Mercados num minuto Abertura dos mercados: Tecnológicas penalizam Europa. Juros portugueses em mínimos de nove meses

Abertura dos mercados: Tecnológicas penalizam Europa. Juros portugueses em mínimos de nove meses

As bolsas europeias estão a ser castigadas pelo sector da tecnologia, no arranque de uma semana marcada pela decisão de vários bancos centrais. Os juros portugueses estão em mínimos de nove meses, e o petróleo em queda ligeira.
Abertura dos mercados: Tecnológicas penalizam Europa. Juros portugueses em mínimos de nove meses
Bloomberg
Rita Faria 12 de junho de 2017 às 09:06

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,51% para 5.272,11 pontos

Stoxx 600 perde 0,46% para 388,60 pontos

Nikkei desvalorizou 0,52% para 19.908,58 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 4,3 pontos base para 2,973%

Euro sobe 0,13% para 1,1210 dólares

Petróleo em Londres cai 0,15% para 48,08 dólares o barril 

Tecnológicas penalizam bolsas europeias

As bolsas europeias abriram a semana em terreno negativo, penalizadas sobretudo pelas empresas do sector da tecnologia depois de, na sexta-feira, o Nasdaq ter recuado mais de 2%.

O movimento de vendas começou depois de Robert Boroujerdi, responsável de investimento do Goldman Sachs, ter advertido para o facto de a baixa volatilidade em títulos como os do Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Alphabet [dona da Google] poderá estar a "cegar" os investidores perante riscos como os movimentos cíclicos e a regulação.

O sector das tecnológicas na Europa desce 2,3% empurrando o Stoxx600 para uma desvalorização de 0,46% para 388,60 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 recua 0,51% para 5.272,11 pontos, pressionado sobretudo pela EDP, que desvaloriza 1,22% para 3,231 euros, em reacção à notícia de que o Governo pretende reaver 500 milhões de euros da EDP, dinheiro que terá sido pago a mais durante dez anos.

Juros portugueses em mínimos de nove meses

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a negociar em novos mínimos de mais de nove meses, acompanhando o alívio que se regista na generalidade dos países do euro. A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos cai 4,3 pontos para 2,973%, depois de já ter tocado nos 2,956%, o valor mais baixo desde 8 de Setembro de 2016.

Em Espanha, o alívio é de 4,2 pontos para 1,402% e em França de 2,3 pontos para 0,624%, depois de o partido do presidente Emmanuel Macron ter garantido a vitória na primeira volta das legislativas. Na Alemanha, os juros seguem inalterados em 0,264%.

Dólar cai antes da decisão dos bancos centrais

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a descer cerca de 0,1% no arranque de uma semana que ficará marcada pelas decisões de vários bancos centrais em termos de política monetária.

Na quarta-feira, a Reserva Federal dos Estados Unidos poderá anunciar uma subida dos juros de 25 pontos-base. Na quinta-feira será a vez de conhecer as decisões do Banco de Inglaterra e do banco central da Suíça e, na sexta-feira, do Banco do Japão.

Petróleo em queda ligeira

O petróleo está a negociar em queda ligeira nos mercados internacionais, penalizado pelos receios de que a OPEP possa não ser capaz de aliviar o excedente global, mesmo com a extensão dos cortes na produção até ao final do primeiro trimestre do próximo ano.

Isto apesar de o ministro da Energia da Arábia Saudita ter garantido, no Cazaquistão, ao lado do seu homólogo russo, que os inventários estão a descer e que a redução deverá acentuar-se nos próximos quatro meses.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,15% para 45,76 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,06% para 48,12 dólares.

Ouro inalterado à espera da Fed

O ouro está praticamente inalterado, com os investidores a reflectirem a incerteza em torno da situação política no Reino Unido e à espera de conhecerem a decisão da Fed sobre os juros, que será divulgada esta quarta-feira.

O metal amarelo desce 0,01% para 1.266,56 dólares por onça, enquanto a prata cai 0,3% para 17,1546 dólares. 




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comentários mais recentes
GLINTT 12.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 100% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 22%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

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