Bolsa Alívio da regulação financeira e dados do emprego animam Wall Street

Alívio da regulação financeira e dados do emprego animam Wall Street

As bolsas dos Estados Unidos estão a ser impulsionadas pela forte criação de emprego nos EUA, em Janeiro, e pela decisão de Trump de aliviar a regulação do sector financeiro.
Alívio da regulação financeira e dados do emprego animam Wall Street
Reuters
Rita Faria 03 de fevereiro de 2017 às 14:34

Os principais índices norte-americanos abriram em alta esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, animados pelos dados do emprego e pela decisão de Donald Trump de reverter as regras da administração Obama para o sector financeiro.

 

O índice industrial Dow Jones sobe 0,59% para 20.002,69 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq ganha 0,26% para 5.650,94 pontos. Já o S&P500 valoriza 0,44% para 2.290,91 pontos, na sua terceira sessão consecutivas de subidas.

 

Antes da abertura do mercado, foi revelado que a taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu de 4,7%, em Dezembro, para 4,8%, em Janeiro, mas a criação de postos de trabalho foi a mais elevada dos últimos quatro meses. A maior economia do mundo criou 227 mil postos de trabalho em Janeiro, um valor acima das estimativas dos economistas consultados pela Reuters que apontavam para 175 mil.

 

Esta sexta-feira, a Casa Branca revelou ainda que, após uma reunião com um grupo de empresários, que inclui o CEO da Blackstone, Trump irá assinar duas ordens executivas para aliviar a regulação do sector financeiro.

 

Em primeiro lugar, vai travar a chamada regra fiduciária – uma regra que exige que as empresas que gerem as poupanças para a reforma trabalhem para o melhor interesse dos seus clientes – que entraria em vigor em Abril. A administração Obama defendia que esta regra iria proteger milhões de reformados de serem direccionados para investimentos inapropriados, envolvendo grandes riscos ou custos, que geram mais lucros para as corretoras.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos vai ordenar uma revisão das leis de Dodd-Frank, promulgadas em resposta à crise financeira de 2008.

Na segunda-feira, Trump defendeu que esta legislação penalizou o "espírito empreendedor" do país e o acesso ao crédito. "O regulamento foi realmente horrível para as grandes empresas, mas tem sido pior ainda para as pequenas empresas", disse o presidente. "Dodd-Frank é um desastre".

 

Esta sexta-feira, os investidores vão estar ainda atentos a um discurso de Charles Evans, presidente da Reserva Federal de Chicago, que poderá dar pistas sobre o ritmo de subida dos juros nos Estados Unidos. 


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