Mercados num minuto Abertura dos mercados: Petróleo recua de máximos. Bolsas e euro em alta

Abertura dos mercados: Petróleo recua de máximos. Bolsas e euro em alta

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo acompanhando a tendência do euro, que regressou aos ganhos. Os preços do petróleo estão a aliviar de máximos recentes.
Abertura dos mercados: Petróleo recua de máximos. Bolsas e euro em alta
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,34% para 5.786,13 pontos

Stoxx 600 cresce 0,34% para 399,91 pontos

Nikkei desvalorizou 0,16% para 23.631,88 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos ganham 1 ponto base para 1,915%

Euro aprecia 0,50% para 1,2457 dólares

Petróleo em Londres desce 0,30% para 70,21 dólares

 

Bolsas europeias no verde

As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente em alta, depois de uma sessão mista na Ásia, e numa altura em que o euro segue novamente a ganhar terreno face ao dólar.

Ontem o dia foi marcado pelo anúncio do Banco Central Europeu (BCE) de manter inalterados os juros na região. E sinalizou que o programa de compra mensal de activos actual vai manter-se em vigor. Assim, a autoridade monetária vai continuar a comprar até ao final do terceiro trimestre do ano até 30 mil milhões de euros em activos.

A liderar os ganhos na Europa está o francês CAC40, que sobe 0,74%, seguido pelo britânico Footsie, que sobe 0,37%. O Stoxx 600 avança 0,34%.

Juros pouco alterados

Na conferência de imprensa de ontem, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, mostrou-se optimista com a evolução da economia europeia e com a subida da inflação. Apesar de o BCE ter reiterado abertura para manter o programa de compra de activos além de Setembro, o facto de Draghi não ter revelado preocupações com a alta do euro e ter dados sinais positivos sobre a economia impulsionou as "yields" de todas as obrigações soberanas do euro. 

As palavras de Mario Draghi podem estar ainda a ter eco nos mercados de dívida. Por esta altura, os juros da dívida pública portuguesa a dez anos crescem 1 ponto base para 1,915%. Os juros das obrigações alemães a uma década, que ontem tocaram em máximos de Dezembro de 2015, seguem esta manhã a ceder 1,5 pontos base para 0,596%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 132,3 pontos.

Euro regressa aos ganhos

A moeda da Zona Euro está novamente a valorizar face ao dólar, subindo 0,50% para 1,2457 dólares. A divisa europeia pode estar ainda a ser alimentada pelos comentários de ontem do líder do BCE, que se mostrou satisfeito com a evolução económica da região e que não deu sinais de estar muito preocupado com valorização da moeda única.

O dólar chegou ontem a recuperar um pouco das quedas recentes, alimentada pelas palavras do presidente norte-americano, Donald Trump, que indicou que quer um dólar mais forte.

Um comentário que surgiu depois do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ter dito na chegada ao Fórum Económico Mundial que "um dólar mais fraco é bom para nós [EUA]. Uma afirmação que levou o mercado a especular se os Estados Unidos poderiam promover a desvalorização do dólar como forma de impulsionar as exportações das firmas norte-americanas.

Ontem, Steven Mnuchin esclareceu que Washington não está preocupada com a cotação do dólar no curto prazo e que EUA "não querem entrar em guerras comerciais".

Shahab Jalinoos, do Credit Suisse, disse à Bloomberg que geralmente "não há muitos comentários sobre o valor do dólar por parte quer do secretário do Tesouro quer pelo presidente, é um evento raro. Por isso, o mercado tende a prestar atenção quando isso acontece".

Petróleo alivia de máximos de 2014

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, aliviando dos máximos registados na sessão de ontem.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 0,20% para 65,38 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desce 0,30% para 70,21 dólares.

Na sessão de ontem, a matéria-prima renovou máximos de Dezembro de 2014, animada pela queda das reservas de crude nos Estados Unidos pela décima semana consecutiva, para o nível mais baixo desde Fevereiro de 2015.    

Ouro contraria evolução do dólar

O ouro está a negociar em alta, preparando-se para completar esta sexta-feira a sexta semana de ganhos em sete. O metal amarelo tem beneficiado da desvalorização do dólar, que o levou a atingir máximos de Agosto de 2016 na sessão de ontem.

Nesta altura, o ouro ganha 0,49% para 1.354,92 dólares por onça, enquanto a prata valoriza 1,18% para 17,5020 dólares.

A contribuir para a evolução positiva do ouro está ainda a garantia do presidente do banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que vê "muito poucas hipóteses" de uma subida dos juros este ano.  

 




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comentários mais recentes
Bernardo Há 4 semanas

no fim do dia, os shorts vão ganhar muito dinheiro

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