Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros em alta, bolsas sem rumo

Abertura dos mercados: Juros em alta, bolsas sem rumo

As principais bolsas europeias estão a negociar sem um tendência definida, depois de a Ásia ter terminado em alta. Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir na véspera do Tesouro regressar ao mercado com uma emissão de dívida.
Abertura dos mercados: Juros em alta, bolsas sem rumo
Ana Laranjeiro 11 de julho de 2017 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,07% para 5.174,94 pontos

Stoxx 600 perde 0,21% para 380,83 pontos

Nikkei apreciou 0,57% para 20.195,48 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 3,6 pontos base para 3,162%

Euro desvaloriza 0,04% para 1,1395 dólares

Petróleo cede 0,38% para 46,70 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias sem rumo

Na Ásia, o dia foi de ganhos. Na Europa, esta manhã as bolsas estão sem rumo, num altura em que os investidores estão à espera do arranque da época de resultados nos Estados Unidos da América. Os números das cotadas podem servir como um potencial catalisador para ganhos nas praças mundiais.

Os investidores deverão ainda estar atentos esta terça-feira, 11 de Julho, aos discursos de elementos quer do Banco Central Europeu, quer da Reserva Federal dos Estados Unidos, tentando encontrar pistas sobre a política monetária destes dois bancos centrais.


A liderar os ganhos no Velho Continente está o principal índice grego, que soma 0,43%, seguido pelo germânico DAX, que ganha 0,17%. Em sentido contrário, a liderar as quedas, está o britânico Footsie, que desvaloriza 0,49%, seguido pela praça de Milão, que recua 0,40%, e pelo espanhol IBEX 35, que desce 0,35%. O Stoxx 600, índice de referência, desliza 0,21%.


Juros em alta em véspera de leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir no mercado secundário, depois do alívio registado no fecho da sessão de ontem. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores sobem 3,6 pontos base para 3,162%, isto a 24 horas de Portugal regressar ao mercado com uma emissão de dívida de longo prazo. O IGCP, instituto que gere o crédito público, vai ao mercado para emitir dívida até mil milhões de euros, num duplo leilão de títulos com uma maturidade de 10 e 28 anos.


Os juros da Alemanha a dez anos ganham 2,4 pontos base para 0,564%.


Euro cai há três sessões

A moeda da Zona Euro está a cair pelo terceiro dia, afastando-se dos 1,14 dólares. Por esta altura, o euro desliza 0,04% para 1,1395 dólares.

Petróleo em queda

Um inquérito da Bloomberg, publicado antes que sejam divulgados os dados oficiais da Administração norte-americana de Informação Energética, indica que as reservas de crude caíram em 2,85 milhões de barris na semana passada. Esta queda nos inventários pode assim ajudar a combater o excesso de oferta mundial. Mas estas notícias não estão a animar o petróleo, que por esta altura segue no vermelho. O West Texas Intermediate desce 0,29% para 44,27 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte cai 0,38% para 46,70 dólares por barril.

A marcar o dia continua a proposta que, tanto a Líbia como a Nigéria, aceitem limitar a sua produção de petróleo. Contudo, impor um limite as estes dois países (que tinham ficado isentos do corte na produção acordado entre os países da OPEP devido aos conflitos que os países tinham enfrentado) provavelmente não vai ser suficiente para colocar no rumo certo os esforços da OPEP para travar o excesso de oferta.

Aço em alta na China

Os futuros do aço estão a subir impulsionados pela especulação que a campanha governamental para travar a produção da matéria-prima estão a aliviar. De acordo com a Bloomberg, a China é o maior produtor mundial de aço, produzindo metade da produção mundial. No início do ano, houve movimentos do governo central no sentido de reduzir a alavancagem, mas com os sinais de mudança a cotação do aço está a subir.

As barras de aço reforçado, para entrega em Outubro, subiram 3,6% para 3.567 yuans no mercado de futuros de Xangai.




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