Mercados num minuto Abertura dos mercados: Mais um dia de quedas para os juros portugueses

Abertura dos mercados: Mais um dia de quedas para os juros portugueses

Os juros da dívida nacional seguem a recuar. A libra também cai. Já as bolsas europeias seguem a negociar mistas depois da queda da Samsung. O petróleo também cede após os ganhos de ontem.
Abertura dos mercados: Mais um dia de quedas para os juros portugueses
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 11 de Outubro de 2016 às 09:29

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,08% para 4.549,98 pontos

Stoxx 600 cede 0,04% para 341,86 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 2,7 pontos base para 3,409%

Euro cede 0,22% para 1,1114 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 0,32% para 52,97 dólares por barril

Nikkei subiu 0,98% para 17.024,76 pontos 

Bolsas europeias mistas

O dia amanheceu negativo nas praças bolsistas europeias, tal como tinha acontecido na sessão das bolsas asiáticas. O aviso da Samsung em relação aos problemas no Note 7 trouxe apreensão para os investidores e o sentimento estendeu-se pelos mercados accionistas.

 

O Goldman Sachs trouxe também uma nota negativa ao dia de hoje ao dizer que espera uma queda dos principais índices americanos e europeu até ao final do ano.

O índice Stoxx Europe 600 começou a sessão de terça-feira a recuar e é em terreno negativo que segue, ainda que muito ligeiro: perde 0,04%. Um pouco por toda a Europa, é um dia misto aquele que se vê, com desvalorizações muito ligeiras na maior parte das praças como Madrid, Milão e Frankfurt. Londres, Paris e Lisboa somam. O português PSI-20 segue a somar uns tímidos 0,08%, impulsionado sobretudo pela Galp Energia

  

Juros em queda

Já o mercado de dívida europeu sente um alívio. Ou melhor, continua a senti-lo, com o mercado português em destaque. As obrigações portuguesas estão a ganhar valor o que indica que, em contraponto, as rendibilidades pedidas pelos investidores para negociar estão a recuar.


A queda é em praticamente todos os prazos, segundo as taxas genéricas da Bloomberg. A dez anos, a desvalorização é de 2,7 pontos base para 3,409%.

 

A posição da DBRS, que se irá pronunciar sobre a dívida portuguesa no próximo dia 21 de Outubro, é fulcral para Portugal tendo em conta que é o facto de as obrigações serem por ela consideradas um activo não especulativo, ao contrário da opinião das três maiores agências de "rating", que faz com que o país continue a beneficiar do programa de compra de activos do Banco Central Europeu – é ele que, em parte, tem garantido que as taxas de juro implícitas à dívida portuguesa não subam.

 

A agência de notação financeira canadiana tem feitos declarações que são interpretadas de diferentes maneiras mas o ministro das Finanças já mostrou confiança na manutenção do "rating" num nível de investimento.

 

A evolução dos juros no mercado secundário é um termómetro de qual o comportamento das "yields" no mercado primário, quando o Estado vende directamente dívida aos investidores para se financiar, ou seja, é aí que se fixam os custos do seu próprio financiamento.

 
A queda das "yields" nacionais acompanha a evolução negativa, também, dos juros exigidos pelos investidores na negociação de dívida espanhola, italiana mas também alemã (a referência). 

 

Libra continua a cair

Um dos motivos para que Londres seja uma das praças bolsistas em alta é a continuada queda da moeda britânica. A libra volta a ceder terreno, puxando pela cotação das empresas exportadoras, que beneficiam de uma desvalorização da divisa.

 

Conforme sintetiza a Bloomberg, desde sexta-feira que grandes bancos de investimento estão a cortar nas suas previsões para a cotação da libra até ao final do ano, o que tem colocado também pressão sobre a moeda, que tem estado a cair desde que foi anunciada a decisão do povo britânico de sair da União Europeia.

 

Aliás, a moeda caiu mais de 6% na sexta-feira contra o dólar americano por dois minutos num momento de evolução de mercado que ainda não está totalmente esclarecido. Uma das grandes questões que tem pairado sobre o mercado é até onde pode cair a libra. 

Há quatro dias seguidos que a moeda tem vindo a perder terreno. Hoje, segue a recuar 0,57% para 1,2292 dólares. 

 

Noutros câmbios, o euro segue a cair 0,22% para 1,1114 dólares.  

 

Petróleo desvaloriza 

Os preços do petróleo estão em queda na sessão de terça-depois depois de ontem terem tocado no valor mais alto em um ano.

 

A Rússia anunciou estar disposta a cortar ou congelar a produção de matéria-prima, de forma a conter a oferta e, assim, poder estabilizar os preços.

 

Tendo em conta esta disposição russa, a que se junta a posição da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de não aumentarem a produção, o "ouro negro" tem subido nos mercados internacionais. Aliás, desde Janeiro que os preços praticamente duplicaram.

 

Hoje há uma correcção dos preços. Assim, em Londres, o Brent do Mar do Norte está a perder 0,32% para 52,97 dólares por barril. Em Nova Iorque, o barril de crude West Texas Intermediate negoceia nos 51,25 dólares, uma quebra de 0,19% face a ontem. 

 

Ouro cede após duas subidas

Quem também está em queda é o ouro. O metal precioso, visto como refúgio, está a recuar depois de dois dias seguidos a ganhar terreno.


O ouro está a cair 0,14% para 1.257,92 dólares por onça. 

 

A política monetária nos Estados Unidos, e a sua evolução nos próximos meses, tem sido o factor que conduz a evolução dos preços do metal. A ideia de que poderá haver subidas dos juros é sempre um elemento de pressão sobre o valor. 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Esta notícia faz azia ao Passos Coelho, Cristas, Cavaco & Cª.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

Anónimo Há 3 semanas

AZIA A CAVACO?
ENTÃO ESSE TIPO AINDA É VIVO?

O INFERNO ESTÁ Á PORTA COMO DIZ PASSOS COELHO!

Anónimo Há 3 semanas

tudo obra de passos coelho!
ESTOU A GOZAR

surpreso Há 3 semanas

Um título que nem o Centeno subscreveria,tal é o facciosismo desta redacção.Basta ler o próprio artigo

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