Mercados num minuto Abertura dos mercados: Yellen deixa bolsas no vermelho e Draghi põe euro em máximos

Abertura dos mercados: Yellen deixa bolsas no vermelho e Draghi põe euro em máximos

As bolsas europeias estão a ser penalizadas pelos comentários dos dois banqueiros centrais, ao passo que o euro está a beneficiar com o discurso de Mario Draghi. A moeda única está em máximos desde o Brexit.
Abertura dos mercados: Yellen deixa bolsas no vermelho e Draghi põe euro em máximos
Tomohiro Ohsumi/Bloomberg
Rita Faria 28 de junho de 2017 às 09:21

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,99% para 5.140,78 pontos

Stoxx 600 perde 0,81% para 382,87 pontos

Nikkei desvalorizou 0,47% para 20.130,41 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 4,7 pontos para 3,022%

Euro ganha 0,37% para 1,1382 dólares

Petróleo em Londres cai 0,47% para 46,43 dólares o barril

 

Bolsas europeias descem quase 1%

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quarta-feira, 28 de Junho, reagindo às declarações dos responsáveis da Fed e do BCE. Janet Yellen, presidente da Fed disse ontem que as avaliações dos activos "parecem muito elevadas", enquanto o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que os factores que estão a pesar na inflação são "temporários", o que está a levar muitos a anteciparem que o BCE se está a preparar para começar a reduzir os estímulos. Isto apesar de Draghi ter reforçado por várias vezes que os estímulos monetários "ainda são necessários".

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 cai 0,99% para 5.140,78 pontos, com apenas uma cotada a negociar em alta – a EDP Renováveis, que sobe 0,07% para 6,975 euros.

 

O BCP desce 1,06% para 23,3 cêntimos, a Galp Energia desliza 1,21% para 13,055 euros e a Nos cai 1,83% para 5,352 euros.

 

Juros portugueses descem mas mantêm-se acima de 3%

Os juros da dívida portuguesa estão a descer, ainda que se mantenham acima de 3% no prazo a dez anos. Esta barreira foi superada ontem pela primeira vez desde 13 de Junho. Nesta altura, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 4,7 pontos para 3,022%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a ‘yield’ desce 2,2 pontos para 1,473%. Em Itália, os juros aliviam 0,4 pontos para 2,056% e na Alemanha sobem 1,8 pontos para 0,388%.

 

Euro em máximos de um ano

Ao contrário do que acontece com as acções, o euro está a beneficiar com as palavras do presidente do BCE e com a possibilidade de uma redução dos estímulos. O euro ganha 0,37% para 1,1382 dólares, o valor mais elevado desde 24 de Junho de 2016, no rescaldo do referendo sobre o Brexit, no Reino Unido.

 

"As forças deflacionistas foram substituídas por forças reflacionistas. Embora ainda existam factores que estão a pesar na trajectória da inflação, estes são factores principalmente temporários que o banco central pode ignorar no médio prazo", assegurou Draghi, no 4.º Fórum do BCE em Sintra.

 

Petróleo em queda antes das reservas

O petróleo segue com sinal vermelho nos mercados internacionais, penalizado pelos dados revelados pelo Instituto do Petróleo Americano, que mostram que os inventários aumentaram em 851 mil barris na semana passada. Os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos serão conhecidos esta quarta-feira.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desliza 0,7% para 43,93 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,47% para 46,43 dólares.

 

Ouro ganha pela segunda sessão

O ouro está a negociar em alta pela segunda sessão, depois de as palavras da presidente da Fed terem penalizado o dólar norte-americano. Num discurso que era aguardado para confirmar a expectativa de mais subidas de juros nos EUA, Janet Yellen reiterou que considera ser apropriado subir as taxas de juro "muito gradualmente".

 

A presidente da Fed falou também sobre os preços dos activos em bolsa, dizendo que "parecem elevados, mas não há certezas sobre isso".

 

O ouro ganha 0,40% para 1.252,21 pontos, enquanto a prata sobe 0,83% para 16,8041 dólares.

 

 




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