Bolsa Acordo para tecto da dívida anima Wall Street

Acordo para tecto da dívida anima Wall Street

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, animadas pelo acordo para estender por mais três meses o tecto de endividamento dos EUA, permitindo assim que o governo federal se financie até meados de Dezembro.
Acordo para tecto da dívida anima Wall Street

O Dow Jones fechou a sessão desta quarta-feira a somar 0,25% para 21.807,64 pontos e o Standard & Poor’s 500 valorizou 0,31% para 2.465,57 pontos.

 

Também o índice tecnológico Nasdaq Composite acompanhou a tendência de subida, terminando com um ganho de 0,28% para se estabelecer nos 6.393,13 pontos.

 

Depois de ontem as bolsas do outro lado do Atlântico terem continuado a ser penalizadas pelo agudizar de tensões entre a Coreia do Norte e os EUA, hoje o acordo para o tecto da dívida norte-americana animou os investidores e Wall Street acabou por fechar no verde.

 

O presidente norte-americano anunciou esta quarta-feira que acordou um aumento do tecto da dívida nos Estados Unidos por três meses, até meados de Dezembro, um esforço que inclui a verba destinada a apoiar as vítimas do furacão Harvey no Texas e a atenuar os possíveis efeitos do Irma, o furacão que está a aproximar-se da Florida.

 

A confirmação foi feita por Donald Trump aos jornalistas, a bordo do Air Force One, momentos depois de os democratas no Congresso terem anunciado o acordo com os republicanos.

Sem esta ampliação, ainda que temporária, o governo federal ficaria impedido de se financiar nos mercados ou mesmo de reembolsar obrigações ou pagar contas. A acontecer tal cenário, segundo a Reuters, o rating de crédito dos EUA poderia ficar penalizado e, no limite, a situação poderia desencadear uma recessão.

 

Outro dado positivo foi a divulgação do Livro Bege da Fed, que deu conta de que a economia nos EUA cresceu a um ritmo modesto a moderado nos últimos dois meses. No entanto, a baixa inflação continua a ser motivo de preocupação, estando assim ainda em aberto a probabilidade de o banco central norte-americano subir ou não juros na reunião dos dias 19 e 20 deste mês.

 

Outro factor com que a Fed tem de lidar prende-se com a demissão do seu vice-presidente, Stanley Fischer, anunciada hoje. A sua saída ficará efectivada no próximo mês, após três anos no banco central.

 

Os mercados aguardam agora pela divulgação, amanhã dos dados sobre os pedidos de subsídio de desemprego na semana passada nos EUA, estando também a acompanhar com atenção a evolução do furacão Irma, com ventos de quase 300 km/hora, que se prevê que possa provocar grandes estragos à sua passagem.

 

O furacão deverá chegar no sábado à Florida, e o governador deste estado, Richard Lynn Scott, já declarou o estado de emergência e já foi também ordenada a evacuação do condado de Monroe – que é onde se prevê a "aterragem" deste furacão de categoria 5.


Os títulos mais pressionados pelos receios em torno do furacão Irma têm estado a ser os das companhias de seguros e das operadoras de cruzeiros do Sul da Florida.




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