Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros em mínimos de quase três meses em dia de leilões

Abertura dos mercados: Juros em mínimos de quase três meses em dia de leilões

O custo de financiamento de Portugal em mercado secundário recua em todos os prazos a horas de dois leilões de curto prazo. As bolsas recuperam e o euro tem a maior série de ganhos em cinco meses. A libra cede de máximos de meio ano.
Abertura dos mercados: Juros em mínimos de quase três meses em dia de leilões
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 19 de abril de 2017 às 09:23
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,08% para 4.931,17 pontos
Stoxx 600 avança 0,16% para 376,96 pontos Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 1 ponto base para 3,807%
Euro soma 0,06% para 1,0736 dólares
Brent desliza 0,07% para 54,85 dólares por barril 

Bolsas recuperam de dois dias de quedas
Depois de fechos negativos na Ásia e nos EUA - onde as negociações foram condicionadas por piores resultados empresariais e económicos que o esperado -, as praças europeias recuperam esta quarta-feira, 19 de Abril, apesar de na abertura terem apresentado ligeiras perdas.

No Velho Continente é o sector automóvel que lidera os ganhos (o índice desta área avança 0,8%) depois de terem sido conhecidas as vendas recorde de carros no mês de Março na Europa, sustentadas pela melhoria da confiança dos consumidores e pela queda do desemprego.

Em Lisboa as negociações acompanham a tendência de ganhos das pares, com o PSI-20 a recuperar igualmente de dois dias de quedas. A sustentar as ligeiras apreciações estão os ganhos de apenas três títulos: o BCP (que sobe mais de 2%), a Sonae Capital e a Nos. Em período de OPA, universo EDP perde menos de 0,5% em dia de assembleia geral da eléctrica e depois da Renováveis ter anunciado um aumento de 2% na produção de electricidade no primeiro trimestre. 

Juros
 aliviam a horas de leilões
As 'yields' associadas à negociação de títulos de dívida soberana em mercado secundário aliviam na generalidade dos países do sul do Euro, Portugal incluído, a horas de o Tesouro nacional ir aos mercados para dois leilões de curto prazo em que espera levantar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

No prazo de referência - a dez anos -, a taxa está nos 3,807%, em mínimos de quase três meses (24 de Janeiro), enquanto o prémio de risco (o spread para a taxa a que negoceiam as "bunds" alemãs) está nos 363,035 pontos-base.

Na Zona Euro, aguarda-se esta manhã pela confirmação dos números da inflação de Março, com a estimativa rápida a apontar para um menor crescimento dos preços - 1,5% - mais distante do valor próximo mas abaixo dos 2% definido no mandato de estabilidade de preços do BCE e que tem justificado o presente programa de estímulos do Banco Central Europeu.

Euro com maior série de ganhos desde Novembro

A moeda única europeia ganha terreno pela quarta sessão consecutiva face ao dólar, naquela que é a maior série de apreciações em relação à divisa norte-americana desde Novembro, em cerca de cinco meses, perante algum alívio na incerteza política no Velho Continente. A quatro dias da primeira volta das eleições presidenciais em França, o candidato centrista independente Emmanuel Macron continua como favorito. 

Já a libra - que ontem conheceu ganhos expressivos, depois de a primeira-ministra britânica Theresa May ter anunciado intenção de convocar eleições gerais antecipadas para 8 de Junho - recua dos máximos de seis meses e cai agora 0,02% para 1,2838 dólares.

Petróleo aligeira recuos em Londres e Nova Iorque
A especulação de que possa ter havido na semana passada uma descida mais lenta dos inventários de petróleo nas instalações norte-americanas não impede as quedas do preço do ouro negro nas praças internacionais. No entanto, os recuos são agora mais ligeiros, depois de uma perda de valor de cerca de 1,5% nas últimas duas sessões.

Na semana que passou, os "stocks" deverão ter recuado em 1,4 milhões de barris, depois de terem caído 2,7 milhões na semana que lhe antecedeu. A Administração de Informação em Energia divulga hoje os dados.

O valor do ouro recua de máximos de cinco meses, a denotar o alívio das preocupações dos investidores com as tensões geopolíticas - nomeadamente na Coreia do Norte, com o resultado das eleições em França e com a convocação surpresa de ida às urnas no Reino Unido. Já o preço dos metais industriais recupera da maior perda diária em quase dois meses, com o valor do cobre a ganhar mais de 1%. 



A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 5 dias

A 10 anos o juro é ainda uma enormidade se comparado com os juros negativos da dívida japonesa, alemã e suíça. Os governos da Suécia, Holanda e França estão a ser pagos para pedir emprestado na maioria dos prazos! Até Espanha e Itália pedem emprestado e são pagos por isso nos prazos mais curtos de até 2-3 anos!

comentários mais recentes
Anónimo Há 5 dias

A corrupção é a maior aliada do excedentarismo. Onde há uma, existe a outra. Ambas são duas faces da mesma moeda. Da má moeda chamada despesismo. A missão e propósito dos bons governantes, com ou sem a ajuda e orientação de técnicos e outros recursos do FMI, da UE e da OCDE, é criar condições para expulsar essa má moeda e não a deixar voltar a circular nas nossas economias e sociedades.

Anónimo Há 5 dias

Mais de um terço de toda a dívida pública dos governos em redor do mundo é actualmente emitida com taxas de juro negativas. Portugal não está incluído nesse grupo de avançadas economias e sociedades sustentáveis e mais desenvolvidas onde os mercados laborais, de matérias-primas, de capitais e de bens e serviços são saudavelmente cada vez mais fortes, modernos e dinâmicos. Nessas jurisdições os mercados são cada vez mais mercados e não feudos e conluios anacrónicos e ineficientes que geram iniquidade e insustentabilidade como em Portugal e na Grécia, ou numa outra escala, como na Venezuela e na Coreia do Norte.

Anónimo Há 5 dias

Espanha, França e Itália, como termo de comparação, já têm juros negativos na sua dívida pública. Já são pagos para pedir emprestado. Portugal porque não flexibiliza, moderniza e dinamiza os mercados de factores produtivos, está a ser sugado e parasitado por credores sanguessuga e abutres, grupo ao qual muitas famílias portuguesas se juntaram tal é o incentivo e a disponibilidade.

Anónimo Há 5 dias

O governo das esquerdas unidas ainda não acredita na importância dos mercados sempre em mudança por via das forças de mercado feitas de oferta e de procura construídas com base nos gostos, hábitos, expectativas e necessidades de todos os agentes económicos tendo em conta as suas mais elementares liberdades, direitos e garantias.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub