Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias recuperam de mínimos de três meses

Abertura dos mercados: Bolsas europeias recuperam de mínimos de três meses

As bolsas europeias negoceiam com sinal verde, depois de terem atingido mínimos de Julho na sessão de ontem. O dólar segue próximo do valor mais alto desde Março e o petróleo ganha terreno nos mercados internacionais.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias recuperam de mínimos de três meses
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,64% para 4.588,39 pontos

Stoxx 600 ganha 0,78% para 338,25 pontos

Nikkei valorizou 0,49% para 16.856,37 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 pontos base para 3,370%

Euro recua 0,43% para 1,1008 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,77% para 52,43 dólares o barril

Bolsas europeias sobem depois de três sessões de perdas

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta sexta-feira, 14 de Outubro, depois de três sessões consecutivas de perdas, que atiraram as acções do Velho Continente para mínimos de Julho.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600 ganha 0,78% para 338,25 pontos, depois de ter sido revelado que os preços do produtor, na China, subiram pela primeira vez desde 2012, e que a inflação ficou acima do esperado.

Por cá, o PSI-20 sobe 0,64% para 4.588,39 pontos, impulsionado sobretudo pela Galp Energia. A petrolífera valoriza 1,12% para 12,60 euros, depois de ter revelado, esta manhã, os dados preliminares do terceiro trimestre que apontam para um aumento superior a 60% da produção de petróleo face ao mesmo período do ano passado.

Juros pouco alterados na Europa

Os juros da dívida da generalidade dos países da Zona Euro seguem pouco alterados esta sexta-feira. Em Portugal, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos sobe 0,1 pontos base para 3,370%, no dia em que será apresentada a proposta de Orçamento do Estado para 2017.

Em Espanha, os juros das obrigações a dez anos estão inalterados em 1,118% e, na Alemanha, avançam 0,7 pontos para 0,045%.

Como a subida dos juros alemães é superior ao dos portugueses, o risco da dívida portuguesa está a descer 0,4 pontos para 329,7 pontos.

Dólar próximo de máximos de sete meses

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a subir 0,42%, depois de ter atingido ontem o valor mais alto desde Março.

Esta evolução acontece no dia em que serão conhecidos os resultados doe três dos maiores bancos norte-americanos e em que os investidores terão uma nova oportunidade para ouvir a presidente da Reserva Federal e procurar pistas sobre a trajectória dos juros no país. Janet Yellen fará um discurso numa conferência organizada pela Fed de Boston.

Na sessão de quinta-feira os índices de acções norte-americanos foram pressionados pelos receios com a subida de juros em Dezembro, já que foram divulgados indicadores positivos sobre a evolução do mercado de trabalho. 

Petróleo prepara-se para quarta semana de ganhos

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais preparando-se para completar esta sexta-feira a quarta semana consecutiva de ganhos.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 1,21% para 51,05 dólares por barril, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, soma 0,77% para 52,43 dólares.

A contribuir para a subida dos preços da matéria-prima estão os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos que mostram que os inventários de crude em Cushing, Oklahoma, caíram para o nível mais baixo desde Dezembro. 

Ouro cede depois de duas sessões positivas

O preço da onça de "troy" de ouro recua ligeiros 0,17% para 1.256 dólares por onça, depois de duas sessões de ganhos marcadas pelo suporte do aumento de posições de fundos de investimento que apostam no metal amarelo. De acordo com a Bloomberg, o volume de activos associado a estes fundos de índices em ouro aumentou 40% este ano, com a maior parte do crescimento a ocorrer na primeira metade de 2016.

Na quinta-feira, esse volume ascendia a 2.050 toneladas métricas, o valor que a agência noticiosa diz ser o mais elevado desde 2013. Na terça-feira, perante um dólar forte e na expectativa de aumento de juros nos EUA, o preço da onça registou mínimos de quatro meses.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub