Bolsa Acções dos CTT disparam 4,5% na maior subida desde Março

Acções dos CTT disparam 4,5% na maior subida desde Março

Os títulos da empresa de correios registaram a maior valorização desde a apresentação de resultados de 2015, depois de o Haitong a ter mantido na lista de preferidas para o último trimestre do ano.
Rita Faria 11 de Outubro de 2016 às 16:52

As acções dos CTT completaram esta segunda-feira, 11 de Outubro, a melhor sessão em bolsa desde meados de Março, depois de o Haitong ter mantido a empresa na lista de "balas de prata" para o último trimestre deste ano.

 

Os títulos da empresa de correios subiram 4,54% para 5,912 euros, a maior valorização desde 16 de Março – em que as acções somaram 5,59% - um dia depois da apresentação dos resultados do ano passado.

 

A 15 de Março, os CTT revelaram que o resultado líquido de 2015 ascendeu a 72,1 milhões de euros, uma queda de 6,6% face ao ano anterior, mas acima das estimativas dos analistas.

 

Os CTT recuperam, assim, parte das perdas registadas nas últimas sessões, que atiraram os títulos para o valor mais baixo em quase três anos. Esta segunda-feira, as acções tocaram nos 5,511 euros – um mínimo de Dezembro de 2013, e abaixo do preço da OPV, de 5,52 euros.

 

Dado o fraco desempenho dos títulos nos últimos meses, o Haitong (que manteve os CTT na lista das preferidas na Península Ibérica) atribuiu às acções um potencial de valorização de 80%.

 

Na nota de análise divulgada esta terça-feira, 11 de Outubro, o banco de investimento destaca que os CTT pagam um elevado dividendo (rentabilidade superior a 8%) e deverão ver os seus resultados melhorar na segunda metade do ano.

 

O Haitong define o "target" para os CTT nos 10 euros, quase o dobro da sua cotação actual.

 

Os correios têm sido fortemente penalizados em bolsa, sobretudo desde a apresentação de resultados do primeiro semestre, a 4 de Agosto. Desde esse dia, os títulos acumulam uma desvalorização de 19%.

Na primeira metade deste ano, os CTT viram o seu resultado líquido atingir os 31,7 milhões de euros, uma queda de 19,1% face ao mesmo período de 2015. Os resultados foram penalizados sobretudo pelo projecto bancário, que teve um impacto negativo de 10,2 milhões de euros. Excluindo este efeito os lucros atingiram 41,8 milhões de euros, mais 0,2% face ao primeiro semestre de 2015.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Curoka, para quem comprava acções quando elas desciam, folgo bastante por ainda andar por aqui, não ficou cego com a cotação do BES.

comentários mais recentes
Elementar Há 3 semanas

Com estes tipos da Haitong, cheira a batota...

Anónimo Há 3 semanas

Curoka, para quem comprava acções quando elas desciam, folgo bastante por ainda andar por aqui, não ficou cego com a cotação do BES.

curoka Há 3 semanas

Vendi na sexta a perder uma pipa de massa e agora é que elas sobem? vão se f...! Bolsa nunca mais, chega deste casino.

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