Mercados num minuto Abertura dos mercados: Yellen acelera subida do dólar e leva Europa para máximos

Abertura dos mercados: Yellen acelera subida do dólar e leva Europa para máximos

As bolsas europeias estão em novos máximos de mais um ano depois de a presidente da Fed ter admitido mais uma subida dos juros em Março. As declarações de Yellen estão a acelerar a subida do dólar e a tirar brilho ao ouro.
Abertura dos mercados: Yellen acelera subida do dólar e leva Europa para máximos
Bloomberg
Rita Faria 15 de fevereiro de 2017 às 09:23

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,50% para 4.628,42 pontos

Stoxx 600 ganha 0,36% para 371,53 pontos

Nikkei valorizou 1,03% para 19.437,98 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,2 pontos para 4,021%

Euro recua 0,15% para 1,0562 dólares

Petróleo em Londres desce 0,45% para 55,72 dólares o barril

 

Bolsas europeias em máximos de mais de um ano

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 15 de Fevereiro, pela sétima sessão consecutiva, a mais longa série de ganhos desde Julho de 2015. Os índices bolsistas estão a ser animados pelas declarações da presidente da Reserva Federal norte-americana que admitiu ontem uma nova subida dos juros nos Estados Unidos já na próxima reunião de Março.

 

"Esperar demasiado para remover a política acomodatícia será imprudente, exigindo que a Fed eventualmente suba as taxas de juro de forma rápida, o que por sua vez pode causar uma disrupção nos mercados financeiros e levar a economia para recessão", sinalizou Yellen, num discurso perante o Senado, classificando de "apropriada" uma subida dos juros de forma gradual.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,36% para 371,53 pontos – o valor mais alto desde o início de Dezembro de 2015 – impulsionado sobretudo pelas cotadas do sector financeiro.

 

Em Lisboa, o PSI-20 sobe 0,50% para 4.628,42 pontos, animados pelo BCP e grupo EDP. O banco liderado por Nuno Amado valoriza 1,59% para 14,74 cêntimos, a EDP ganha 1,06% para 2,847 euros e a EDP Renováveis soma 0,92% para 6,27 euros.

 

Juros recuam antes do leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a recuar em todas as maturidades, no dia em que o IGCP vai realizar um leilão de Bilhetes do Tesouro a 3 e a 11 meses. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 2,2 pontos para 4,021%, depois de terem baixado os 4% esta segunda-feira pela primeira vez desde 26 de Janeiro.

 

A tendência de alívio estende-se à generalidade dos países do euro, com Espanha a registar uma descida de 0,2 pontos nos juros das obrigações a dez anos, para 1,666% e Itália de 1,5 pontos para 2,217%.

 

Dólar valoriza pela 11ª sessão

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a subir pela 11ª sessão consecutiva. A moeda norte-americana, que vinha beneficiando das expectativas em torno de uma subida mais rápida dos juros nos Estados Unidos, reforçou os ganhos depois de a presidente da Fed ter admitido ontem um novo aumento já na próxima reunião.

Yellen não deu qualquer indicação sobre a altura em que os juros voltam a subir, sendo que os investidores vêem como cada vez mais provável que tal possa acontecer já na reunião de 14 e 15 de Março. De acordo com a Bloomberg, os operadores estão a atribuir uma probabilidade de 30% a um agravamento de juros já no próximo mês.

 

Aumento das reservas penaliza petróleo

A matéria-prima está em queda nos mercados internacionais, penalizada pelos dados do Instituto do Petróleo Americano que mostram que as reservas de crude nos Estados Unidos aumentaram em 9,94 milhões de barris na semana passada. Os dados da Administração de Informação de Energia serão conhecidos esta quarta-feira, e segundo a Bloomberg, deverão revelar que as reservas subiram pela sexta semana consecutiva.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,64% para 52,86 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 0,45% para 55,72 dólares.

 

Ouro e prata recuam

O metal precioso está a ser penalizado pela expectativa de uma subida mais rápida dos juros nos Estados Unidos, que retira atractividade ao investimento neste activo. O ouro desce 0,13% para 1.226,54 dólares por onça enquanto a prata perde 0,33% para 17,8970 dólares.

 




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comentários mais recentes
Francisco António Há 2 semanas

Então como é que é ? Dólar mais caro...dificulta as exportações da Ivanka para o México.

Anónimo Há 2 semanas

Precisam-se vários Trump na europa ! Contactar Bruxelas! Admissão imediata, pela urgencia ! Vencimento chorudo ! Possibilidade de correr com os inúteis que lá estão agora ! Stop !

Tapa-olhos Há 2 semanas

Encher o balão com números e teorias é só o que resta aos países sobre endividados. A última jogada será a introdução de dinheiro digital para toda a gente (números). E o fim do dinheiro físico. O problema dos bancos fica resolvido. Os EUA e a Alemanha já têm esse plano na mesa.

Anónimo Há 2 semanas

DOLAR EM ALTA, bom para as Empresas Nacionais exportadoras, Portucel depois de estar em banho maria alguns dias , deve seguir o seu ciclo ascendente,

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