Mercados num minuto Abertura dos mercados: Resultados, bancos centrais e eleições condicionam bolsas

Abertura dos mercados: Resultados, bancos centrais e eleições condicionam bolsas

As bolsas europeias seguem sem uma tendência definida depois da mais longa série de quedas em dois anos. O petróleo sobe e o ouro desvaloriza.
Abertura dos mercados: Resultados, bancos centrais e eleições condicionam bolsas
Rita Faria 03 de Novembro de 2016 às 09:29
Os mercados em números
PSI-20 desce 0,65% para 4.518,61 pontos
Stoxx 600 sobe 0,17% para 332,10 pontos
Nikkei esteve encerrado devido a feriado no Japão (Dia da Cultura)
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,9 pontos para 3,271%
Euro inalterado nos 1,1098 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,3% para 47 dólares

Bolsas europeias entre ganhos e perdas ligeiras 
As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida esta quinta-feira, 3 de Novembro, depois de terem completado ontem a oitava sessão consecutiva de desvalorizações – a mais longa série de perdas desde 2014.

Os mercados foram pressionados pela incerteza em torno das eleições nos Estados Unidos depois de ser revelada uma sondagem dando vantagem a Donald Trump.

Esta quinta-feira, as bolsas continuam a ser condicionadas pelas eleições presidenciais norte-americanas, pelos resultados das empresas e pelas decisões dos bancos centrais, no dia em que se espera o veredicto do Banco de Inglaterra.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,65% para 4.518,61 pontos, penalizado sobretudo pela EDP Renováveis e pelo BCP. O banco liderado por Nuno Amado recua 1,16% para 1,1901 euros, depois de ter adiado a apresentação de resultados de 7 para 9 de Novembro, para coincidir com a realização da AG. Já a EDP Renováveis recua 1,13% para 6,492 euros, depois de ter revelado que os seus lucros caíram 71% até Setembro para 29 milhões de euros.

Juros sobem na Europa
Os juros da dívida pública estão a subir na generalidade dos países da Zona Euro, numa altura em que impera o nervosismo nos mercados. Em Portugal, os juros das obrigações a dez anos sobem 2,9 pontos para 3,271%, depois do alívio registado na sessão de ontem. Nas últimas oito sessões, os juros portugueses subiram em seis.

Em Espanha, a ‘yield’ da dívida a dez anos agrava-se em 2,3 pontos para 1,229%, enquanto na Alemanha sobe 0,9 pontos para 0,139%.

Libra valoriza pela quinta sessão
A moeda britânica está a ganhar terreno face ao dólar pela quinta sessão consecutiva, antes de ser conhecida a decisão do Banco de Inglaterra sobre os juros e o veredicto da justiça sobre se a primeira-ministra Theresa May pode invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa para a saída do Reino Unido da EU sem um voto no parlamento.

A decisão do tribunal será conhecida esta manhã, duas horas antes de o banco de Inglaterra anunciar as conclusões da sua reunião de política monetária. A expectativa é que a autoridade monetária deixe os juros inalterados no mínimo histórico de 0,25%.

A libra ganha 0,3% para 1,2341 dólares.

Petróleo valoriza pela primeira vez em cinco sessões
O petróleo está a registar uma subida ligeira nos mercados internacionais, corrigindo das descidas registadas nas últimas sessões. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,22% para 45,44 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, avança 0,3% para 47 dólares.

Na sessão de ontem, a matéria-prima negociou no valor mais alto desde o final de Setembro, penalizada pela resistência de alguns países da OPEP em participar no corte de produção acordado nesse mês.

Por outro lado, as reservas de crude nos Estados Unidos registaram a maior subida desde 2008, reavivando os receios em torno do excesso de oferta a nível global.

Ouro desce após comentários da Fed
O ouro está a negociar em queda ligeira, depois de cinco sessões consecutivas de ganhos, em que o clima de incerteza em torno das eleições nos EUA levou os investidores a refugiarem-se neste metal precioso.

Além de estar a corrigir dos ganhos, o ouro está a reflectir as conclusões da reunião de política monetária da Reserva Federal. Apesar de ter deixado os juros inalterados entre 0,25% e 0,5%, a Fed sinalizou que uma subida está próxima.

O ouro desce 0,10% para 1.295,55 dólares por onça, enquanto a prata recua 0,71% para 18,3503 dólares.

 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub