Bolsa Acções da Pharol e da Oi sobem após notícias de interesse da Elliott

Acções da Pharol e da Oi sobem após notícias de interesse da Elliott

A Pharol encerrou a sessão a ganhar 2%, acompanhando a evolução positiva das acções da Oi, após as notícias que dão conta do interesse do fundo "abutre" Elliott na brasileira.
Acções da Pharol e da Oi sobem após notícias de interesse da Elliott
Reuters
Sara Antunes 05 de Outubro de 2016 às 15:23

As acções da Pharol encerraram a sessão desta quarta-feira, 5 de Outubro, a subir 2% para 25,5 cêntimos, depois de terem chegado a perder 0,8% durante a manhã. Já os títulos da Oi estão a subir 1,05% para 3,85 reais, no caso das acções ordinárias, e 2,84% para 2,90 reais, no caso das preferenciais.

 

As acções da Pharol e da Oi reagiram a notícias que dão conta do interesse do fundo americano Elliott Management, do milionário Paul Singer, em entrar no capital da operadora brasileira, através da injecção de até 10 mil milhões de reais (2,77 mil milhões de euros).

 

O fundo "abutre", que apostou na queda do BES e da PT, já se terá reunido com responsáveis do Governo, actualmente liderado por Michel Temer, e com representantes do conselho de administração da Oi para apresentar os seus planos. O jornal Globo diz que Brasília viu com bons olhos a proposta do fundo.

 

Em cima da mesa está a possibilidade de o fundo Elliott injectar até 10 mil milhões de reais.

 

A Bloomberg adianta, citando duas fontes ligadas ao processo, que o fundo Elliott está a trabalhar num plano que convença credores e accionistas.

 

O capital que será injectado na Oi terá dois destinos: reduzir a dívida e investir.

 

Esta não é a primeira vez que o fundo Elliott surge associado à Oi. Já em Março foi noticiado que este fundo e a Cerberus estariam interessados na Oi.

Tal como o Cerberus, o Elliot é conhecido no mercado como fundo "abutre", por ‘atacar’ dívida de países ou empresas em dificuldades.


Aliás, Paul Singer criou a sua actual fortuna comprando dívida "problemática" para depois a vender ou, em casos de falência ou reestruturação, exigir em tribunal o que lhe é devido. Em 2011, o fundo apostou na queda do BES e em 2014 na descida das acções da Portugal Telecom, pouco tempo antes de ser conhecido o investimento em papel comercial da Rioforte.

(Notícia actualizada às 17:00 com valores de fecho da Pharol)




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