Bolsa Alívio de tensões catapulta Wall Street para máximos de seis semanas

Alívio de tensões catapulta Wall Street para máximos de seis semanas

As bolsas norte-americanas regressaram do fim-de-semana prolongado com uma energia renovada. Na ausência de um escalar das tensões geopolíticas na Ásia e Médio Oriente, os investidores voltaram a ter mais confiança nas apostas no mercado accionista.
Alívio de tensões catapulta Wall Street para máximos de seis semanas
Reuters
Carla Pedro 17 de abril de 2017 às 21:18

O Dow Jones fechou a somar 0,90% para 20.636,44 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,90% para 2.349,01 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, valorizou 0,89% para 5.856,78 pontos.

 

Depois de duas semanas em queda, muito à conta das tensões geopolíticas, as praças do outro lado do Atlântico regressaram hoje aos ganhos.

 

Na passada sexta-feira todos os mercados estiveram encerrados, mas hoje as bolsas norte-americanas e asiáticas funcionaram e amanhã é dia de também a Europa regressar às lides.

 

Recorde-se que as tensões geopolíticas na península coreana e no Médio Oriente têm convidado a uma maior prudência por parte dos investidores e os mercados accionistas têm-se ressentido com essa cautela – ao passo que o petróleo e valores-refúgio como o ouro têm estado a ganhar terreno.

 

Uma vez que o fim-de-semana decorreu sem incidentes, a confiança regressou e hoje Wall Street subiu animadamente.

 

Apesar de o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, ter hoje admitido atrasos na reforma fiscal dos EUA, após o fracasso na substituição do Obamacare, os mercados accionistas norte-americanos não vacilaram e terminaram em máximos de seis semanas.

 

Entretanto, o anúncio dos resultados do primeiro trimestre na banca norte-americana prossegue. O pontapé de saída foi dado com as contas do Citigroup, JPMorgan Chase e Wells Fargo. O JPMorgan e o Citigroup registaram um aumento de 17% dos lucros nos primeiros três meses deste ano comparativamente com o período homólogo. Em sentido inverso, o Wells Fargo, o terceiro maior banco americano em activos, registou uma ligeira quebra de 0,6% dos lucros no primeiro trimestre, o que se ficou a dever à quebra nas receitas e ao aumento dos custos da instituição.

 

Amanhã irão confessar-se ao mercado mais dois bancos de peso: o Goldman Sachs e o Bank of America.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub