Mercados num minuto Abertura dos mercados: Petróleo em máximos de sete meses puxa pelas bolsas

Abertura dos mercados: Petróleo em máximos de sete meses puxa pelas bolsas

As bolsas europeias estão em terreno positivo, beneficiando com a valorização dos preços das matérias-primas, com destaque para o petróleo que em Londres está a ser transaccionado acima dos 50 dólares. Os juros da dívida portuguesa e o euro estão a corrigir.
Abertura dos mercados: Petróleo em máximos de sete meses puxa pelas bolsas
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,01% para 5.283 pontos

Stoxx 600 ganha 0,35% para 382,12 pontos

Nikkei valorizou 0,48% para 20.050,16 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,5 pontos base para 2,95%

Euro recua 0,17% para 1,1627 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,84% para 50,62 dólares o barril

 

Subida das matérias-primas impulsiona bolsas 

As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, com os índices a ser impulsionados pelas produtoras de matérias-primas, numa sessão em que as "comodities" estão a ganhar terreno, com particular destaque para o petróleo.

 

Depois de ontem Wall Street ter marcado novos recordes e de hoje as praças asiáticas também terem marcado ganhos, o Stoxx ganha 0,35% para 382,12 pontos. As bolsas têm beneficiado com os resultados empresariais acima do esperado (80% das empresas norte-americanas apresentaram números que superaram as expectativas dos analistas) e os investidores aguardam também com expectativa os resultados da reunião da Reserva Federal, sendo expectável que Janet Yellen mantenha os juros entre 1 e 1,25% e dê mais pistas sobre quando vai agravar o preço do dinheiro e começar a reduzir o balanço do banco central.

 

O PSI-20 desce 0,01% para 5.283 pontos, com a queda da EDP Renováveis a impedir o índice português de acompanhar a tendência dos congéneres. A cotada desce 2,57% para 6,781 euros depois de a EDP ter ontem descartado a possibilidade de rever em alta a contrapartida da OPA sobre a cotada, que assim permanece nos 6,75 euros. A empresa liderada por Manso Neto anunciou esta manhã que fechou o primeiro semestre com lucros de 134 milhões de euros, mais do duplicando o registado no período homólogo.

 

Juros retomam tendência de queda

Os juros da dívida soberana portuguesa estão no arranque da sessão a retomar a tendência de queda, corrigindo parte dos fortes avanços registados na tarde de ontem, que foi marcada pelo regresso da Grécia aos mercados de financiamento de médio e longo prazo após uma ausência de três anos. Atenas colocou 3.000 milhões de euros a cinco anos, com uma taxa de 4,625%.

 

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos desce 2,5 pontos base para 2,95%, depois de ontem ter estado abaixo de 2,9% durante a manhã. A taxa de rendibilidade das obrigações com a mesma maturidade, que ontem disparou 7 pontos base, está hoje a descer 1 ponto base para 0,55%, pelo que a "spread" da dívida portuguesa, que ontem tocou em mínimos de Janeiro de 2016, está nesta altura nos 240 pontos base.  

 

Euro corrige de máximos de dois anos 

A moeda europeia está a corrigir dos máximos de quase dois anos fixados na sessão de ontem, quando beneficiou de dados positivos para a economia europeia, com o índice que mede o sentimento da confiança dos empresários alemães a fixar novos máximos históricos.

 

Depois de ter superado os 1,17 dólares pela primeira vez desde 2015, o euro segue esta manhã a recuar 0,17% para 1,1627 dólares. Os investidores do mercado cambial também aguardam com expectativa os resultados da reunião da Fed, que já subiu os juros por duas vezes este ano e deverá esperar por Setembro para dar indicações de como vai reduzir o seu balanço.

Petróleo soma para máximos de sete meses 

O petróleo está em alta no mercado, puxando por outros activos. A matéria-prima está a ser impulsionada pela expectativa de que o American Petroleum Institute revela uma quebra das reservas de petróleo, o que significa que há uma maior procura.

 

O avanço dos preços do petróleo não é, contudo, um exclusivo da sessão desta quarta-feira. Há três dias consecutivos que se regista uma valorização nos mercados internacionais, até pelas indicações de que os Emirados Árabes Unidos vão manter os cortes de produção.

 

Em Nova Iorque, os contratos futuros de West Texas Intermediate (WTI) somam 1,09% para valerem 48,41 dólares por barril. Já em Londres, mercado de referência para as importações nacionais, o Brent do Mar do Norte segue a negociar nos 50,62 dólares por barril, um avanço de 0,84% em relação ao fecho de ontem.

 

Cobre em máximos de dois anos 

Um metal precioso em alta é o cobre. Os contratos futuros a três meses, a referência, estão a somar 2,8% para 6.400 dólares por tonelada métrica na bolsa londrina. Esta é a cotação mais elevada desde Maio de 2015, ou seja, é o valor mais alto em mais de dois anos, segundo a Bloomberg.

 

A expectativa de que a economia chinesa terá um desempenho melhor do que o anteriormente esperado pelos economistas dinamiza o cobre. Para além disso, de acordo com a mesma agência de informação, especula-se que a China poderá acabar por reduzir a oferta, o que também impulsiona o preço.

 




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comentários mais recentes
BCP AMANHÃ CAI -- LHES OS CORNOS 26.07.2017

AQUELES QUE HOJE ANDAM A MARRAR O BCP 2% PARA BAIXO AMANHÃ COM OS SEU SUPER RESULTADOS VÃO VÊ -- LO SUBIR 8 % PARA CIMA ATÉ OS CORNOS LHES VÃO CAIR E VÃO PASSAR o FIM DE SEMANA ENCHARCADOS EM XANAXES

Mais uma mentira 26.07.2017

Qual maximo de sete meses qual carapuça no dia 1 de Junho passado por exemplo o preço era 51 dolars - mais alto que o atual : ver : http://www.nasdaq.com/markets/crude-oil-brent.aspx - com 2jornalismo" deste c alibre não admira que as gasolineiras apliquem o preço que lhes apetece !

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