Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias no vermelho. Euro e petróleo com ganhos

Abertura dos mercados: Bolsas europeias no vermelho. Euro e petróleo com ganhos

As principais praças europeias estão a negociar sobretudo em terreno negativo, numa altura em que os investidores avaliam dados económicos. Os preços do petróleo sobem e o euro valoriza face ao dólar.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias no vermelho. Euro e petróleo com ganhos
Bloomberg
Ana Laranjeiro 19 de Outubro de 2016 às 09:41

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,13% para 4.672,20 pontos

Stoxx 600 cede 0,19% para 341,82 pontos

Nikkei valorizou 0,21% para 16.998,91 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,5 pontos para 3,240%

Euro ganha 0,15% para 1,0997 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,12% para 52,26 dólares o barril


Bolsas europeias no vermelho

As principais praças europeias estão a negociar do lado das perdas, numa altura em que os investidores avaliam os dados económicos da China para terem indicações sobre a saúde da economia chinesa. Apesar da produção industrial chinesa ter abrandado inesperadamente em Setembro, o PIB chinês cresceu 6,7% no terceiro trimestre do ano, assegurando que a meta anual do Governo vai ser cumprida.

Além disso, o mercado espera também pela divulgação do Livro Bege da Reserva Federal dos Estados Unidos e pelo encontro do Banco Central Europeu para perceber o rumo da política monetária.


No Velho Continente, o germânico DAX é o índice que mais perde, recuando 0,27%, seguido pelo principal índice italiano. O Stoxx 600 cede 0,19%. O PSI-20 desce 0,13% penalizado sobretudo pelas acções do BCP (-1,75% para 1,68 cêntimos) e CTT (-0,81% para 5,979 euros).

 

Juros em queda em dia de leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair no mercado secundário, isto num dia em que Portugal regressa ao mercado de dívida de curto prazo. Na nota à imprensa divulgada esta sexta-feira, 14 de Outubro, o IGCP refere que os leilões têm um montante indicativo global entre 1.000 e 1.250 milhões de euros. As linhas que serão alvo da operação têm como maturidade 20 de Janeiro de 2017 e 22 de Setembro de 2017.

A dez anos, as "yields" portuguesas descem 0,5 pontos base para 3,240%. No caso da dívida da Alemanha, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si deslizam 0,2 pontos base para 0,033%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 317,9 pontos.

Dólar em queda

A moeda norte-americana está a desvalorizar face ao euro. A moeda da Zona Euro soma 0,15% para 1,0997 dólares. A evolução do dólar ter sido marcada nos últimos dias pelos dados da inflação, que subiu menos que o estimado em Setembro. Este dado levou o mercado a reduzir as apostas que a Reserva Federal dos Estados Unidos vai subir as taxas de juro no final do ano.

Queda das reservas dá ganhos ao petróleo

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais numa altura em que os dados da indústria indicam que as reservas diminuíram. O West Texas Intermediate sobe 1,09% para 50,84 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as exportações nacionais, valoriza 1,12% para 52,26 dólares por barril.

Os dados do Instituto Americano do Petróleo indicam que os inventários recuaram, na semana passada, para os 3,8 milhões de barris, de acordo com a Bloomberg. Esta quarta-feira são divulgados os dados relativos ao petróleo por parte do Governo norte-americano.

Além disso, a marcar a negociação da matéria-prima estão as palavras do secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Mohammed Barkindo, que afirmou que a Rússia não vai deixar de cooperar com o cartel no sentido de estabilizar omercado.

Ouro pouco alterado

A cotação do ouro esteve a valorizar durante duas sessões consecutivas. Porém, esta quarta-feira segue inalterado nos 1.262,55 dólares por onça, numa altura em que o dólar está a perder terreno, penalizado pela especulação que a Fed vai manter o aperto da política monetária.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS ATUAIS PENSÕES SÃO PAGAS PELOS DESCONTOS DOS ATUAIS TRABALHADORES.

Os pensionistas, que hoje estão "entre os críticos mais vociferantes", "não descontaram o suficiente para as reformas que agora gozam", pelo que não faz sentido protestar contra os cortes "como se fosse um roubo nos montantes acumulados".

Se alguém pode dizer-se roubado, não são os atuais pensionistas, mas os seus filhos e netos, que suportarão as enormes dívidas acumuladas nos últimos anos.

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