Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros da dívida avançam na Europa, bolsas mistas

Abertura dos mercados: Juros da dívida avançam na Europa, bolsas mistas

Está a ser uma manhã tremida para as praças europeias, sendo que Lisboa é a que mais valoriza. Os preços do petróleo recuam, ao contrário dos juros das obrigações europeias, que recuam. O ouro ganha pelo segundo dia.
Abertura dos mercados: Juros da dívida avançam na Europa, bolsas mistas
Reuters
Diogo Cavaleiro 09 de novembro de 2017 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,84% para 5.374,78 pontos
Stoxx 600 desliza 0,11% para 394,02 pontos
Nikkei cedeu 0,20% para 22.868,71 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 2 pontos base para 2,027%

Euro soma 0,03% para 1,1599 dólares

Petróleo em Londres perde 0,17% para 63,38 dólares por barril

 

Bolsas europeias mistas, mas Lisboa em alta

A bolsa de Lisboa é o grande destaque num dia em que as praças europeias negoceiam mistas. O português PSI-20 avança em torno de 1%, ganhando com a força da Nos, que dispara 5% após divulgação de resultados, e da Galp Energia.

 

O índice geral europeu segue a cair, com praças como Madrid e Paris em queda, contrariando o avanço de Milão. Num dia em que a maior economia do mundo se queixou do comércio desleal da segunda maior economia, os investidores continuam a olhar para os resultados das empresas relativos aos primeiros nove meses do ano. Além disso, esta quinta-feira, é dia de divulgação das previsões económicas para os próximos anos por parte da Comissão Europeia. No Japão, as praças tocaram no valor mais alto em 25 anos, mas fecharam a desvalorizar-se com uma queda de 0,2% após um afundanço repentino superior a 1,5%.

 

Juros sobem na Europa

É sessão de avanços para os juros associados à dívida dos países europeus, o que indica que o preço das obrigações está a cair. Portugal não escapa à tendência, registando também agravamentos das "yields" pedidas pelos investidores para negociar dívida portuguesa no mercado secundário. A taxa está acima dos 2%, depois de ter caído abaixo dessa fasquia à boleia dos estímulos do Banco Central Europeu.

 

Iene ganha contra dólar

A queda das bolsas nipónicas impulsionou a subida do iene, que ganha contra o dólar e as restantes pares mundiais. A Bloomberg refere que foi a procura pelo iene, devido à queda das bolsas do país, que motivou esta subida do câmbio. O iene ganha 0,3% para 113,56 por dólar.

 

Já o euro segue praticamente inalterado, tendo estado a cair 0,01% e a ganhar 0,03%, estando nos níveis mais baixos desde Julho passado.

 

Petróleo recua pelo terceiro dia

Os preços do petróleo estão a recuar pelo terceiro dia consecutivo nos mercados internacionais, sem que haja grandes notícias a motivar a evolução desta quinta-feira. Ainda assim, os preços estão a aliviar das subidas acentuadas que levaram os preços do petróleo para máximos de dois anos.

Na China, Donald Trump voltou a reforçar que é preciso actuar contra a Coreia do Norte, o que trouxe algum receio para o mercado.

A desvalorização do preço do barril é tímida: em Londres, perde 0,17% para 63,38 dólares. Em Nova Iorque, o crude nova-iorquino cede 0,07% para 56,77 dólares por barril.

 

Ouro ganha pelo segundo dia

O ouro está a valorizar-se pela segunda sessão consecutiva. O metal precioso soma 0,19% para 1.283,75 dólares por onça. Os analistas consultados pela Bloomberg têm atribuído esta subida às preocupações relativas à reforma fiscal que a administração Trump quer implementar nos Estados Unidos.




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comentários mais recentes
victor ribeiro Há 1 semana

Porque deixaram de publicar os price targets das acções

Anónimo Há 1 semana

Finlândia, esse lugar tão pobre, injusto e atrasado, com taxas de juro negativas a 10 anos ( http://www.afr.com/markets/debt-markets/finlands-10year-bond-yield-turns-negative-20160927-grpzqz ). E isto não tem nada a ver com este tipo de actuação: "The number of University staff will reduce by approximately 980 by the end of 2017." ( https://www.helsinki.fi/en/news/the-university-of-helsinki-terminates-570-employees-overall-staff-cuts-total-980 ); "Aalto University announced on Friday that it will shed a total of 316 positions by the end of 2018." ( www.helsinkitimes.fi/finland/finland-news/domestic/13754-aalto-university-to-lay-off-188.html ); "Digitalization has already reduced overall delivery volumes to the level of the 1960s. Therefore, we must adapt and reform our operations in order to ensure that Posti will still maintain its financial capability to build new business in order to compensate for mail delivery." https://www.apex-insight.com/posti-sees-job-cuts-in-the-offing/

Anónimo Há 1 semana

A Holanda já emite dívida a 10 anos com taxas abaixo de zero % ( http://www.reuters.com/article/eurozone-bonds-netherlands/dutch-10-year-bond-yields-turns-negative-for-first-time-idUSL8N19X16F ). O governo Holandês de Mark Rutte, eleito em 2010, reduziu em 12% o número de colaboradores do sector público holandês num mercado laboral já de si tão flexível. Não o fez por maldade ou mania. O processo está ainda em marcha, como o estará em França e tantos outros lugares no mundo mais evoluído ( http://uk.reuters.com/article/uk-dutch-government-jobs-idUKBRE94M0N520130523 ).

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