Mercados num minuto Abertura dos mercados: Plano Trump sustenta bolsas, petróleo e metais

Abertura dos mercados: Plano Trump sustenta bolsas, petróleo e metais

O pé-atrás na eleição de Trump está a dar lugar à recuperação gradual nos mercados internacionais, à boleia do seu plano económico. As bolsas europeias seguem o verde da Ásia e dos EUA e as matérias-primas estão em alta perante especulação de maior procura.
Abertura dos mercados: Plano Trump sustenta bolsas, petróleo e metais
Paulo Zacarias Gomes 10 de Novembro de 2016 às 09:31

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,35% para 4.510,85 pontos

Stoxx 600 avança 1,12% para 343,63 pontos

Nikkei disparou 6,72% para 17.344,42 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,5 pontos base para 3,3%

Euro sobe 0,1% para 1,09 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,47% para 46,58 dólares por barril

Bolsas europeias seguem recuperação

Depois de ontem Wall Street já ter recuperado da surpresa Trump – fechando o dia com ganhos de 1% -, as linhas gerais do programa económico do Presidente eleito dos EUA (mais investimento e menos impostos) parecem descansar os investidores um pouco por todo o mundo.

 

Na Ásia, as principais praças mais do que recuperaram do tombo de ontem – o Nikkei japonês fechou a disparar mais de 6% - e o regresso aos ganhos estendeu-se aos índices europeus, com o Stoxx 600 a somar mais de 1%.

 

O PSI-20 regista o ganho mais modesto do Velho Continente, a somar 0,35%, com as quedas da Jerónimo Martins e do universo EDP a impedirem maiores ganhos.

 

Juros portugueses em segunda sessão de altas

Os juros a que a dívida portuguesa transacciona em mercado secundário registam a segunda sessão consecutiva de agravamentos, ainda assim ligeiros (mais 2,5 pontos-base para 3,3%). A apreciação é comum aos países da periferia do euro, enquanto na Alemanha as ‘yields" recuam. O prémio de risco em relação às obrigações germânicas a dez anos está 307,5 pontos base, pouco alterado face à sessão de ontem.

 

Dólar cede de máximos de oito meses

O valor da moeda norte-americana recua em relação às principais contrapartes, incluindo o euro - depois de três sessões de avanços, a nota verde recua agora 0,1% para 0,9158 euros. Também a recuperar das fortes quedas de ontem (superiores a 7%, perante receios de que a política Trump venha a pôr em causa as relações comerciais EUA-México) está o peso mexicano. Ganha 0,04% para 0,050 dólares, desviando-se do mínimo histórico. 

Petróleo indefinido mas acima dos 45 dólares

Os preços do petróleo apresentam sinal contrário dos dois lados do Atlântico enquanto os investidores ponderam a política energética da administração Trump. Em Londres, o Brent do Mar do Norte segue a ganhar 0,47% para 46,58 dólares por barril, e em Nova Iorque o West Texas Intermediate cede muito ligeiros 0,07% para 45,24 dólares. 


Cobre em máximos de mais de um ano

As commodities metálicas estão a beneficiar da especulação de aumento da procura gerada pelo plano de infra-estruturas da futura administração Trump, que promete gastar 500 mil milhões de dólares em novos equipamentos. O preço da tonelada métrica de cobre dispara 4,09% para 256 dólares, prolongando o valor mais elevado em 16 meses. Metais como o níquel e os preciosos prata e ouro também avançam.




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