Mercados num minuto Abertura dos mercados: Investidores fogem das acções antes das eleições. Petróleo recua  

Abertura dos mercados: Investidores fogem das acções antes das eleições. Petróleo recua  

Os mercados accionistas continuam a ser penalizados pela incerteza sobre os resultados das eleições nos Estados Unidos. O petróleo negoceia em mínimos de um mês, abaixo dos 45 dólares em Nova Iorque.
Abertura dos mercados: Investidores fogem das acções antes das eleições. Petróleo recua  
Nuno Carregueiro 04 de novembro de 2016 às 09:36

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,93% para 4.497,41 pontos
Stoxx 600 desce 0,81% para 328,87 pontos
Nikkei recuou 1,34% para 16.905,36 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,7 pontos para 3,28%
Euro desvaloriza 0,07% para 1,1098 dólares
Petróleo em Londres desce 0,17% para 46,27 dólares

 

Bolsas europeias prolongam tendência negativa

 

Depois de oito sessões em queda (maior ciclo de quedas desde Outubro de 2014), as bolsas europeias fecharam ontem inalteradas. Mas o alívio foi momentâneo, já que os índices estão hoje de novo em queda, com os investidores a saírem do mercado de acções devido à incerteza relacionada com os resultados das eleições nos Estados Unidos da próxima semana.

 

Ontem o S&P 500 fechou próximo de mínimos de quatro meses naquela que foi a oitava queda seguida (a mais longa série de perdas desde 2008). As bolsas asiáticas também fecharam no vermelho.

 

Em Lisboa o PSI-20 está a acompanhar este sentimento negativo, com uma queda próxima de 1%, na quinta sessão no vermelho (o maior ciclo de quedas em quase cinco meses). A bolsa de Lisboa está ser pressionada pelo BCP (-1,92%), Jerónimo Martins (-0,99%) e Galp Energia (-0,75%). Entre os pesos pesados dó a EDP escapa às quedas, depois de ontem ter anunciado resultados acima do esperado.  A Corticeira Amorim afunda 9,36% depois da empresa de Américo Amorim ter vendido 10% do capital com um desconto de 8,6%.

 

Juros de Portugal sobem

 

Numa sessão em que os investidores estão a sair dos activos de maior risco, as obrigações soberanas de Portugal também estão a ser penalizadas. A "yield" dos títulos de dívida a 10 anos avança 2,7 pontos base para 3,12%, em linha com o comportamento dos juros das obrigações dos países do euro. O "spread" face aos títulos da Alemanha agrava-se para 313 pontos base.  

 

Lira turca em mínimos históricos

 

O euro está em queda ligeira face ao dólar e a libra avança pela sexta sessão face á moeda norte-americana, numa sessão que no mercado cambial está a ser marcada por um novo mínimo histórico da lira. A divisa da Turquia está a descer perto de 1% face ao dólar, penalizada pela crescente tensão política no país, com a polícia a deter vários líderes da oposição e relatos de uma explosão no centro de Istambul.

 

Petróleo abaixo dos 45 dólares

 

Nas matérias-primas o petróleo continua a perder terreno, penalizada pela resistência de alguns países da OPEP em participar no corte de produção e pela subida das reservas nos Estados Unidos. Em nova Iorque o WTI negoceia abaixo dos 45 dólares e em Londres desce 0,17% para 46,27 dólares, acumulando já uma queda de 8% na semana.

 

Ouro interrompe ganhos

 

A fuga dos activos mais arriscados beneficia o ouro, que esta sexta-feira está contudo a corrigir das subidas das últimas sessões. Desce 0,11% para 1.301,22 dólares por onça em Londres, mas pode continuar a ganhar terreno se Trump ganhar as eleições. Se o candidato republicano sair vitorioso "pensamos que o ouro pode facilmente chegar aos 1.400 dólares", disse à Bloomberg Wayne Gordon.




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Anónimo Há 1 semana

Milagre Costa e o desemprego "Para o Bloco de Esquerda, esta é uma “nova forma de precariedade laboral”, estimando que só nas juntas de freguesia existem 38 mil desempregados a trabalhar nesta condição, 18 mil em instituições particulares de solidariedade (IPSS) e 12 mil na administração central."

Anónimo Há 1 semana

COFINA: INVERSÃO DA QUEDA: Receitas de jornais e TV no 1ºSem./16 caíam -1% (para 39,9 M€), 3 meses após no conjunto de 9 meses/2016 já sobem 0,9% (para 61,1 M€). Dívida liquida continua a baixar,para 56,5 M€,menos 2,1 M€ que final de Junho/16. E, tem lucros de 3,6 M€ nos 9 meses. COMPRAR FORTEMENTE.

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