Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros sobem pela quarta sessão, bolsas positivas e petróleo em queda

Abertura dos mercados: Juros sobem pela quarta sessão, bolsas positivas e petróleo em queda

As 'yields' associadas à dívida portuguesa agravam em linha com as pares do sul do euro em véspera da reunião do Banco Central Europeu. As acções europeias somam no dia em que foi conhecida a resolução do espanhol Banco Popular.
Abertura dos mercados: Juros sobem pela quarta sessão, bolsas positivas e petróleo em queda
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,21% para 5.330,54 pontos

Stoxx 600 sobe 0,22% para 390,26 pontos

Nikkei avançou 0,02% para 19.984,62 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,3 pontos base para 3,108%

Euro cede 0,17% para 1,1259 dólares

Petróleo em Londres recua 0,7% para 49,77 dólares


EDP, JM e Galp dão segunda sessão de ganhos a Lisboa
A praça portuguesa, que abriu com ganhos ligeiros, ainda experimentou perdas ao início da manhã mas segue agora a acompanhar a toada positiva do resto do Velho Continente.

Por cá são os títulos da EDP, Jerónimo Martins e Galp a sustentar as apreciações. A petrolífera avança apesar das quedas do preço do barril tanto em Nova Iorque como em Londres. No universo EDP, a casa-mãe soma 0,25% e a Renováveis recua 0,03% no dia seguinte às explicações do CEO da eléctrica e de serem conhecidos novos arguidos no âmbito da investigação às rendas da empresa.

Os maiores avanços do índice cabem à Pharol e à Corticeira Amorim, acima de 1%, enquanto as quedas da REN, Montepio e BCP - neste caso de 0,47% para 0,2324 euros - impedem ganhos mais substanciais do PSI-20.

O sector financeiro está esta manhã a reagir em alta na Europa - lidera os ganhos, a subir 1,21% para 
181,69 pontos - depois de conhecida a medida de resolução aplicada ao Banco Popular e a compra pelo valor simbólico de um euro por parte do concorrente Santander. Para suportar a integração do Popular, o Santander vai aumentar o capital em cerca de 7.000 milhões de euros. As acções do banco comprador inverteram das quedas de início de sessão e somam 0,41% para 5,82 euros.

Juros sobem há quatro dias
As taxas de juro associadas à dívida europeia estão a agravar-se um pouco por toda a Europa esta quarta-feira. Portugal acompanha a tendência, através das quais as rendibilidades pedidas pelos investidores sobem, reflectindo uma queda do preço das obrigações. É o quarto dia de avanços.

A "yield" a dez anos, o prazo de referência, avança 2,3 pontos base para 3,108%, seguindo um comportamento que ocorre na generalidade das maturidades. É o quarto dia em que fecha acima de 3%, depois de ter, na semana passada, recuado desta fasquia. O prémio de risco, medido pela diferença face às taxas de dívida germânica, agrava-se para valores sentidos em Maio.

Espanha, marcada pela resolução do Popular, também regista um avanço nos juros, em que é acompanhada por economias como França, Itália e a própria Alemanha. Comportamentos que antecedem a reunião do Banco Central Europeu, agendada para esta quinta-feira, 8 de Junho.

Euro corrige
O euro está a perder 0,17% para 1,1259 dólares, cedendo terreno após o avanço de ontem, que se tinha seguido a uma desvalorização na passada sexta-feira.

Esta semana é marcada pelas eleições, na quinta-feira, no Reino Unido, para onde estão os olhares dos especialistas no mundo cambial, para tentar perceber a evolução da libra, antecipando-se uma subida da moeda com a vitória de May e a queda se não houver vencedor efectivo.

Petróleo cai 

Os preços do petróleo estão a ceder terreno nos mercados internacionais, com perdas superiores a 0,5%. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte perde 0,70% para 49,77 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, recua 0,64% e negoceia nos 47,88 dólares por barril.

 

Segundo adianta a agência Bloomberg, o recuo deve-se aos dados divulgados nos Estados Unidos que mostram que as reservas de gasolina avançaram, ao invés de recuarem, como era esperado. 

Ouro já soma mais de 10% desde o início do ano
A cotação do metal amarelo aproxima-se dos 1.300 dólares por onça e negoceia próximo do máximo intradiário de 9 de Novembro conquistado na sessão de terça-feira, numa altura em que os investidores se posicionam para o resultado das eleições desta quinta-feira no Reino Unido, dia em que também pode haver evolução da situação política nos Estados Unidos, com a audição do antigo líder do FBI James Comey.

Desde o início do ano que este activo de refúgio já apreciou 13% e, de acordo com a Bloomberg, os acontecimentos desta semana podem dar-lhe novas valorizações.

(Notícia actualizada às 9:46 com mais informação)




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comentários mais recentes
O BCP e os CARVALHOS 07.06.2017

MONTEPIO + 90 % BCP -- 5 % PHAROL + 10 % BCP -- 3 % CIMPOR + 130 % BCP --- 25 % cortiçeira AMORIM + 120 % BCP --- 8 % RAIOS PARTAM o MILENIUM BCP QUE NÃO VALE A PONTA DE UM CARVALHO

GLINTT 07.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 100% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 10%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

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