Bolsa Accionistas propõem 7,12 cêntimos por acção para SDC sair de bolsa

Accionistas propõem 7,12 cêntimos por acção para SDC sair de bolsa

A contrapartida oferecida pelos maiores accionistas da SDC Investimentos para concretizar a perda de qualidade de sociedade aberta é superior ao preço da OPA concluída no ano passado.
Accionistas propõem 7,12 cêntimos por acção para SDC sair de bolsa
Cátia Barbosa/Negócios
Maria João Babo 06 de fevereiro de 2018 às 18:28

Os maiores accionistas da SDC Investimentos propõem-se pagar uma contrapartida de 7,12 cêntimos por acção para tirar a empresa de bolsa, no âmbito do pedido de perda de qualidade de sociedade aberta que será discutido em assembleia geral no dia 27 de Fevereiro.

Um valor superior ao preço da OPA lançada pela Investéder, criada por António Castro Henriques (na foto) e Gonçalo Andrade Santos, ambos administradores da SDC, que foi de 2,7 cêntimos por acção, no âmbito da qual assegurou 77% da empresa cotada.

O valor agora oferecido, que tem ainda de ser aprovado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, é "equivalente ao preço médio ponderado das acções da sociedade no mercado Euronext durante o período de seis meses anterior à data da convocatória" da AG.

No ponto 1 da ordem de trabalhos da AG, de acordo com informação divulgada pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, os accionistas referem, entre as justificações para que a SDC deixe de estar cotada, que "se verifica uma elevada concentração de capital da sociedade na esfera da Investéder e Oceanlotus", que detêm actualmente em conjunto 343.197.423 acções representativas de 90,315% do capital social.

Por outro lado, acrescenta, "há muito que se encontra divulgado o objectivo da Investéder" de promover a perda da qualidade de sociedade aberta da SDC.

Esta perda de qualidade reveste-se "agora de carácter urgente, tendo em conta o objectivo, também há muito anunciado, de a Investéder vir também a recorrer ao mecanismo de aquisição potestativa (…) e os prazos relativamente curtos em que tal recurso é legalmente viável".




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