Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros em alta, petróleo e bolsas em queda

Abertura dos mercados: Juros em alta, petróleo e bolsas em queda

A decisão da Fed americana de subir juros, ainda que esperada, está a mexer com os mercados. O dólar ganha força, as bolsas e o petróleo desvalorizam. Os juros da dívida europeia, em dia de Eurogrupo, sobem.
Abertura dos mercados: Juros em alta, petróleo e bolsas em queda
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 15 de junho de 2017 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 cede 0,82% para 5.272,44 pontos

Stoxx 600 perde 0,62% para 385,18 pontos

Nikkei desvaloriza 0,26% para 19.83,82 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 2,6 pontos base para 2,871%.

Euro recua 0,24% para 1,1191 dólares

Petróleo em Londres deprecia 0,53% para 46,75 dólares por barril

 

Bolsas em queda após Fed

 

As bolsas europeias estão a negociar esta quinta-feira em terreno negativo. Madrid perde mais de 1% e as restantes principais praças do ocidente europeu registam quedas superiores a 0,5%. O português PSI-20, por exemplo, cede 0,82% para 5.272,44 pontos, com a EDP a penalizar. A eléctrica recua 2,77% para 3,085 euros, com o Morgan Stanley a cortar a recomendação e preço-alvo atribuído à EDP.

 

Na Europa, realiza-se esta quinta-feira, 15 de Junho, a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, o Eurogrupo, em que mais uma vez se vai discutir o futuro da Grécia. Além disso, as bolsas europeias seguem a tendência da Ásia, igualmente negativa, já que Japão, Austrália e Hong Kong recuaram.

Ontem, Wall Street acabou misto, com o Dow Jones em máximos e o tecnológico Nasdaq a recuar, em reacção à esperada decisão de subida das taxas de juro nos Estados Unidos da América, determinada pela Reserva Federal liderada por Janet Yellen (na foto). 

 

Juros sobem após cinco dias a recuar

 

Num dia de novo debate em torno da situação financeira da Grécia no Eurogrupo, os juros da dívida europeia estão a subir, também corrigindo das descidas que se têm verificado. Portugal imita Espanha e Itália no avanço das rendibilidades pedidas pelos investidores no mercado secundário, onde os investidores trocam dívida entre si.

 

A taxa de juro associada à dívida portuguesa a dez anos está a somar 2,6 pontos base para 2,871%. É a primeira subida após cinco sessões consecutivas a perder terreno e a quarta sessão em que segue abaixo da fasquia dos 3%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. A subida das "yields" é extensível a praticamente todas as maturidades.

 

Euro cai com recuperação do dólar

 

O dólar está esta quinta-feira a recuperar, levando as pares a perderem terreno. O euro é um dos exemplos. A moeda única europeia perde 0,24% para 1,1191 dólares, depois de três dias a ganhar terreno.

 

O índice da Bloomberg que compara o dólar com várias divisas está também a subir, após três dias de quedas, reflectindo a subida, pela segunda vez em 2017 e a quarta vez em ano e meio, das taxas de juro, além da sinalização de que tal poderá não ficar por aqui na maior economia do mundo.

 

Petróleo recua em Londres e Nova Iorque

 

Os preços do petróleo estão também a perder terreno nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte está a perder 0,53% para 46,75 dólares por barril em Londres, ao passo que o barril de West Texas Intermediate, transaccionado em Nova Iorque, perde 0,72% e segue nos 44,41 dólares.

 

Com a subida do dólar, os activos denominados na divisa norte-americana tornam-se mais caros e, portanto, menos atractivos, pelo que seguem a perder terreno.

 

Ouro avança 


O ouro está a ganhar terreno esta quinta-feira, somando 0,16% para 1.262,93 dólares por onça. O metal precioso afasta-se do mínimo de três semanas que registou ontem, com os analistas consultados pela agência Bloomberg a anteciparem que futuras subidas das taxas de juro, previstas pela Reserva Federal, podem ainda ser repensadas, consoante a evolução da inflação.


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SIM SENHORES AMANHÃ OS RATINGS DO BCP E DE PORTUGAL UPA UPA E CONTINUAM A MARRAR PARA BAIXO E PELO TERCEIRO DIA CONSECUTIVO O MILENIUM BCP MUITOS PARABENS AOS ARTISTA DO DESCOBERTO MAS AMANHÃ NINGUÉM O SEGURA AMANHÃ BCP A 0 . 5 0

GLINTT Há 1 semana

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 100% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 25%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004

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