Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros continuam abaixo dos 4%. Bolsas descem e petróleo sobe

Abertura dos mercados: Juros continuam abaixo dos 4%. Bolsas descem e petróleo sobe

Os juros da dívida portuguesa a dez anos registam uma subida muito ligeira mas continuam abaixo dos 4%. No mercado bolsista europeu, Lisboa lidera as queda, recuando quase 1%, penalizado sobretudo pelo BCP.
Abertura dos mercados: Juros continuam abaixo dos 4%. Bolsas descem e petróleo sobe
Reuters
Ana Laranjeiro 10 de janeiro de 2017 às 09:27

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,82% para 4.638,59 pontos

Stoxx 600 perde 0,34% para 362,43 pontos
Nikkei desvalorizou 0,79% para 19.301,44

Yield 10 anos de Portugal soma 0,2 pontos base para 3,978%

Euro valoriza 0,26% para 1,0601 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,25% para 55,08 dólares por barril


Bolsas europeias com sinal menos

As principais bolsas europeias estão a negociar maioritariamente em terreno negativo. O índice português lidera as quedas no Velho Continente, recuando 0,82%. O PSI-20 está a ser penalizado sobretudo pelas quedas do BCP, que afunda 10,49% para 93,2 cêntimos, depois do anúncio efectuado ontem, de que o banco vai emitir novas acções para encaixar 1,33 mil milhões de euros, de forma a devolver a ajuda estatal e reforçar os rácios de capital.

O espanhol IBEX 35 é a segunda praça que mais perde, descendo 0,54%, seguida pelo italiano MIB, que desvaloriza 0,39%. O Stoxx 600, índice de referência, cai 0,34%. A excepção a este comportamento é registada pelo britânico Footsie, que soma 0,17%.

Juros continuam abaixo dos 4%

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a negociar sem uma tendência definida. A dez anos as "yields" somam 0,2 pontos base para 3,978%, continuando assim a negociar abaixo da fasquia dos 4%.


Na edição desta terça-feira, 10 de Janeiro, o Negócios avança que Portugal deverá avançar em breve com uma emissão sindicada, tal como aconteceu no início dos últimos três anos.


Entre os restantes países do euro, os juros estão a subir. No caso da dívida espanhola a dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si crescem 1,2 pontos base para 1,483%. No caso da dívida italiana, os juros avançam 1,9 pontos base para 1,912%. E no caso da dívida alemã, as "yields" somam 1,3 pontos base para 0,291%. O prémio de risco da dívida nacional está nos xx pontos.


Dólar cai pela segunda sessão

A moeda norte-americana está a recuar pela segunda sessão em relação ao japonês iene, numa altura em que os investidores aguardam pela conferência de imprensa de Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, agendada para amanhã, 11 de Janeiro, escreve a Bloomberg.


Também face ao euro, o dólar perde terreno. Por conseguinte, a moeda da Zona Euro soma 0,26% para 1,0601 dólares.


Brent acima dos 55 dólares

O petróleo está a subir nos mercados internacionais. Uma evolução que tem lugar numa altura em que o mercado avalia as projecções que sugerem uma expansão das reservas de crude nos Estados Unidos e que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estão a diminuir a sua produção numa tentativa de estabilizar o mercado.

O inquérito da Bloomberg indica que, provavelmente, as reservas cresceram dois milhões de barris na semana passada. Os dados oficiais são conhecidos esta quarta-feira.


O West Texas Intermediate soma 0,35% para 52,14 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, avança 0,25% para 55,08 dólares por barril.


Zinco em máximos de três semanas

A cotação do zinco em Londres atingiu o valor mais elevado em três semanas, impulsionado pelas perspectivas para a oferta e procura para esta matéria-prima, para este ano. Além disso, a marcar a negociação do zinco, de acordo com a Bloomberg, está também a desvalorização do dólar, que suporta a cotação dos metais.

O zinco chegou a subir mais de 1,8% para 2.715 dólares por tonelada em Londres.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Os 2 comentários anteriores põem ao causa o rigor (e isenção?) da vossa informação.

Não costumam reagir a este tipo de reparos/insinuações?

carlos.moreira.904750 Há 2 semanas

Onde estão a fundamentar esses valores inferiores a 4% ? Qual a Bolsa que estão a analisar ? Informem a vossa fonte desde que possa ser conferível e esteja com data e hora de hoje bem vísivel.

JF Há 2 semanas

Porque é que continuam com este título quando, já há horas que a yield está acima de 4%?!
Ontem a mesma coisa, o dia todo a anunciarem uma yield abaixo de 4% quando ela esteve sempre acima.
Foi o Centeno que vos pediu uns títulos simpáticos, foi?

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