Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros em queda, bolsas mistas, petróleo e ouro avançam

Abertura dos mercados: Juros em queda, bolsas mistas, petróleo e ouro avançam

Perante expectativa de manutenção do programa de compras do BCE por mais nove meses, os juros da generalidade dos países do euro estão em queda. À espera dos dados da inflação, o dólar recua e o ouro está em máximos de mais de duas semanas. O petróleo beneficia da queda das reservas.
Abertura dos mercados: Juros em queda, bolsas mistas, petróleo e ouro avançam
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,23% para 5.444,41 pontos

Stoxx 600 sobe 0,27% para 391,36 pontos

Nikkei valorizou 0,96% para 21.155,18 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,2 pontos para 2,295%

Euro cai 0,01% para 1,1829 dólares

Petróleo em Londres ganha 1,46% para 57,07 dólares

Bolsas europeias sem tendência definida

 

Os principais índices europeus estão divididos entre ganhos e perdas pouco acentuadas esta sexta-feira, 13 de Outubro, dia em que a atenção dos investidores está centrada nos Estados Unidos. Depois de terem sido revelados os resultados do JPMorgan e do Citigroup, hoje serão conhecidos os números de mais dois grandes bancos norte-americanos: Bank of America e Wells Fargo.

 

Por outro lado, serão divulgados os dados da inflação, que poderão dar pistas sobre a margem de manobra da Reserva Federal para anunciar um novo aumento dos juros ainda este ano. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,27% para 391,36 pontos.

 

Na sessão asiáticas, as acções tocaram máximos de dez anos, animadas pelos dados que mostram que tanto as exportações como a importações chinesas cresceram mais em Setembro do que no mês anterior.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,23% para 5.444,41 pontos, penalizado sobretudo pela Nos, com uma queda de 0,75% para 5,27 euros. 


Juros em queda perante expectativa de mais nove meses de compra de activos pelo BCE

Em dia de apresentação do documento orçamental, os juros da dívida de Portugal permanecem em queda no mercado secundário. Na maturidade de referência – a dez anos – negoceiam em 2,295%, a recuar 0,2 pontos base e renovando mínimos de finais de 2015.

O sentimento de alívio é partilhado pelas pares do Sul do euro – como Espanha, Itália e Grécia -, de acordo com dados da Bloomberg, tal como acontece com a dívida alemã – recua 0,18 pontos base para 0,427%.

As descidas surgem depois de a Bloomberg noticiar que o Banco Central Europeu continuará a comprar activos pelo menos durante os próximos nove meses, mesmo que esteja a ponderar reduzir – como avança a agência noticiosa – o valor mensal das compras a metade, para 30.000 milhões de euros.

Dólar cai à espera da inflação

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está em queda esta sexta-feira, à espera da divulgação dos dados da inflação, em Setembro, que darão pistas sobre a possibilidade de um aumento dos juros nos Estados Unidos, em Dezembro. Os dados serão conhecidos às 13:30 de Lisboa. A moeda norte-americana deverá completar esta sexta-feira a sua maior descida semanal em mais de um mês.

 

O euro desce 0,01% para 1,1829 dólares.


Petróleo a caminho da maior subida semanal em um mês

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, preparando-se par completar, esta sexta-feira, a maior subida semanal desde meados de Setembro.

 

O Brent, transaccionado em Londres, valoriza 1,46% para 57,07, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, sobe 1,38% para 51,30 dólares.

A animar a matéria-prima estão os dados que mostram que as reservas de crude norte-americanas caíram em 2,75 milhões de barris na semana passada, segundo os dados revelados na quinta-feira pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos. Este organismo revelou também que a produção dos Estados Unidos desceu em 81 mil barris por dia para 9,48 milhões. 


Ouro ganha em dia de dados de preços nos EUA
O preço da onça do metal amarelo prolonga os ganhos dos últimos dias, com os investidores a aguardarem esta sexta-feira pela divulgação dos dados dos preços no mercado americano, que podem dar indicações sobre possíveis mexidas até ao final do ano nos juros por parte da Reserva Federal.

Habitualmente activo de refúgio, o ouro segue em máximos de mais de duas semanas - avança 0,18% para 1.296 dólares -, também perante dúvidas de alguns republicanos no Congresso dos EUA sobre alguns contornos da prometida reforma fiscal de Donald Trump nos EUA, que ameaçam o avanço da medida.



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