Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias no vermelho há três dias

Abertura dos mercados: Bolsas europeias no vermelho há três dias

As principais praças europeias estão esta sexta-feira a negociar em terreno negativo. A libra já renovou mínimos históricos depois de uma forte queda em apenas dois minutos. O petróleo sobe nos mercados internacionais.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias no vermelho há três dias
Ana Laranjeiro 07 de outubro de 2016 às 09:45

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,62% para 4.509,53 pontos

Stoxx 600 perde 0,41% para 341,43 pontos

Nikkei desvalorizou 0,23% para 16.860,09 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 3,6 pontos base para 3,548%

Euro recua 0,31% para 1,1116 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,46% para 52,75 dólares o barril

Bolsas europeias em queda há três dias

As principais praças europeias estão, pela terceira sessão, em queda numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação de dados relativos ao emprego nos Estados Unidos. O mercado está assim à espera de mais dados para perceber qual o nível de robustez da economia norte-americana, a maior do mundo, de forma a tentarem avaliar quando é que a Reserva Federal dos Estados Unidos vai subir as taxas de juro novamente.

A liderar a queda no Velho Continente está o PSI-20, que recua 0,62%, seguido pelo germânico DAX, que desce 0,45%. O Stoxx 600, índice de referência, perde 0,41%. A contrariar este sentimento está o índice britânico, o único a subir na Europa, avançando 0,53%.

 

Juros em alta

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a subir. A "yield" a dez anos, o prazo considerado como de referência, avança 3,6 pontos base para 3,548%, mantendo-se em máximos intradiários de Junho. Esta evolução tem lugar depois de esta quinta-feira a agência de notação financeira DBRS ter alertado que o país vive num "ciclo vicioso". Para Outubro, a agência tem agendada uma possível revisão do "rating" português. Ainda a marcar a negociação dos juros nacionais estará a especulação que o Banco Central Europeu estará a preparar uma retirada dos estímulos monetários na região.

No caso da dívida da Alemanha, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si somam 3,7 pontos base para 0,019%. 

Libra em mínimos de seis anos face ao euro

A moeda britânica renovou esta sexta-feira, 7 de Outubro, um mínimo histórico face ao dólar, relativo a Maio de 1985 (31 anos) depois de tombar mais de 6% no espaço de apenas dois minutos, pouco depois da abertura dos mercados na Ásia. Este comportamento que poderá ter tido origem numa introdução errada de ordens ou no algoritmo usado na transacção.

Por esta altura, a libra desce 1,36% para 1,244 dólares, atenuando assim um pouco das perdas. Face ao euro, a divisa do Reino Unido recua 1,02% para 1,1198 euros, depois de ter já desvalorizado 3,35% para 1,0934 euros -, naquele que é o valor mais baixo desde Março de 2010, mais de seis anos.

A penalizar a evolução da libra esterlina estarão os receios dos investidores em torno dos efeitos do Brexit na divisa e na economia. Receios que voltaram a surgir no após a primeira-ministra do Reino Unido ter anunciado que Londres vai accionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa até ao final do primeiro trimestre de 2017. As palavras de François Hollande, presidente da França, que manifestam o objectivo de que as negociações com Londres sejam difíceis também podem ter tido algum efeito na forte desvalorização ocorrida em dois minutos.

Brent acima dos 52 dólares

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais depois dos inventários da matéria-prima terem caído pela quinta semana consecutiva nos Estados Unidos. A marcar a negociação da matéria-prima está também a promessa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de reduzirem a produção de petróleo, o que está a fazer crescer a especulação que o excesso de oferta mundial de "ouro negro" vai diminuir.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, sobe 0,44% para 50,66 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, transaccionado em Londres e que serve de referência para as importações nacionais, valoriza 0,46% para 52,75 dólares por barril.

Ouro perto da maior queda semanal do ano

A cotação do ouro está a aproximar-se da maior queda semanal em dois anos, numa altura em que aumenta a especulação que a Reserva Federal dos Estados Unidos está cada vez mais perto de subir os juros. Por esta altura, o ouro regista uma subida de 0,02% para 1.254,60 dólares por onça.




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Anónimo 07.10.2016

COFINA:potencial subida,pela aproximação de mínimo:forte cashflow operacional,de 4,77 M€ no 1ºSem./16 (pág.24 em http://www.cofina.pt/~/media/Files/C/Cofina/investors/reports/2016res/cofina-rc-jun-16.pdf ),q permite dividendo (0,015 €/ação),e abater dívida (2 M€ no 2ºTrim./16).COMPRAR FORTEMENTE.

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