Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros de Portugal em alta após Fitch. Petróleo e ouro avançam

Abertura dos mercados: Juros de Portugal em alta após Fitch. Petróleo e ouro avançam

As obrigações soberanas de Portugal estão a reagir em queda à decisão da Fitch manter o "rating" de Portugal no nível de lixo. O petróleo está a ser impulsionado pela tensão entre os EUA e o Irão.
Abertura dos mercados: Juros de Portugal em alta após Fitch. Petróleo e ouro avançam
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,51% para 4.646,23 pontos

Stoxx 600 ganha 0,15% para 364,61 pontos

Nikkei valorizou 0,31% para 18.976,71 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 3 pontos base para 4,20%

Euro recua 0,3% para 1,0751 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,21% para 56,93 dólares o barril 

 

Bolsas sobem com banca em alta

As bolsas europeias arrancaram a semana sem tendência definida, com os índices a oscilarem entre perdas e ganhos, definindo pouco depois um rumo de ganhos. O Stox600 sobe 0,15%, depois de em Tóquio a sessão ter encerrado com tendência positiva, com as acções japonesas a seguirem o movimento de Wall Street, que na sexta-feira se aproximou de máximos históricos.

 

O sector financeiro destacou-se pela positiva em Tóquio, devido às medidas de Donald Trump para aligeirar a regulação ao sector, com o Mitsubishi UFJ Financial Group a atingir um máximo do ano. Na banca europeia o Barclays destaca-se com um ganho de mais de 1%.

 

Em Lisboa o PSI-20 sobe pela terceira sessão, com uma subida de 0,51% que está a ser impulsionada pelo BCP que reage às várias notícias relacionadas com o aumento de capital, que ditou o reforço de vários accionistas no capital do banco. As acções valorizam 3,93% para 17,45 cêntimos.

 

Juros em alta após Fitch manter rating 

As obrigações soberanas portuguesas estão em terreno negativo, depois da agência de notação financeira Fitch ter na sexta-feira mantido o "rating" de Portugal em BB+, com perspectiva estável. O mercado tinha já reagido no final da sessão de sexta-feira, uma vez que a decisão foi antecipada pelo presidente da República.

 

A "yield" das obrigações a 10 anos agrava-se 3 pontos base para 4,20%, numa altura em que a dívida dos periféricos segue estável face ao fecho de sexta-feira. Com os juros da Alemanha em baixa ligeira (2 pontos base), o prémio de risco da dívida portuguesa está a agravar-se 5 pontos base para 381 pontos base.

 

Euro corrige de ganhos 

No mercado cambial a sessão está a ser de recuperação ligeira para o dólar, que avança 0,1% face ao cabaz das principais moedas mundiais, depois de seis semanas consecutivas a perder valor, naquela que foi a série de quedas mais longa desde Agosto de 2010. O euro cede 0,3% para 1,0751 dólares e a moeda japonesa está a recuar 0,1% com cada dólar a valer 112,71 ienes.  

Tensões entre EUA e Irão dão ganhos ao petróleo

As tensões entre os Estados Unidos e o Irão têm vindo a subir de tom. Ainda na última sexta-feira, os Estados Unidos decretaram novas sanções ao Irão. Na altura, o Departamento do Tesouro publicou uma lista com 13 indivíduos e 12 entidades que enfrentam as novas restrições, escreve a Bloomberg, cuja actividade está relacionada com o desenvolvimento de mísseis e com o apoio a actividades terroristas.

A CNN acrescenta que as sanções adicionais não estão relacionadas com as sanções aplicadas por Washington a Teerão devido ao programa nuclear iraniano e cujo levantamento já foi iniciado depois do acordo alcançado entre o Irão e a comunidade internacional. Além de uma resposta ao alegado ensaio com um míssil balístico, Washington estará também a responder ao ataque realizado pelas milícias xiitas houthis, com apoio do exército iraniano, contra uma embarcação naval saudita.

Por esta altura, o barril de Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, soma 0,21% para 56,93 dólares. O West Texas Intermediate cresce 0,30% para 53,99 dólares por barril.

Ouro próximo de máximos de dois meses       

A cotação do ouro está próxima de máximos de mais de dois meses numa altura em que os investidores avaliam os dados do emprego e o que é que isso pode significar para a Reserva Federal dos Estados Unidos dada a incerteza política criada pelo presidente Donald Trump, escreve a Bloomberg.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu de 4,7%, em Dezembro, para 4,8% em Janeiro, quando os economistas apontavam para uma estabilização. No entanto, a criação de postos de trabalho no sector público e privado excedeu as estimativas, atingindo o nível mais elevado dos últimos quatro meses. De acordo com os dados revelados a 3 de Fevereiro, pelo Departamento do Trabalho, foram criados 227 mil postos de trabalho em Janeiro, um valor acima das estimativas dos economistas consultados pela Reuters que apontavam para 175 mil.

O ouro, para entrega imediata, sobe 0,26% para 1.223,49 dólares por onça.

 


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mais votado objectivo 06.02.2017

O Marcelo catavento não tinha dito que por a Fitch nos ter mantido no lixo eram boas noticias?
No anterior governo esta seria uma má noticia, mas na geringonça é uma boa noticia.
Depois admiram-se de aparecerem Trumps. Brexits, Le Pen, etc .
Quando é que as elites pensantes (incluindo a esmagadora maioria da imprensa) passam a escrever/falar a verdade dos números em vez de andarem a contar narrativas que vão de encontro aos seus interesses pessoais?
Quando quem trabalha e produz riqueza para sustentar as administrações centrais e os subsidio dependentes não é valorizado por quem nos governa (apenas são sobrecarregados de impostos) algo terá que ser feito. Não pensem que eles vão deixar o poleiro se a isso não forem obrigados.
Apenas nos resta um arma, o voto, que os povos estão a começar a usar para penalizar as elites que nos tem comandado (mal) nas ultimas décadas.

comentários mais recentes
Camaradaverao75 06.02.2017

Estes credores são uns invejosos, como aumentaram politicos e FP vêem logo exigir tb. Quem não é FP o melhor é emigrar.

objectivo 06.02.2017

O Marcelo catavento não tinha dito que por a Fitch nos ter mantido no lixo eram boas noticias?
No anterior governo esta seria uma má noticia, mas na geringonça é uma boa noticia.
Depois admiram-se de aparecerem Trumps. Brexits, Le Pen, etc .
Quando é que as elites pensantes (incluindo a esmagadora maioria da imprensa) passam a escrever/falar a verdade dos números em vez de andarem a contar narrativas que vão de encontro aos seus interesses pessoais?
Quando quem trabalha e produz riqueza para sustentar as administrações centrais e os subsidio dependentes não é valorizado por quem nos governa (apenas são sobrecarregados de impostos) algo terá que ser feito. Não pensem que eles vão deixar o poleiro se a isso não forem obrigados.
Apenas nos resta um arma, o voto, que os povos estão a começar a usar para penalizar as elites que nos tem comandado (mal) nas ultimas décadas.

Luis 06.02.2017

Claro, cumprimos em todos os objetivos coisa que o governo anterior não fez. de paga aumentam os juros., Há que por lá o governo da direita.

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