Mercados num minuto Abertura dos mercados: Risco da dívida em mínimos de 2015, bolsas mistas e petróleo em alta

Abertura dos mercados: Risco da dívida em mínimos de 2015, bolsas mistas e petróleo em alta

A instabilidade em Espanha e as eleições no Japão dominam o andamento das bolsas, enquanto a dias da reunião do BCE os juros no euro estão em queda. O barril de petróleo ganha à espera da OPEP e os avanços do dólar tiram brilho ao ouro.
Abertura dos mercados: Risco da dívida em mínimos de 2015, bolsas mistas e petróleo em alta
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,18% para 5.461,98 pontos

Stoxx 600 cede 0,07% para 389,85 pontos

Nikkei valorizou 1,11% para 21.696,65 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,16 pontos para 2,292%

Euro recua 0,2% para 1,1761 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,45% para 58,01 dólares o barril

Bolsas mistas: Lisboa sobe, Madrid perde
O dia começou sem grandes variações nas praças europeias, com Lisboa e outras pares, como Paris e Amesterdão, na linha de água, ainda que em sentido positivo. Já Madrid iniciou o dia com perdas, que tem vindo a intensificar.

As praças europeias não acompanham totalmente a toada positiva do Japão, onde as eleições que deram a vitória ao partido do primeiro-ministro renderam a 15.ª sessão consecutiva de ganhos ao índice Nikkei. Algo nunca antes visto.

Na Europa, a Catalunha continua a ser um motivo de tensão, após a declaração de Madrid de que vai retirar a autonomia à região e obrigar à realização de eleições. Assim, o IBEX-35 recua 0,9%, com o índice europeu Stoxx Europe 600 a ceder 0,07%. Esta semana, um outro factor a determinar a evolução dos mercados prende-se com a reunião do Banco Central Europeu, de onde poderão sair limites ao programa de compra de activos lançado pelo banco central.

Já Lisboa segue a ganhar 0,25%, com o impulso a ser dado pela Jerónimo Martins, pelo BCP e pelo grupo EDP.

Risco da dívida em mínimos de Dezembro de 2015 em semana de BCE
Os juros a que transacciona a generalidade da dívida da Zona Euro em mercado secundário aliviam na semana em que o Banco Central Europeu reunirá com o tema da redução do pacote de compras de activos sobre a mesa.

A ‘yield’ de Portugal a 10 anos está próxima de mínimos de Dezembro de 2015, recuando pela terceira sessão e descendo 0,16 pontos-base, enquanto o prémio de risco – diferencial para os juros alemães no mesmo prazo – já estão no valor mais baixo desse mês, ou seja, em quase dois anos, em 185,63 pontos base.

Nikkei em mínimos de três meses com vitória de Abe, euro cai pela segunda sessão
A vitória do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe nas eleições do fim-de-semana – e a expectativa de que continue a política monetária ultra-expansionista no país – tiram força ao iene, levando-o para mínimos de mais de três meses, o que impulsionou as bolsas do país para máximos de 20 anos.

Já a moeda única europeia recua face ao dólar, em semana de BCE – que pode trazer alterações à política de estímulos de Mario Draghi - e com a nota verde a beneficiar da especulação em torno da prometida reforma fiscal da Casa Branca e à espera que Donald Trump indique o sucessor de Janet Yellen na Reserva Federal norte-americana. 

Petróleo avança pelo segundo dia à boleia da OPEP
O valor do barril de "ouro negro" avança pelo segundo dia consecutivo, depois de responsáveis do cartel de produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terem mantido que todas as opções estão em aberto para a próxima reunião da organização, a 30 de Novembro, o que inclui alargar o período de cortes de produção para lá do final de Março.

A favorecer as subidas estão ainda os receios em torno do conflito no Iraque, entre forças governamentais e curdos, que têm colocado pressão do lado da oferta.

Ouro em mínimos de duas semanas
Os ganhos do dólar estão a tirar brilho ao ouro, que recua para o valor mais baixo desde 9 de Outubro.

"O dólar forte tem tido influência na redução de valor do ouro. (…) Tanto a expectativa de reforma fiscal [de Trump] como a vitória de Shinzo Abe contribuíram para favorecer o dólar. Eventos que contribuem também para um maior apetite pelo risco, fazendo recuar a procura pelo ouro," disse à Bloomberg Jingyi Pan, da IG.



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