Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros nacionais em mínimos de dez meses e bolsas no verde

Abertura dos mercados: Juros nacionais em mínimos de dez meses e bolsas no verde

Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos estão a recuar no mercado secundário e já tocaram no valor mais baixo desde Agosto do ano passado, isto num dia em que Portugal regressa ao mercado de dívida. As bolsas europeias seguem animadas.
Abertura dos mercados: Juros nacionais em mínimos de dez meses e bolsas no verde
Ana Laranjeiro 14 de junho de 2017 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 ganha 0,44% para 5.327,02 pontos

Stoxx 600 sobe 0,57% para 390,96 pontos

Nikkei desvalorizou 0,08% para 19.883,52 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 4,1 pontos base para 2,908%

Euro cede 0,01% para 1,1210 dólares

Petróleo em Londres cai 1,29% para 48,09 dólares o barril 

Bolsas europeias animadas

As principais praças europeias estão a negociar no verde, animadas sobretudo pelos títulos das empresas do sector tecnológico, e numa altura em que os investidores aguardam pela decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos. Os investidores atribuem uma probabilidade de 95% a que a entidade liderada por Janet Yellen suba o intervalo da taxa dos fundos federais em 25 pontos base, para entre 1% e 1,25%.

Janet Yellen vai dar hoje uma conferência de imprensa, após ser revelada a decisão da autoridade monetária. Uma conferência a que o mercado vai estar também atento para tentar encontrar pistas sobre o rumo da política monetária na maior economia mundial.

A liderar os ganhos no Velho Continente está o francês CAC40, que sobe 0,87%, seguido pelo principal índice holandês, que valoriza 0,75%. O Stoxx 600, índice de referência, ganha 0,57%. O PSI-20 avança 0,44%, impulsionado pelas acções da Mota-Engil, que disparam 5,85% para 2,55 euros, depois da construtora ter anunciado que ganhou mais contratos no mercado africano, tendo ainda concretizado a assinatura do mega-projecto em Moçambique. 

 

Juros em mínimos de quase 10 meses

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair no mercado secundário, com a "yield" a dez anos a negociar abaixo dos 3%. Por esta altura, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida nacional com maturidade a dez anos descem 4,1 pontos base para 2,908%, tendo já tocado nos 2,907% - o que corresponde ao valor mais baixo desde 19 de Agosto do ano passado (negociou nos 2,892%).


Este comportamento tem lugar num dia em que Portugal regressa ao mercado com um duplo leilão de Obrigações do Tesouro a cinco e a dez anos. O montante indicativo está entre os 1.000 e 1.250 milhões de euros e o valor angariado servirá para pré-financiar as necessidades de 2018. Esta ida ao mercado tem lugar dois dias antes agência de notação financeira Fitch se poder pronunciar sobre a dívida portuguesa. A expectativa é que agência não promova qualquer alteração ao rating nacional.


Os juros da Alemanha a dez anos estão a descer 0,4 pontos base para 0,262%.


Euro pouco alterado
O euro está a registar uma desvalorização ligeira, perdendo 0,01% para 1,1210 dólares. Isto numa altura em que os investidores aguardam pelo anúncio da decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos e pela conferência de imprensa de Janet Yellen. 

Petróleo no vermelho

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais, penalizados pelos dados que indicam que as reservas norte-americanas de crude continuam a aumentar, o que agrava ainda mais o excedente de petróleo que existe e penaliza a cotação da matéria-prima. Os dados do American Petroleum Institute (números da indústria) indicam assim que as reservas norte-americanas subiram pela segunda semana consecutiva na semana que terminou a 9 de Junho. Os dados da administração norte-americana são conhecidos esta quarta-feira.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desce 1,46% para 45,78 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, desvaloriza 1,29% para 48,09 dólares por barril.

Ouro com ganhos ligeiros
O ouro está a registar uma subida de 0,08% para 1.267,58 dólares por onça, numa altura em que o mercado aguarda pela decisão da Fed.

 




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comentários mais recentes
0.35 Há 1 semana

A caminho dos 0.25 o BCP contra tudo e todos ela lá vai!

BCP AGORA É QUE É Há 1 semana

AGORA È O MOMENTO DA VERDADE É AGORA QUE O MILENIUM BCP O DIAMANTE EM BRUTO VAI COMEÇAR A BRILHAR E A SUBIR SEXTA A FINTCH VAI SUBIR OS RATINGS DO BCP E DE PORTUGAL E EM JULHO A FOSUN IRÁ LANÇAR UMA OPA AO BCP A 0.75

GLINTT Há 1 semana

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 100% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 25%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004

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