência do Irão no Médio Oriente.

O príncipe saudita Mohammed Bin Salman está de visita aos EUA e essa questão poderá estar em cima da mesa. De acordo com a Bloomberg, uma decisão neste sentido poderá aumentar os riscos de que haja uma redução das exportações petrolíferas por parte da OPEP.

O West Texas Intermediate ganha 0,27% para 63,71 dólares e o Brent do Mar do Norte sobe 0,25% para 67,59 dólares por barril.

Preços do lítio sobem?

Os preços do lítio podem triplicar em três anos o que pode conduzir a uma multiplicidade de negócios em torno desta matéria-prima, assinala a Bloomberg. É expectável que a China lidere este movimento próspero em fusões e aquisições, numa altura em que as empresas asiáticas devem quer obter mais controlo sobre o mercado.




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