Mercados num minuto Abertura dos mercados: Investidores cautelosos à espera do G20. Juros com subida ligeira

Abertura dos mercados: Investidores cautelosos à espera do G20. Juros com subida ligeira

Numa altura em que os investidores aguardam pelo início do G20, as bolsas europeias não registam uma tendência definida, oscilando entre perdas e ganhos. O euro ganha face ao dólar e os juros a dez anos registam uma subida ténue.
Abertura dos mercados: Investidores cautelosos à espera do G20. Juros com subida ligeira
Reuters
Ana Laranjeiro 17 de março de 2017 às 09:33

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,14% para 4.598,25 pontos

Stoxx 600 cede 0,23% para 376,88 pontos

Nikkei desceu 0,35% para 19.521,59 pontos

Juros da dívida portuguesa a 10 anos somam 0,6 pontos base para 4,303%

Euro ganha 0,08% para 1,0774 dólares

Petróleo cede 0,08% para 51,70 dólares, em Londres

Bolsas europeias pouco alteradas à espera do G20

As principais praças europeias não registam uma tendência definida esta sexta-feira, 17 de Março, estando os principais índice a oscilarem entre perdas e ganhos ligeiros. A liderar a queda no Velho Continente está o principal índice italiano, que recua 0,33%, seguido pelo germânico DAX, que desce 0,32%.

O PSI-20 desliza 0,14%. Destaque pela negativa para as acções da Galp, que descem 0,69% para 13,67 euros, da Jerónimo Martins, que cedem 0,39% para 15,47 euros, e dos CTT, que recuam 0,75% para 4,778 euros. A travar uma queda mais acentuada da praça nacional estão títulos como do BCP, que valorizam 1,30% para 16,34 cêntimos, e da Nos, que ganham 0,74% para 4,901 euros.

O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,23%. 

 

Esta evolução tem lugar numa altura em que os investidores aguardam do encontro do G20, que começa esta sexta-feira, e que vai analisar os desafios das políticas defendidas pela administração Trump para o comércio internacional e para as taxas de câmbio globais. Além disso, os investidores vão estar de olhos postos no encontro entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente dos EUA, Donald Trump. O encontro realiza-se na Casa Branca, Estados Unidos, e em cima da mesa poderão estar questões como política comercial, relação com a Rússia, NATO e refugiados.  

Juros continuam em alta

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir, em todos os prazos, no mercado secundário. A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) subiu esta semana a taxa de juro de referência. Ainda que o Banco de Inglaterra tenha optado pela manutenção da taxa directora, os investidores receiam que a política da Fed seja seguida por mais bancos centrais, o que estará a levar a uma subida dos juros nos países europeus.


No caso dos juros portugueses a dez anos verifica-se uma subida de 0,6 pontos base para 4,303%, de acordo com a taxa genérica da Bloomberg.

A dívida espanhola a dez anos avança 1 pontos base para 1,910%. A italiana cresce 4,5 pontos base para 2,411%. E a alemã ganha 3 pontos base para 0,478%.

Dólar em queda ligeira

O dólar apresenta perdas semanais face às principais congéneres mundiais e face às moedas dos países emergentes. A evolução da moeda norte-americana está a ser penalizada pelo facto de a Fed ter afastado o cenário especulativo que poderá acelerar o ritmo de subidas dos juros durante o ano de 2017.

Por esta altura, o euro cresce 0,08% para 1,0774 dólares.


Petróleo perto do primeiro ganho semanal de Março

Os preços do petróleo registam uma subida ligeira nos mercados internacionais, ainda assim, a matéria-prima está a aproximar-se do primeiro ganho semanal do mês de Março, segundo a Bloomberg. Um comportamento que tem lugar depois de as reservas norte-americanas de crude terem aliviado na semana passada, depois de terem registado um valor recorde há duas semanas.


Além disso, a negociação da matéria-prima está a ser marcada pela posição da Arábia Saudita, uma dos maiores produtores mundiais de petróleo, que sinalizou nas últimas horas que o acordo da OPEP, para diminuir a produção, pode ser alargado. Ou seja, para depois de Junho. Esta semana, foi revelado que, em Fevereiro, Riade aumentou a sua produção em 263.300 barris para uma produção total de 10,011 milhões de barris por dia. Ao aumentar a sua produção, Ríade reverte uma política que tinha assumido recentemente, a de reduzir a sua produção, no âmbito de acordo alcançado pela OPEP para estabilizar o mercado.


Por esta altura, o West Texas Intermediate, ganha 0,04% para 48,77 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte cede 0,08% para 51,70 dólares por barril.

Ouro com ganho ligeiro
A cotação do ouro, para entrega imediata, regista uma valorização ligeira de 0,05% para 1.227,26 dólares por onça.




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comentários mais recentes
Criador de Touros 17.03.2017

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos a 4.3% estão a pressionar em alta.

Rado 17.03.2017

A melhor e objectiva avaliação da geringonça são os juros da dívida. E mai nada.

Anónimo 17.03.2017

Isto deve ser a brincar! Uma subida ténue para 4,3%?!?!??! Com taxas de juro directoras negativas e compras do BCE?!?!?!

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