Mercados num minuto Abertura dos mercados: Investidores optimistas à espera de Draghi

Abertura dos mercados: Investidores optimistas à espera de Draghi

As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo. O BCE reúne-se amanhã e há a expectativa no mercado que a autoridade monetária anuncie que o programa de estímulos vai ser alargado.
Abertura dos mercados: Investidores optimistas à espera de Draghi
Reuters
Ana Laranjeiro 07 de dezembro de 2016 às 09:43

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,88% para 4.527,92 pontos

Stoxx 600 cresce 0,69% para 346,95 pontos

Nikkei valorizou 0,74% para 18.496,69 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recua 9,4 pontos base para 3,542%

Euro sobe 0,09% para 1,0728 dólares

Petróleo em Londres inalterado nos 53,93 dólares o barril

 

Bolsas optimistas

As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, a cerca de 24 horas do encontro do último encontro do ano do Banco Central Europeu (BCE). Os investidores esperam para perceber se a instituição liderada por Mario Draghi vai anunciar alterações ao programa de compra de activos, actualmente em 80 mil milhões de euros mensais e que está programado terminar em Março de 2017. Há analistas que apontam para um prolongamento por, pelo menos, seis meses do programa de compra de activos.

O principal índice grego lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 1,78%, seguido pelo germânico DAX, que cresce 1,32%. O PSI-20 avança 0,88%, numa altura em que as acções do BCP e da Jerónimo Martins estão em destaque. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado crescem 3,92% para 1,2366 euros. A Jerónimo Martins sobe 1,34% para 14,76 euros. O Stoxx 600, índice de referência, avança 0,69%. 

 

Na Ásia, o dia tinha sido já de ganhos, com as acções a reflectir o optimismo dos investidores em torno da expectativa de que o BCE dê continuidade ao seu programa de estímulos. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,74% e o Topix cresceu 0,91%.


Juros aliviam à espera de Frankfurt

Os juros dos países periféricos estão a cair no mercado secundário precisamente numa altura em que os investidores esperam para ouvir Mario Draghi. A expectativa que a autoridade monetária anuncie alterações ao programa de compra de obrigações soberanas está assim a provocar um alívio das "yields" dos países periféricos. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida nacional entre si recuam 9,4 pontos base para 3,542%. No caso da dívida espanhola no mesmo prazo, os juros caem 2,1 pontos base para 1,470%. A divida italiana partilha também deste alívio e a dez anos as "yields" tombam 3,5 pontos base para 1,908%.

A dívida alemã, muitas vezes considerada como um activo de refúgio, está a cair 1,7 pontos base para 0,356%. O prémio de risco da dívida de Portugal – diferencial entre a divida alemã e a portuguesa – está nos 314,2 pontos.


Expectativas dão subida ao euro

As expectativas em torno do que vai anunciar o Banco Central Europeu estão também a ter efeitos na negociação do euro no mercado cambial. O facto de cada vez mais analistas admitirem a hipótese de Frankfurt anunciar uma extensão do seu programa de activos está a fazer o euro ganhar 0,09% face à moeda norte-americana para 1,0728 dólares.


Brent abaixo dos 54 dólares

Os preços do petróleo estão sem uma tendência definida nos mercados internacionais, numa altura em que há a especulação que um crescimento da produção norte-americana da matéria-prima vai atenuar o corte definido por parte da OPEP – o primeiro em oito anos. A Administração norte-americana da Energia reviu em alta a produção de petróleo nos Estados Unidos para este ano e para o próximo. Entretanto, esta quarta-feira vão ser conhecidos os inventários.

O West Texas Intermediate sobe 0,12% para 50,99 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, segue inalterado nos 53,93 dólares por barril.


Metais sobem, ouro cai

A maioria dos metais negociados em Londres está a negociar em alta, interrompendo assim a queda registada já nesta sessão. A impulsionar a negociação desta matéria-prima está o facto de os investidores continuarem a apostar que a procura vai suportar os preços elevados. O Zinco lidera os ganhos entre os metais em Londres.

Por outro lado, o ouro, considerado muitas vezes como um activo de refúgio, está a cair, aproximando-se de mínimos de 10 meses, numa altura em que os investidores preferem outra classe de activos. Ainda assim, o ouro para entrega imediata, sobe agora 0,12% para 1.171,31 dólares por onça.

 


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