Mercados num minuto Abertura dos mercados: Rotação das tecnológicas para a banca mantém bolsas em alta

Abertura dos mercados: Rotação das tecnológicas para a banca mantém bolsas em alta

Numa sessão em que as bolsas continuam com sinal positivo, a moeda britânica volta a recuar devido à ausência de acordo sobre o Brexit.
Abertura dos mercados: Rotação das tecnológicas para a banca mantém bolsas em alta
Reuters
Nuno Carregueiro 05 de dezembro de 2017 às 09:32

Os mercados em números
PSI-20 soma 0,46% para 5.388,02 pontos

Stoxx 600 cede 0,01% para 387,44 pontos
Nikkei caiu 0,37% para 22.622,38 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal desce 1,5 pontos base para 1,88%
Euro desce 0,14% para 1,1848 dólares
Petróleo cede 0,13% para 62,37 dólares em Londres

 

Banca impulsiona bolsas 

As bolsas europeias continuam a negociar em terreno positivo, à boleia da aprovação da reforma fiscal nos Estados Unidos. As bolsas asiáticas fecharam mistas e Wall Street atingiu ontem novos recordes, embora a correcção do sector tecnológico tenha limitado os ganhos. Os traders citados pela Bloomberg dão conta que os investidores estão baixar o peso das tecnológicas nas suas carteiras, pois este é o sector com melhor desempenho em 2017. Em contrapartida estão a apostar no sector financeiro, que é o que mais terá a beneficiar com o maior corte de impostos nos Estados Unidos em 30 anos.

 

O índice europeu Stoxx Banks, que reúne as cotadas do sector financeiro, valoriza 0,1% impulsionado sobretudo pelos ganhos dos franceses Société Générale e BNP Paribas. A limitar os ganhos nas praças europeias estão as mineiras, que reflectem a desvalorização dos preços de vários minerais. O Stoxx600 cede 0,01% para 387,44 pontos, embora a maioria dos principais índices nacionais negoceie em terreno positivo.

 

Em Lisboa o PSI-20 soma 0,46% para 5.388,02 pontos, com as acções do BCP a liderarem a tendência positiva, com uma subida de 0,85% para 0,2621 euros.

 

Juros de Portugal em queda 

Os juros da dívida pública portuguesa prosseguem em queda, em linha com a tendência da dívida europeia e atingindo valores próximos dos mínimos de 2015 fixados na semana passada. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos desce 1,5 pontos base para 1,88%, sendo que o spread face às bunds alemãs segue estável nos 155 pontos base.

 

Libra continua sob pressão 

A moeda britânica continua pressionada pela ausência de acordo sobre o Brexit, no final das negociações que decorreram ontem em Bruxelas entre Theresa May e Jean-Claude Juncker. A primeira-ministra britânica e o presidente da Comissão Europeia não chegaram a acordo sobre algumas das principais matérias envolvendo a saída do Reino Unido da EU, estando prevista nova reunião até ao final desta semana.

 

A libra cede 0,7% para 1,339 dólares, atingindo mínimos de uma semana após a maior queda no espaço de um mês. Impulsionado pela reforma fiscal, o dólar está também a ganhar terreno face ao euro, com a moeda única a cair 0,14% para 1,1848 dólares.  

 

Petróleo prolonga queda 

O petróleo mantém a toada negativa da última sessão, com os investidores a aguardarem os dados das reservas dos Estados Unidos, apesar de os analistas apontarem para a terceira queda semanal nos "stocks". O Brent em Londres cede 0,13% para 62,37 dólares e o WTI em Nova Iorque recua 0,3% para 57,30 dólares.




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