Bolsa Allianz deixa de ter participação qualificada nos CTT

Allianz deixa de ter participação qualificada nos CTT

Em informação prestada ao regulador dos mercados, os correios nacionais indicam que a seguradora alemã deixou de deter uma participação qualificada nos CTT, passando a ter menos de 2% da cotada.
Allianz deixa de ter participação qualificada nos CTT
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago 28 de novembro de 2017 às 18:05

Em comunicado enviado na tarde desta terça-feira, 28 de Novembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT revelam que a Allianz deixou de ter uma participação qualificada no capital social dos correios nacionais.

 

Na nota enviada ao regulador dos mercados, os CTT referem ter recebido esta segunda-feira a informação de que a Allianz passou a deter uma participação de 1,85% na cotada portuguesa, bastante abaixo dos 4,83% anteriormente detidos.

 

No comunicado pode verificar-se que apesar de ter diminuído a participação directamente detida de 4,83% para 1,50%, a Allianz acabou por passar a controlar 0,35% dos correios nacionais através de instrumentos financeiros controlados seguradora germânica, quando até aqui não detinha qualquer posição indirecta. No início de Novembro, a Allianz já tinha reduzido a posição nos CTT para menos de 5%.

 

Continua a assistir-se a uma forte movimentação na estrutura accionista na empresa liderada por Francisco Lacerda, assim como um acentuado movimento de aposta nas quedas em bolsa da empresa. Por outro lado, a fragilidade da empresa tem sido aproveitada por investidores institucionais para reforçarem a posição nos CTT, como é o caso dos investimentos feitos pelo Norges Bank, o Kairos Partners ou o Credit Suisse. O banco suíço, por exemplo, reforçou recentemente a participação nos CTT de 2,58% para 3,31%.

Apesar da valorização de 1,71% para 3,095 euros hoje registada, os CTT têm vindo a acumular desvalorizações e a renovar mínimos históricos, o que aconteceu na sessão de terça-feira.

 

Isto acontece em consequência dos resultados desapontantes apresentados pela cotada relativos aos primeiros nove meses deste ano, o que levou a empresa chefiada por Francisco Lacerda a cortar o dividendo que propõe pagar aos accionistas em 10 cêntimos para 38 cêntimos.

 

Conhecidos os resultados, os analistas do CaixaBI consideraram ser razoável antecipar uma "enorme mudança na estrutura accionista" da empresa.

 

A instituição já anunciou a implementação de um plano de reestruturação que contempla a redução do número de trabalhadores da empresa.




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Anónimo Há 1 semana

Gutu. As tuas acções não contam para nada. Eles shortam com as acções dos grandes accionistas não é com as dos pequenos. Agora por as acções à venda por 5 euros ou mais não é má ideia, mas só porque pode haver algum trader que se engane nas vírgulas e elas sejam compradas.

CTT Há 1 semana

Meus amigos, os CTT podem fazer as reestruturações que fizerem, enquanto não meterem o bosta do Lacerda na rua, não passarão da cepa torta.
O problema dos CTT não é outro senão a gestão ruinosa e a falta de estratégia.

Gutu Há 1 semana

ATENCAO,COMO JA FOI AQUI ALGUMAS VEZES COMENTADO, SE PUSEREM AS ACOES A VENDA POR EX:5,6,7 ...EUROS,POR ALGUM TEMPO,NAO VAO PODER ANDAR A BRINCAR COM AS NOSSAS ACOES, POIS ASSIM E IMPOSSIVEL MOVIMENTA-LAS E PARAR A ESPECULACAO(PASSEM A PALAVRA E INFORMEM-SE)

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