Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros de Portugal em mínimos de quase um ano

Abertura dos mercados: Juros de Portugal em mínimos de quase um ano

As 'yields' associadas à dívida portuguesa recuam em todas as maturidades um dia depois de conhecidas as compras do BCE em Junho. O preço do barril de petróleo recupera à espera do fim da reunião OPEP/aliados enquanto as mineradoras penalizam as acções europeias.
Abertura dos mercados: Juros de Portugal em mínimos de quase um ano
Bloomberg
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,09% para 5.280,56 pontos
Stoxx 600 recua 0,14% para 381,48 pontos
Nikkei cedeu 0,3% para 19.996,01 pontos
Juros da dívida portuguesa a 10 anos recuam 4,5 pontos base para 2,818%
Euro soma 0,12% para 1,1810 dólares
Petróleo avança 0,13% para 52,44 dólares por barril, em Londres

Bolsas mistas com dados decepcionantes da China e Alemanha

As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida esta terça-feira, 8 de Agosto, com os principais índices divididos entre ganhos e perdas pouco acentuadas. Isto depois de, em Wall Street, o Dow Jones ter atingido máximos pela nona sessão consecutiva. 

 

A condicionar a evolução das acções estão dados decepcionantes vindos da China e da maior economia europeia. Antes da abertura do mercado foi revelado que as importações e exportações chinesas subiram menos do que era esperado enquanto na Alemanha, tanto as vendas para o exterior como as importações caíram.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,05% para 381,83 pontos, penalizado sobretudo pelas cotadas do sector da mineração e viagens.

 

Em Lisboa, o PSI-20 ganha 0,17% para 5.284,72 pontos, animado principalmente pelo BCP e EDP. O banco liderado por Nuno Amado soma 0,38% para 23,95 cêntimos enquanto a eléctrica ganha 0,44% para 3,169 euros. 


Juros portugueses em mínimos de quase um ano
A 'yield' associada às obrigações portuguesas no prazo a dez anos já esteve a cair nesta sessão para 2,815%, o valor mais baixo em quase um ano - 17 de Agosto de 2016 -, tendência que é acompanhada de um recuo generalizado nas principais maturidades da dívida lusa.

Um comportamento que se estende também à maioria das pares do sul da Zona Euro depois de, esta segunda-feira, terem sido conhecidos os resultados do programa de compras do Banco Central Europeu, que acelerou no mês passado para 51,875 milhões de euros em obrigações soberanas.

Em Julho as compras de dívida portuguesa recuperaram em relação ao mínimo histórico de Junho, para 517 milhões de euros, ainda assim abaixo de metade da meta implícita pela participação de Portugal na chave de capital do banco. No caso de Itália, o maior beneficiado pelas compras do BCE, os juros estão em mínimos de Junho. 

Libra sobe pela primeira vez em quatro sessões

A libra esterlina está a recuperar parte das perdas registadas nas últimas sessões, em que foi penalizada pelos dados referentes às vendas a retalho em Julho.

 

Depois de três sessões consecutivas de quedas face à divisa norte-americana, a moeda britânica ganha 0,09% para 1,3047 dólares.

 

A penalizar a libra estiveram os dados que mostram que as vendas a retalho subiram 0,9% em Julho, em termos homólogos, depois do avanço de 1,2% registado em Junho. São dados que mostram que a economia britânica está a desacelerar numa altura em que decorrem as difíceis negociações entre o Reino Unido e a União Europeia com vista à definição dos termos da futura relação entre o país e o bloco regional, depois do "divórcio". 


Petróleo abaixo dos 50 dólares em Nova Iorque à espera do fim da reunião OPEP e parceiros externos
O preço do barril de petróleo está em apreciação ligeira nos mercados internacionais, no segundo e último dia da reunião entre os países da OPEP e a Rússia, externa ao cartel dos grandes produtores, onde se aguardam sinais de cumprimento das metas de produção que foram acordadas com o objectivo de sustentar o preço desta matéria-prima nos mercados.

Em Nova Iorque, o preço está abaixo dos 50 dólares (49,48 dólares), enquanto em Londres cota em 52,44 dólares, próximo de máximos de 25 de Maio. 

Além da reunião em Abu Dhabi, a condicionar o mercado deverá estar também o outlook de curto prazo da Agência Internacional da Energia (AIE) para o sector petrolífero e as estimativas para os inventários de crude nos EUA, relativos à última semana, divulgados pelo Instituto Americano do Petróleo (API).

"O mercado vai continuar à espera da confirmação de que o grupo continuará comprometido com os cortes. (...) Os preços do petróleo deverão situar-se entre os 45 e os 55 dólares por algum tempo," disse David Lennox, da Fat Prophets, à Bloomberg. 

Ouro em alta com comentários da Fed

O metal precioso está a negociar em alta depois de duas sessões de perdas, a beneficiar dos comentários de dois responsáveis da Fed. Neel Kashkari, presidente da Fed de Minneapolis, sublinhou que a inflação continua muito longe da meta do banco central, ao passo que James Bullard, presidente da Fed de St. Louis, afirmou que o crescimento modesto dos preços são uma boa razão "para deixar os juros onde eles estão".

 

Os comentários dos membros da Fed surgem dias antes de serem conhecidos os números da inflação nos Estados Unidos, que deverão dar pistas sobre o ritmo de normalização dos juros no país.

 

O ouro ganha 0,18% para 1.260,17 dólares enquanto a prata desce 0,16% para 16,2520 dólares.  




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mais votado Anónimo 08.08.2017

Isto significa que há muita gente (especuladores) a fazer dinheiro, ou seja com a possibilidade de realizar boas mais-valias potenciais, com os títulos da dívida portuguesa, à custa da campanha de marketing político, contabilidade criativa e prestidigitação da geringonça. À custa da sustentabilidade do Estado, da competitividade da economia e do nível de equidade na sociedade portuguesa.

comentários mais recentes
Anónimo 08.08.2017

Ricardo
Você quer o quê?
O jornalista fez o óbvio: comentou que os juros estão em mínimos de 1 ano.
Você pretende que cada vez que se fala dos juros da dívida, o jornalista refira os valores do tempo do Passos, do Durão Barroso, do Guterres, do Cavaco Silva e do Salazar???!!!
Fantástico!!

Anónimo 08.08.2017

Oh Surpreso
Continuas com a mesma lengalenga???!
Não evoluis nada?!!
Por alma de quem é que o Jornal devia falar dos juros de Espanha??!
Essa está demais!!

Anónimo 08.08.2017

Isto significa que há muita gente (especuladores) a fazer dinheiro, ou seja com a possibilidade de realizar boas mais-valias potenciais, com os títulos da dívida portuguesa, à custa da campanha de marketing político, contabilidade criativa e prestidigitação da geringonça. À custa da sustentabilidade do Estado, da competitividade da economia e do nível de equidade na sociedade portuguesa.

Ricardo 08.08.2017

Mas ainda longe dos juros quando o Passos Coelho era primeiro-ministro. Como sempre, este jornal tem memória curta sempre que o PS está no poder.

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