Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros em mínimos de dois anos e meio, petróleo corrige

Abertura dos mercados: Juros em mínimos de dois anos e meio, petróleo corrige

Apesar das ligeiras apreciações na generalidade dos prazos, os juros da dívida de Portugal a 10 anos já renovaram mínimos de Abril de 2015 no início da sessão, a horas de uma emissão em que o IGCP quer levantar até 1.250 milhões de euros.
Abertura dos mercados: Juros em mínimos de dois anos e meio, petróleo corrige
Paulo Zacarias Gomes 08 de novembro de 2017 às 09:31

Os mercados em números
PSI-20 ganha 0,15% para 5.359,15 pontos
Stoxx 600 desce 0,13% para 394,15 pontos
Nikkei desceu 0,10% para 22.913,82 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos apreciam 2 pontos base para 1,953%
Euro ganha 0,08% para 1,1596 dólares
Petróleo em Londres soma 0,05% para 63,72 dólares

Lisboa ganha pelo segundo dia, Europa desce
A praça portuguesa está entre os índices europeus que mais valorizam, com os ganhos de início de sessão no Velho Continente a darem agora lugar a recuos.

No PSI-20 as apreciações são sustentadas pelo sectores da energia e retalho, com a Galp a somar ligeiramente apesar da correcção verificada os preços do petróleo em Nova Iorque e no dia em que está no mercado para uma emissão de dívida de 500 milhões de euros.
 

A Corticeira Amorim, que ontem mostrou lucros de 56,4 milhões de euros no período até Setembro e anunciou a apresentação de uma proposta para distribuir um dividendo de 8 cêntimos por acção, é o título que mais avança no PSI-20, acima dos 2%. 

Do lado das quedas estão Navigator, BCP (cai 1,07% para 25 cêntimos) e Nos, no dia em que a operadora apresenta resultados trimestrais, após o fecho da sessão.

As acções europeias cedem sob pressão dos títulos da banca e seguros, com as descidas do Crédit Agricole, superiores a 4%, entre as maiores perdas, depois de o banco ter apresentado resultados trimestrais piores do que o esperado.

Juros abaixo dos 2% a horas do leilão 
As "yields" dos títulos de dívida de Portugal a dez anos continuam, pela segunda sessão consecutiva, abaixo dos 2%, num valor que as coloca em mínimos de dois anos e meio. Uma tendência de alívio consolidada nos últimos dias com a manutenção do rating pela DBRS, na expectativa de uma saída de lixo por parte da Fitch e apesar da redução para metade do valor destinado pelo BCE à compra de obrigações nacionais no âmbito do programa de aquisição de activos.

A generalidade dos prazos experimenta apreciações ligeiras, retirando o prémio de risco da dívida de mínimos de dois anos e meio (o diferencial para as obrigações alemãs a 10 anos está nos 162 pontos base). Um comportamento que ocorre a horas do leilão onde o IGCP procura levantar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, igualmente em títulos a 10 anos, e onde poderá obter os juros mais baixos de sempre nesta maturidade - o mínimo anterior é de 2,04% e reporta a Fevereiro de 2015.

Incerteza na reforma de Trump leva dólar a descidas
No dia em que se completa um ano sobre a eleição de Donald Trump para presidente dos EUA, há uma promessa do chefe de Estado a condicionar a prestação da nota verde: o dólar recua face à maioria das contrapartes, perante a possibilidade de adiamento daquela que é anunciada como a maior reforma fiscal de sempre no país. 

Segundo o Washington Post, os líderes republicanos no Senado estão a ponderar adiar por um ano os cortes nos impostos, além de estarem também a equacionar rejeitar a existência de deduções para impostos locais e estaduais.

Petróleo corrige dos ganhos recentes
O preço do ouro negro desce pela segunda sessão em Nova Iorque (cede 0,26% para 57,05 dólares) e tem ligeira apreciação em Londres, perante sinais de redução menor do que o esperado dos inventários desta matéria-prima nos Estados Unidos.

Desde o início de Setembro, e face à especulação de que os cortes de produção acordados entre a OPEP e países produtores exteriores ao cartel podem continuar para lá de Março do ano que vem, o preço do barril já superou os 20% segundo a Bloomberg, tendo chegado a máximos de dois anos e meio nos últimos dias com as tensões na Arábia Saudita no radar dos investidores.  

Ouro volta aos ganhos
O preço por onça do metal amarelo regressa às valorizações, perante fraqueza de activos mais arriscados como as acções e a incerteza na aprovação da reforma fiscal de Donald Trump. A Bloomberg nota que não se cumpriram as previsões feitas na altura da vitória do candidato republicano, que poderiam levar o preço da unidade deste metal aos 1.395 dólares na semana seguinte à sua vitória, algo que não aconteceu nem nessa semana nem nos 12 meses seguintes. 

De agora em diante, considera o economista Barnabas Gan, do Oversea-Chinese Banking Corp, um ambiente de subida de taxas de juro e o apetite pelo risco podem pesar no preço deste activo, enquanto as tensões geopolíticas poderão sustentar subidas. O valor da onça sobe 0,26% para 1.278,67 dólares.



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