Mercados num minuto Abertura dos mercados: Novas Rotas da Seda impulsionam bolsas. Juros sobem  

Abertura dos mercados: Novas Rotas da Seda impulsionam bolsas. Juros sobem  

Os planos de investimento da China estão a ser bem recebidos nas bolsas. O petróleo sobe mais de 2% depois da Rússia e Arábia Saudita terem fixado uma data para prolongar os cortes de produção.
Abertura dos mercados: Novas Rotas da Seda impulsionam bolsas. Juros sobem  
Nuno Carregueiro 15 de maio de 2017 às 09:20

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,2% para 5.226,93 pontos

Stoxx 600 soma 0,16% para 396,28 pontos

Nikkei desvalorizou 0,07% para 19.896,85 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 5,6 pontos para 3,429%

Euro valoriza 0,08% para 1,0940 dólares

Petróleo em Londres sobe 2,1% para 51,91 dólares o barril

 

Bolsas em alta com plano da China 

O plano de investimentos da China levou os índices accionistas do país para máximos de Março e está também e beneficiar as praças europeias no arranque da sessão, com os investidores optimistas com o impacto do projecto denominado  Novas Rotas da Seda.

 

O Presidente da China anunciou este fim-de-semana milhares de milhões de dólares para projectos que integrem a iniciativa Novas Rotas da Seda, ambicioso projecto de infraestruturas com qual Pequim pretende cimentar as suas relações comerciais na Ásia, Europa e África.

 

O plano da China está ainda numa "fase muito prematura", mas é um sinal que a China está a regressar ao modelo "liderado pelo investimento, o que significa que vão continuar a impulsionar a economia através dos gastos em infra-estruturas", afirmou à Bloomberg Raymond Yeung, economista chefe do Australia & New Zeland Banking Group.

 

O Stoxx 600 soma 0,2% e a maioria dos índices nacionais está também e em terreno positivo. Uma tendência que Lisboa não acompanha devido à EDP, que recua mais de 5% uma vez que está hoje a descontar o dividendo de 19 cêntimos que vai pagar aos seus accionistas. Os restantes pesos pesados (BCP, Galp e Jerónimo Martins) marcam ganhos em torno de 1%. 

 

Juros corrigem de quedas

Corrigindo do movimento de queda registado nas últimas sessões, os juros de Portugal estão em alta no arranque da semana. A "yield" das obrigações a 10 anos sobe mais de 5 pontos para 3,43%, um agravamento mais forte do que o registado noutros países. O "Spread" face à dívida alemã está a aumentar 4 pontos base para 302 pontos base.

 

Euro em alta ligeira 

A moeda europeia arrancou a semana em alta ligeira, negociando acima de 1,09 dólares. A política monetária continua a ser o foco do mercado cambial, sendo que apesar de se manterem as expectativas de subida de juros da Fed em Junho, as probabilidades diminuíram. A este cenário é agora atribuída uma probabilidade de 70%, uma vez que recuaram as expectativas sobre as pressões inflacionistas nos Estados Unidos.       

 

Rússia e Arábia Saudita impulsionam petróleo

Os preços do petróleo arrancaram a semana a valorizar cerca de 2%, em reacção ao compromisso da Rússia e da Arábia Saudita em prolongarem os cortes na produção da matéria-prima até Março de 2018. O Brent, que negoceia em Londres, avança 2,1% para 51,91 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o WIT soma 2,05% para 48,82 dólares, tendo ficado máximos de Março.

 

Numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo russo, o ministro da energia da Arábia Saudita afirmou que é necessário manter os actuais volumes de produção até ao primeiro trimestre do próximo ano, para que seja atingido o objectivo de os inventários da matéria-prima ficaram na média dos últimos cinco anos.

 

Ferro recupera de mínimos de seis meses 

A acumulação de reservas de minério de ferro levou a que esta matéria recuasse para mínimos de Novembro do ano passado. O total dos stocks do país atingiu um novo máximo, depois das reservas terem registado a maior subida de sempre desde Fevereiro. A contribuir para a subida ligeira do preço do ferro em bolsa (0,22%) estará também o plano de investimentos da China.




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