Mercados num minuto Abertura dos mercados: Europa cai pela segunda sessão com receio da retirada dos estímulos

Abertura dos mercados: Europa cai pela segunda sessão com receio da retirada dos estímulos

As bolsas europeias estão em terreno negativo pela segunda sessão consecutiva, a reflectirem a possibilidade de o BCE começar a reduzir os estímulos à economia. O petróleo também está no vermelho, e o ouro próximo do valor mais baixo desde Junho.
Abertura dos mercados: Europa cai pela segunda sessão com receio da retirada dos estímulos
Reuters
Rita Faria 06 de Outubro de 2016 às 09:42

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,41% para 4.556,39 pontos

Stoxx 600 perde 0,08% para 343,92 pontos

Nikkei valorizou 0,47% para 16.899,10 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,7 pontos base para 3,450%

Euro recua 0,09% para 1,1195 dólares

Petróleo em Londres cai 0,58% para 51,56 dólares o barril

Bolsas europeias descem pela segunda sessão

As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo esta quinta-feira, 6 de Outubro, penalizadas sobretudo pelas empresas do sector imobiliário e das telecomunicações. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,08% para 343,92 pontos, depois de ter fechado ontem no vermelho, interrompendo uma série de seis sessões consecutivas de ganhos – a maior série de valorizações de Outubro do ano passado.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,41% para 4.556,39 pontos, penalizado sobretudo pelos CTT, que deslizam 1,5% para 5,781 euros, o valor mais baixo desde Janeiro de 2014.  

Juros pouco alterados na Europa

Os juros da dívida estão pouco alterados na generalidades dos países europeus, numa altura em que o mercado ainda está a digerir a hipótese de o BCE reduzir gradualmente os estímulos à economia para minimizar o efeito da retirada completa no mercado.

Em Portugal, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos cai 0,7 pontos base para 3,450%, enquanto em Espanha sobe 0,1 pontos para 1,037%. Na Alemanha, os juros das bunds a dez anos deslizam 1,9 pontos para -0,023%.

Dólar sobe antes dos dados do emprego nos EUA

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a valorizar 0,17% sustentado pela expectativa de que os dados do emprego nos Estados Unidos – cuja divulgação está agendada para sexta-feira – vão reforçar os argumentos a favor de uma subida dos juros no país até ao final do ano.

O presidente da Fed de Chicago, Charles Evans, admitiu esta quarta-feira que uma subida dos juros até ao fim do ano é "provável" se os dados continuarem a melhor.

Segundo estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, deverão ter sido criados 172 mil postos de trabalho em Setembro, acima dos 151 mil do mês anterior.

Petróleo desce quase 1% 

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, devido à especulação de que as recentes subidas poderão encorajar os produtores a aumentarem a oferta.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,66% para 49,50 dólares enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,58% para 51,56 dólares o barril.

Segundo avançou o ministro do Petróleo da Venezuela, Eulogio Del Pino, os membros da OPEP vão reunir-se na próxima semana em Istambul para discutirem a forma como vão implementar o acordo para reduzir a produção. A Rússia também irá comparecer para discutir a forma como os produtores não pertencentes ao cartel podem participar no plano.

Ouro aproxima-se de mínimos de Junho

O metal amarelo está a negociar em terreno negativo, contrariando a evolução do dólar norte-americano, devido à crescente especulação de que a Fed deverá subir os juros até ao final do ano.

O ouro desce 0,2% para 1.264,36 dólares por onça, um valor próximo de mínimos de Junho. Já a prata cai 0,26% para 17,6943 dólares. 




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Anónimo Há 4 semanas

COFINA:potencial subida,pela aproximação de mínimo:forte cashflow operacional,de 4,77 M€ no 1ºSem./16 (pág.24 em http://www.cofina.pt/~/media/Files/C/Cofina/investors/reports/2016res/cofina-rc-jun-16.pdf ),q permite dividendo (0,015 €/ação),e abater dívida (2 M€ no 2ºTrim./16).COMPRAR FORTEMENTE.

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