Mercados num minuto Abertura dos mercados: PSI-20 contraria perdas da Europa e juros caem pela segunda sessão  

Abertura dos mercados: PSI-20 contraria perdas da Europa e juros caem pela segunda sessão  

As bolsas europeias não conseguem acompanhar a recuperação registada ontem pelas praças norte-americanas. O petróleo e o euro voltam a subir e os juros da dívida europeia caem pela segunda sessão.
Abertura dos mercados: PSI-20 contraria perdas da Europa e juros caem pela segunda sessão   
Reuters
Nuno Carregueiro 13 de fevereiro de 2018 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 ganha 0,4% para 5.394,80 pontos

Stoxx 600 desvaloriza 0,18% para 372,27 pontos

Nikkei caiu 0,65% para 21.244,68 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,7 pontos base para 2,059%

Euro valoriza 0,24% para 1,2321 dólares

Petróleo valoriza 0,34% para 62,80 dólares por barril em Londres 

 

Bolsas europeias regressam às perdas

As praças europeias ainda abriram em terreno positivo, a copiar a tendência de recuperação de ontem de Wall Street, mas rapidamente inverteram para o vermelho, com a volatilidade de novo a marcar a sessão nos mercados accionistas. O Stoxx 600 desvaloriza 0,18% para 372,27 pontos, numa altura em que a maioria dos índices europeus está em terreno negativo.

 

Os investidores vão estar hoje atentos aos dados da inflação no Reino Unido, depois do Banco de Inglaterra ter surpreendido na semana passada ao sinalizar aumentos das taxas de juro devido às pressões inflacionistas no país. Amanhã será a vez dos Estados Unidos anunciarem os dados da inflação de Janeiro, um dado que irá dar mais pistas sobre a necessidade de Reserva Federal acelerar o ritmo de aumento do preço do dinheiro.

 

Lisboa consegue para já contrariar a tendência negativa das principais praças europeias, com o PSI-20 a ganhar 0,4% para 5.394,80 pontos. O índice português chegou a marcar ganhos de quase 1%, sendo que na abertura da sessão as 18 cotadas do índice negociavam em terreno positivo. A Jerónimo Martins e o BCP são os títulos que mais impulsionam o índice português.

 

Iene beneficia de estatuto de refúgio 

A moeda japonesa está ser um dos principais activos e refúgio nesta altura de turbulência nos mercados accionistas. O iene ganha mais de 1% face ao dólar, com a moeda norte-americana a transaccionar nos 107,54 ienes, muito perto do máximo de dois anos fixado nos 107,32 ienes. A força do iene foi um dos principais motivos para a bolsa japonesa fechar em terreno negativo, com o Nikkei a ceder 0,65% pressionado pelas exportadoras.  

 

O dólar, que também beneficiou com a queda das acções, volta hoje a perder terreno. O índice do dólar recua 0,3% para o valor mais baixo da semana e o euro valoriza 0,24% para 1,2321 dólares.

 

Juros da dívida em queda 

Os juros da dívida soberana na Europa estão a recuar pela segunda sessão, com os investidores de olhos postos nos dados da inflação no Reino Unido, que apontam para uma descida da taxa de 3% para 2,9%.

 

A "yield" das bunds alemãs a 10 anos cede 3,9 pontos para 0,718%, enquanto os juros das obrigações do Tesouro caem 1,7 pontos base para 2,059%, pelo que o spread da dívida nacional está a agravar-se para 134 pontos base.

 

Petróleo recupera pela segunda sessão 

O petróleo está a valorizar pela segunda sessão, recuperando do ciclo de seis dias em queda e depois de na semana passada a matéria-prima ter sofrido a queda mais intensa em dois anos. A sustentar a cotação da matéria-prima estão as declarações do actual presidente da OPEP, que desvalorizou os efeitos do aumento da produção dos Estados Unidos. Suhail Al Mazrouei, que também é ministro da energia dos Emirados Árabes Unidos, alega que a procura mundial pela matéria-prima é robusta o suficiente para acabar com o excesso de oferta que há no mercado.

 

O WTI em Nova Iorque valoriza 0,27% para 59,45 dólares. O brent, em Londres, avança 0,34% para 62,80 dólares.

 

Ouro beneficia com queda do dólar 

O ouro está a subir pela segunda sessão, beneficiando com a correcção do dólar, o que torna mais atractivo o investimento no metal precioso. A cotação do ouro, no mercado à vista em Londres, valoriza 0,52% para 1.329,55 dólares.




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