Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros próximos de mínimos de 2015 à espera da Fitch. Libra pressionada

Abertura dos mercados: Juros próximos de mínimos de 2015 à espera da Fitch. Libra pressionada

Os juros da dívida nacional estão em queda no mercado secundário, estando muito próximo de mínimo de Abril de 2015. Na próxima sexta-feira, a agência Fitch pode subir o "rating" da dívida nacional. A libra está a ser penalizada por declarações de David Davis.
Abertura dos mercados: Juros próximos de mínimos de 2015 à espera da Fitch. Libra pressionada
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cede 0,10% para 5.354,97 pontos

Stoxx 600 ganha 0,14% para 389,78 pontos

Nikkei valorizou 0,56% para 22.938,73 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desliza 1,1 pontos base para 1,795%

Euro avança 0,18% para 1,1795 euros

Brent em Londres cede 0,38% para 63,19 dólares

 

Bolsas europeias sobretudo em alta

As principais bolsas europeias estão a negociar sobretudo em terreno positivo. A marcar o dia nos mercados europeus vai estar a divulgação do sentimento económico na Zona Euro. Este indicador tem vindo a registar uma evolução positiva. Em Outubro, a confiança económica na Zona Euro subiu para o nível mais alto dos últimos 17 anos, reflectindo as perspectivas mais positivas para a região da moeda única, que cresce há 17 trimestres consecutivos.

Além disso, o mercado pode estar ainda a aguardar pelas revelações dos bancos centrais agendadas para esta semana. A Reserva Federal dos EUA deverá, na quarta-feira, anunciar uma subida da taxa directora de 0,25 pontos base. As estimativas do mercado antecipam que Janet Yellen suba os juros para um intervalo entre 1,25% e 1,50%.


No dia seguinte, na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deverá deixar o plano de compra de activos inalterado, assim como as taxas de juro, depois de ter alargado o seu programa por mais nove meses, até Setembro de 2018. Mario Draghi deverá, porém, traçar novas projecções para a economia do euro, incluindo o primeiro "outlook" para 2020.


O principal índice britânico lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 0,63%, seguido pelo germânico DAX, que sobe 0,21%. O Stoxx 600, índice de referência na Europa, ganha 0,14%.


Em Lisboa, o PSI-20 cede 0,10%, estando a ser penalizado nomeadamente pela EDP Renováveis (recua 0,91% para 6,562 euros), pela Galp Energia (desce 0,35% para 15,505 euros) e pelo BCP (desvaloriza 0,42% para 25,92 cêntimos).

 

Juros em queda à espera da Fitch

Um dos eventos mais aguardados desta semana pelos investidores é a decisão que a agência de notação financeira Fitch pode tomar em relação a Portugal. Depois de em Setembro, a Standard and Poor’s ter surpreendido o mercado e subido o rating da dívida soberana nacional, os investidores esperam agora que Fitch seja a segunda grande agência a colocar a dívida portuguesa num nível acima de lixo.

Esta expectativa tem levado a quedas acentuadas dos juros da dívida portuguesa no mercado secundário. Esta segunda-feira, as "yields" nacionais a dez anos continuam a descer, recuando 1,1 pontos base para 1,795%. O valor mais baixo em que negociaram as obrigações nacionais a dez anos esta segunda-feira foi de 1,789%, muito próximo dos 1,786% registados na última sexta-feira, 8 de Dezembro, e que representam um mínimo de Abril de 2015.

Não são só os juros nacionais que estão em queda. Os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida italiana a dez anos perdem 0,6 pontos base para 1,646%. As "yields" a dez anos de Espanha seguem inalteradas nos 1,401%. E os juros da Alemanha a dez anos cedem 0,6 pontos base para 0,301%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 149,6 pontos.

Falta de compromisso com Brexit penaliza libra

Mesmo apesar do acordo alcançado entre Londres e Bruxelas para o avanço nas negociações sobre o Brexit, a moeda britânica continua pressionada no mercado cambial. A libra cede 0,2% para 1,3367 dólares e cede 0,3% para 0,88198 libras por euro. O secretário britânico para o Brexit, David Davis, deu sinais de que o Reino Unido não está comprometido com alguns dos pontos do acordo que foi assinado na sexta-feira, pois este foi mais uma "declaração de intenções do que uma obrigação legal".  

 

No câmbio do euro face ao dólar, a moeda europeia avança 0,18% para 1,1795 euros, na semana em que a Reserva Federal deverá concretizar nova subida nas taxas de juro.   

 

Petróleo recua após duas sessões em alta 

O petróleo iniciou a semana em queda ligeira, corrigindo das superiores a 1% registadas em cada uma das últimas duas sessões. O Brent em Londres cede 0,38% para 63,19 dólares e em Nova Iorque o WTI recua 0,44% para 57,11 dólares.

 

A contribuir para a descida da cotação da matéria-prima está o anúncio efectuado na sexta-feira, por parte da Baker Hughes, de que o número de plataformas de petróleo e gás nos Estados Unidos subiu pela terceira semana. As declarações no ministro do petróleo do Koweit também estão a pressionar o petróleo, já que Issam Almarzooq afirmou que a OPEP poderá alterar os níveis de produção caso o mercado atinja o equilíbrio antes de Junho do próximo ano.  

 

Bitcoin dispara com arranque de futuros 

A estreia em bolsa dos futuros sobre a bitcoin ficou marcada por uma subida expressiva. Os futuros da Bitcoin chegaram a disparar 25% na sessão de abertura na Cboe Global Markets Inc., o que fez com que tenham sido activadas duas suspensões para a consolidação de ofertas, de acordo com a Bloomberg. A volatilidade estava a ser elevada pelo que este mecanismo serve para tentar aliviar um pouco essa volatilidade. Nos primeiros minutos de negociação, os futuros que começaram a negociar nos 15.000 dólares e atingiram os 16.660 dólares.

A criptomoeda segue nesta altura a subir 12% para 16.422 dólares na bolsa Bitstamp, muito perto do recorde de 16.666,66 dólares fixado na sexta-feira.