Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros da dívida em queda e prémio de risco em mínimos de 2010

Abertura dos mercados: Juros da dívida em queda e prémio de risco em mínimos de 2010

Depois da emissão de dívida sindicada que Portugal realizou ontem, os juros da dívida pública no mercado secundário registam uma queda expressiva e o prémio de risco da dívida nacional face à alemã está também a recuar, atingindo mínimos de 2010.
Abertura dos mercados: Juros da dívida em queda e prémio de risco em mínimos de 2010
Bloomberg
Ana Laranjeiro 11 de janeiro de 2018 às 09:35

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,39% para 5.635,95 pontos

Stoxx 600 desce 0,06% para 398,38 pontos

Nikkei desvalorizou 0,33% para 23.710,43 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 5,7 pontos base para 1,784%

Euro cede 0,04% para 1,1943 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,04% para 69,23 dólares

Bolsas europeias sem tendência definida

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida, numa altura em que os investidores manifestam alguns receios sobre políticas económicas proteccionistas, segundo a Reuters.

Ontem, esta agência de informação noticiou – citando duas fontes governamentais canadianas que pediram o anonimato – de que o Canadá está cada vez mais convencido de que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciará em breve que os EUA pretendem sair do NAFTA.

Além disso, esta evolução das praças do Velho Continente tem lugar numa altura em que as vendas no mercado de obrigações travou a subida acentuada das acções no arranque de 2018, de acordo com a mesma fonte.

Lisboa lidera as descidas no Velho Continente, recuando 0,39%, seguido pela praça holandêsa, que desce 0,24%. Por outro lado, o índice italiano sobe 0,37% destacando-se entre as congéneres. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,06%.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer no mercado secundário, depois da emissão sindicada realizada pelo Tesouro português esta quarta-feira. Portugal estreou-se no mercado, em 2018, com uma operação "notável". Numa emissão sindicada com uma forte procura, o IGCP conseguiu emitir 4.000 milhões de euros, com um dos custos de financiamento mais baixos de sempre. 

A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si descem 5,7  pontos base para 1,784%. Os juros da Alemanha deslizam 2 pontos base para 0,523%. O prémio de risco da dívida portuguesa está nos 126,5 pontos, o valor mais baixo desde Abril de 2010. Ontem estava em mínimos de 2015, depois da forte subida da "yield" das bunds, que se ficou a dever a notícias que davam conta da intenção da China em reduzir o investimento em dívida pública norte-americana. 

Euro em queda

O euro está a perder terreno face ao dólar, recuando 0,04% para 1,1943 dólares. Este comportamento do dólar não é apenas face ao euro. Já esta manhã, em relação à moeda japonesa, o iene, o dólar subiu depois dos comentários feitos pelo regulador do mercado cambial chinês, terem tido como efeito aliviar os receios de que a China pudesse reduzir a compra de obrigações do governo norte-americano.

Já ontem Wall Street terminou a sessão em queda, tendo sido pressionada nomeadamente pelos receios relacionados com a China, com os investidores a mostrarem-se cépticos perante a revelação de que a China está a pensar desacelerar as suas compras de dívida norte-americana. Pequim já classificou estas notícias como "falsas", daí a inversão de tendência nas moedas.

Petróleo pouco alterado
Os preços do petróleo registam subidas muito ligeiras nos mercados internacionais, depois de terem sido conhecidos os dados relativos às reservas de crude nos EUA. Os inventários norte-americanos recuaram 4,95 milhões de barris na semana passada, a oitava semana consecutiva de quedas.

O West Texas Intermediate sobe 0,08% para 63,62 dólares. O Brent do Mar do Norte ganha 0,04% para 69,23 dólares por barril.

 

Ouro em alta ligeira

O metal amarelo está a subir ligeiramente, avançado a matéria-prima para entrega imediata 0,02% para 1.317,11 dólares por onça. Já esta manhã cresceu 0,30% para 1.320,88 dólares por onça. Um comportamento que tem lugar numa altura em que os fortes ganhos nas praças mundiais estão a aliviar e em que os investidores dão sinais de estarem à procura de activos menos arriscados que as acções.




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