Mercados num minuto Abertura dos mercados: Petróleo em 'mercado urso' volta a tirar fôlego às bolsas

Abertura dos mercados: Petróleo em 'mercado urso' volta a tirar fôlego às bolsas

A descida dos preços do petróleo está a penalizar as bolsas europeias pela terceira sessão consecutiva, num dia em que os juros da dívida da generalidade dos países do euro estão em queda.
Abertura dos mercados: Petróleo em 'mercado urso' volta a tirar fôlego às bolsas
Reuters
Rita Faria 22 de junho de 2017 às 09:17

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,34% para 5.254,14 pontos

Stoxx 600 perde 0,30% para 387,33 pontos

Nikkei desvalorizou 0,14% para 20.110,51 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 1,2 pontos para 2,909%

Euro recua 0,06% para 1,1162 dólares

Petróleo em Londres desce 0,09% para 44,78 dólares o barril

Bolsas europeias desvalorizam pela terceira sessão

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quinta-feira, 22 de Junho, pela terceira sessão consecutiva, penalizadas pelos baixos preços do petróleo. A queda da matéria-prima está a reflectir-se nas empresas do sector da energia, que são as que mais penalizam o índice Stoxx600, de referência para a Europa.

Na bolsa nacional é precisamente a Galp Energia a empresa que mais pressiona, com uma desvalorização de 1,10% para 13,04 euros. A contribuir para a descida está ainda o BCP, que desce 0,68% para 23,54 cêntimos, e a EDP, que perde 0,92% para 3,002 euros, depois de ter anunciado ontem a emissão de mil milhões de dólares de dívida a sete anos.

Juros portugueses descem após leilão

Os juros da dívida portuguesa estão a cair no mercado secundário, depois de, ontem, Portugal ter ido ao mercado com um leilão de bilhetes do Tesouro, tendo conseguido financiar-se a taxas negativas, que foram as mais baixas de sempre. Uma tendência que se tem assistido nos leilões realizados nos últimos meses.


Nos títulos a 3 meses, o ICGP colocou 250 milhões de euros, com uma taxa de -0,337%, enquanto nos títulos a 11 meses, o instituto que gere a dívida portuguesa colocou mil milhões de euros a uma taxa de -0,264%.

 

Nesta altura, a ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos desce 1,2 pontos para 2,909%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a queda é de 1,3 pontos para 1,357%. Na Alemanha, os juros aliviam 1,4 pontos para 0,251%.

Dólar cai pela segunda sessão

O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está em queda pela segunda sessão consecutiva, penalizado pelas dúvidas em torno do ritmo de subida dos juros nos Estados Unidos.

Esta quinta-feira, a Reserva Federal norte-americana apresenta, às 21:30 de Lisboa (16:30 em Washington), os resultados da primeira parte dos seus testes de stress anuais à banca, realizados no âmbito da Lei Dodd-Frank promulgada após a crise financeira de 2008. No ano passado, a Fed divulgou a 29 de Junho os resultados dos testes de stress realizados a 33 grandes instituições financeiras e houve dois chumbos: as unidades norte-americanas do alemão Deutsche Bank e do espanhol Santander. E um terceiro, o Morgan Stanley, passou à justa.

Petróleo prolonga perdas

O petróleo continua a negociar em queda nos mercados internacionais, devido aos receios de excesso de oferta no mercado, apesar dos esforços da OPEP para reduzir a produção do grupo.

A matéria-prima já está mesmo em "mercado urso", descendo mais de 20% desde o máximo anterior atingido em Janeiro.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,09% para 42,29 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,09% para 44,78 dólares.

Ouro recupera de mínimos de mais de um mês

O ouro está a negociar em alta, depois de ter tocado ontem no valor mais baixo desde 17 de Maio. O metal precioso está a beneficiar da crescente expectativa de que a Fed só vai subir os juros mais uma vez este ano, devido à queda dos preços do petróleo que deverá minar a subida da inflação.

O ouro ganha 0,52% para 1.252,99 dólares, enquanto a prata avança 0,93% para 16,6205 dólares. 




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